O Supremo Tribunal Federal (STF) negou a veracidade de um vídeo que circula nas redes sociais e que, segundo publicações, mostraria Luna van Brussel Barroso, filha do ministro Luís Roberto Barroso, sendo escoltada por policiais em um aeroporto dos Estados Unidos. A Corte informou que a mulher nas imagens não é Luna e que não há qualquer processo de deportação envolvendo a filha do magistrado.
Vídeo viral e rápida checagem
O material foi publicado em 30 de agosto pelo deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP) e rapidamente se espalhou por TikTok, Instagram, Facebook e X. Sobre o vídeo, uma legenda afirmava: “Perdeu! Com escolta, filha de Barroso deixa os EUA”. Na gravação, uma mulher aparece em um saguão de aeroporto, enquanto policiais aguardam próximos ao balcão de atendimento.
Diante da repercussão, a assessoria de imprensa do STF declarou: “É falsa a informação de que a filha do ministro esteja no vídeo ou que tenha sido deportada. A única filha de Barroso mora no Brasil”. O comunicado foi reforçado por serviços de verificação independentes, que apontaram diferenças físicas claras entre Luna e a mulher filmada, como formato do queixo e altura da testa.
Quem é Luna Barroso e onde ela está
Luna van Brussel Barroso estudou nos Estados Unidos entre 2022 e 2023, mas regressou ao país para iniciar doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, ela também trabalha em um escritório de advocacia composto por antigos sócios de Luís Roberto Barroso. Não há registros de viagens recentes de Luna aos Estados Unidos nem de abordagens policiais relacionadas a seu nome.
Contexto da falsa alegação
As publicações surgiram após o governo norte-americano suspender, em 19 de julho, os vistos de oito ministros do STF, entre eles Barroso. A medida, que também atinge familiares próximos, foi justificada por Washington sob o argumento de supostas violações a direitos de liberdade de expressão no Brasil. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes foi citado nominalmente pelo Departamento de Estado, que o acusou de manter um “complexo de perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A suspensão de vistos provocou forte reação no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a decisão dos Estados Unidos como “arbitrária e sem fundamento” e prestou solidariedade aos integrantes da Suprema Corte. Logo depois, conteúdos enganosos passaram a circular nas redes, incluindo alegações de deportação e vídeos atribuindo a Luna comportamentos que não ocorreram.


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Imagem: g1.globo.com
Repercussão política
O gabinete do deputado Bruno Zambelli foi procurado para esclarecer a origem do vídeo e o contexto da publicação. Até o momento, não houve resposta. Outras postagens que associavam Luna a deportação ou a escolta policial já haviam sido classificadas como falsas anteriormente, mas o tema voltou ao debate com a nova peça de desinformação.
Checagem reforçada e lições de cautela
A recorrência de notícias falsas envolvendo autoridades reforça a necessidade de confirmação prévia antes de compartilhar conteúdo em redes sociais. Nesse caso, fontes oficiais e comparações visuais simples foram suficientes para desmontar a narrativa de deportação. O STF manteve a posição de que não existe qualquer impedimento para viagens da filha do ministro e lembrou que Luna permanece no Brasil em atividades acadêmicas.
Com a declaração oficial da Corte e a ausência de evidências que sustentem a história, o vídeo é considerado inverídico. Ainda assim, a rapidez com que a gravação se espalhou evidencia o impacto que conteúdos sem verificação podem ter no debate público.

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