Brasília — A relação Brasil-Estados Unidos vive seu ponto mais baixo em décadas. A ofensiva verbal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra Donald Trump, somada à proposta de enfraquecer o dólar nos Brics, resultou em retaliação comercial imediata: tarifas de 50% sobre etanol, celulose e grãos, atingindo US$ 10 bilhões em exportações.
Retórica quebrou protocolo diplomático
Desde a campanha presidencial norte-americana de 2024, Lula converteu eventos multilaterais em palco de ataques pessoais. Em setembro daquele ano, na Assembleia-Geral da ONU, chamou Trump de “criminoso que deveria estar na cadeia”. Dois meses depois, no Palácio do Planalto, classificou o republicano de “monstro que ameaça a humanidade”. Em março de 2025, à Deutsche Welle Brasil, rotulou-o “símbolo do fascismo moderno”.
O ápice veio na cúpula dos Brics, quando propôs uma “nova ordem financeira” sem hegemonia do dólar. A iniciativa não encontrou respaldo nem do Kremlin. “Esta é uma ideia exclusiva de Lula”, afirmou o chanceler russo Serguei Lavrov, destacando o isolamento do Brasil dentro do próprio bloco.
Tarifaço e investigação na Seção 301
A resposta de Washington chegou em maio de 2025. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou sobretaxa de 50% sobre produtos estratégicos brasileiros. É a primeira vez que a Casa Branca aplica punição desse porte a um parceiro latino-americano por motivos essencialmente políticos.
Além do tarifaço, o USTR abriu investigação com base na Seção 301 do Trade Act de 1974 para apurar práticas consideradas discriminatórias. O processo costuma anteceder sanções adicionais, o que amplia a incerteza para empresas brasileiras.
Lula reagiu com novo ataque: “Trump usa o comércio como arma porque não tem moral para negociar com democracias verdadeiras”. A declaração foi interpretada como provocação direta, encerrando qualquer espaço de diálogo técnico entre os dois governos.
Danos imediatos ao setor produtivo
Usinas de etanol relatam cancelamento de contratos em tempo real. Produtores de celulose enfrentam suspensão de embarques e renegociação de preços. Exportadores de soja e milho recalculam margens, temendo efeito dominó em outros mercados.
Enquanto o Planalto atribui o revés ao “protecionismo dos ricos”, a conta recai sobre trabalhadores. Indústria de base, cooperativas agrícolas e empresas de logística projetam queda de receita, redução de turnos e demissões. Economistas alertam para pressão inflacionária, sobretudo em regiões dependentes do agronegócio.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Diplomacia ideológica isola o país
França e China ilustram caminhos alternativos. Diante de tarifas unilaterais, Paris optou pela negociação e obteve alívio parcial. Pequim, mesmo sob punições bilionárias, manteve canais abertos com Washington para evitar agravamento. O Brasil, ao contrário, abstém-se de qualquer contato institucional, convertendo o Itamaraty em trincheira ideológica.
Analistas apontam que soberania se consolida com diplomacia pragmática, não com discursos inflamados. Ao insistir no confronto, Lula transformou bravata em prejuízo concreto, rebaixando o Brasil de parceiro complicado a adversário estratégico na visão norte-americana.
Cenário político e econômico
O impacto ultrapassa estatísticas de comércio exterior. A retaliação enfraquece grupos empresariais que sustentam investimentos, compromete arrecadação em estados produtores e cria ambiente de incerteza para quem planejava ampliar plantas industriais. Parlamentares da oposição já articulam CPIs para apurar responsabilidade do governo nas perdas.
No campo internacional, a credibilidade do Brasil como interlocutor sofre desgaste. Países que observam a disputa avaliam riscos antes de firmar acordos bilaterais com Brasília, temendo instabilidade semelhante.
Em síntese, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos revelam o custo de uma política externa baseada em confronto retórico e desconsideração das consequências econômicas. O prejuízo, agora tangível, recai sobre setores produtivos e trabalhadores brasileiros — enquanto o governo insiste em discursos que isolam, em vez de negociar.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!