O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que concederia indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como primeiro ato de um eventual governo federal. A declaração foi feita em entrevista publicada pelo jornal Diário do Grande ABC, na sexta-feira, 29 de agosto. Segundo o chefe do Executivo paulista, os processos contra Bolsonaro são “absolutamente desarrazoados” e merecem solução imediata.
Indulto como “primeiro ato”
Questionado sobre a possibilidade de assumir o Palácio do Planalto em 2027, Tarcísio foi taxativo ao tratar do perdão: “Na hora. Primeiro ato.” O governador argumentou que vê fragilidade nas denúncias relacionadas a suposta tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente, cujo julgamento está pautado para terça-feira, 2 de setembro. “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas, infelizmente, hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, acrescentou.
Não se trata da primeira manifestação pública do governador favorável ao indulto. Em encontros reservados com empresários e banqueiros, Tarcísio já indicara disposição de conceder perdão presidencial a Bolsonaro caso fosse eleito. O posicionamento reforça a proximidade política entre o ex-ministro da Infraestrutura e o ex-chefe do Executivo federal.
Negativa de candidatura em 2026
Apesar das declarações, Tarcísio voltou a negar intenção de disputar o Planalto em 2026. O governador lembrou que, historicamente, poucos líderes paulistas chegaram à Presidência: “Todo governador de São Paulo é presidenciável pelo tamanho do Estado, mas vejamos a história recente: o último foi Jânio Quadros e, antes dele, Washington Luís.” Ao reforçar o argumento, destacou que pretende concentrar esforços na gestão paulista e na entrega de projetos de infraestrutura.
Nos bastidores, porém, a cotação do governador como potencial candidato é frequente. Sua aprovação no maior colégio eleitoral do país e a trajetória tecnicamente reconhecida à frente do Ministério da Infraestrutura mantêm seu nome entre as alternativas do campo de centro-direita para a eleição nacional.
Caminho político via Congresso
Durante a mesma entrevista, Tarcísio cobrou do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que leve ao plenário propostas de anistia ligadas aos atos de 8 de Janeiro. Sem citar o colega de partido nominalmente, o governador defendeu que “os presidentes da Casa têm de submeter isso à vontade do plenário, sem interferência de outro Poder”.
Segundo Tarcísio, o Congresso reúne condições para oferecer “uma saída política” semelhante a acordos já firmados em outros momentos da história nacional. O governante paulista sustentou que a prerrogativa legislativa deve ser respeitada para pacificar o ambiente institucional. “Essa solução não é novidade; esteve presente em outros momentos do Brasil”, concluiu.
Reações e contexto jurídico
A possibilidade de indulto presidencial antes mesmo de eventual condenação gera debate no meio jurídico. A Constituição permite o ato de clemência, mas decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o perdão deve observar critérios de interesse público e proporcionalidade. Embora Tarcísio considere “desarrazoado” o andamento processual contra Bolsonaro, a questão tende a enfrentar questionamentos caso avance.


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Imagem: Alan Santos
Paralelamente, setores da oposição acusam o governador de utilizar o tema eleitoralmente, mesmo negando candidatura. Já apoiadores do ex-presidente veem na proposta um gesto de lealdade e compromisso com a pauta de anistia defendida por movimentos conservadores.
Próximos passos
O julgamento de Jair Bolsonaro por suposta participação em tentativa de golpe começa nesta semana, no Tribunal Federal da 1.ª Região, em Brasília. Dependendo do resultado, uma eventual condenação poderia torná-lo inelegível, reforçando a relevância política de um indulto futuro. Enquanto isso, Tarcísio continua a buscar espaço junto a líderes partidários para viabilizar um projeto de anistia que envolva o Congresso.
Para quem acompanha o tabuleiro de 2026, as declarações do governador reavivam discussões sobre alianças, federações e definição de palanques regionais. Ainda que Tarcísio negue pretensões presidenciais, a proximidade com Bolsonaro e a defesa de temas caros ao eleitorado conservador o mantêm sob os holofotes nacionais.
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Em resumo, Tarcísio de Freitas reforçou fidelidade a Jair Bolsonaro ao prometer indulto imediato, defendeu que o Congresso lidere uma saída política via anistia e, ao mesmo tempo, reiterou que não pretende disputar o Planalto em 2026. Continue conosco e receba em primeira mão os desdobramentos desse cenário decisivo para a direita brasileira.
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