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Professor mostra como a “virtude do não-saber” reacende o debate sobre Deus

Política

São Paulo, 27 de agosto de 2025 – O professor e filósofo Paulo Cruz voltou às salas de aula do ensino superior e colocou em pauta um tema essencial para a tradição ocidental: a importância de reconhecer a própria ignorância diante das grandes questões, sobretudo a existência de Deus. Em uma disciplina de Bases Filosóficas da Psicologia, ministrada em uma faculdade da zona sul da capital paulista, o docente defendeu que “não-saber” é uma virtude fundadora da filosofia e motor permanente da civilização.

Origem da filosofia e virtude da ignorância

Cruz recordou aos alunos o testemunho de Sócrates, que se declarava “o mais sábio por nada saber”, e citou Aristóteles para reforçar que a admiração nasce da perplexidade. Segundo o professor, esse ponto de partida foi crucial para o desenvolvimento intelectual do Ocidente: ao admitir a limitação humana, pensadores antigos criaram espaço para a investigação racional, fundamento da ciência moderna e do debate moral.

O docente explicou que o amor à sabedoria não se sustenta em certezas prontas, mas na disposição de questionar. Para ele, a negligência desse princípio favorece o dogmatismo ideológico que prolifera nas universidades. Ao propor a ignorância como virtude, Cruz convida a comunidade acadêmica a recuperar a humildade intelectual que marcou nomes como Agostinho e Anselmo, pilares da síntese entre fé e razão.

Indagação sobre Deus põe limite ao relativismo

Ao avançar sobre a questão religiosa, Paulo Cruz apresentou uma hipótese provocativa: a humanidade persiste porque ainda não chegou à certeza absoluta, seja da existência, seja da inexistência de Deus. Para o professor, qualquer comprovação definitiva extinguiria o sentido da vida ou tornaria impossível a convivência. “Se tivéssemos uma prova irrefutável, o mundo colapsaria em minutos”, afirmou.

Na avaliação de Cruz, esse limite mantém aberta a possibilidade da fé, conceito bíblico definido como “fundamento das coisas que se esperam e prova do que não se vê” (Hebreus 11:1). O filósofo recordou que todas as tentativas lógicas de demonstrar Deus, como os argumentos de Anselmo, servem para reforçar evidências, mas não eliminam a exigência do ato de crer. Dessa forma, a incerteza preserva tanto a liberdade humana quanto a responsabilidade moral, valores caros à tradição judaico-cristã.

Ateísmo e teodiceia sem comprovação final

O professor também observou que a incredulidade não oferece terreno sólido. Para ele, a teodiceia ateísta procura explicar o mal atribuindo imperfeições ao Criador ou negando sua existência, mas não resolve a contradição fundamental da maldade humana. Cruz citou a máxima atribuída a Dostoiévski – “se Deus não existe, tudo é permitido” – para mostrar que a negação de um referencial transcendente abre caminho ao relativismo moral.

Diante disso, o docente sustenta que a ciência, as artes e até os códigos jurídicos são tentativas de responder, ainda que indiretamente, à interrogação sobre Deus. “Não ter a resposta definitiva nos obriga à humildade”, declarou. Essa postura contrasta com correntes acadêmicas que, segundo ele, promovem uma visão materialista e negam as raízes cristãs da civilização ocidental.

Retorno à docência e desafio contemporâneo

A oportunidade de lecionar perto de casa reacendeu em Cruz o compromisso de formar novas gerações. A disciplina de Bases Filosóficas da Psicologia aborda intersecções entre filosofia e saúde mental, campo em que a busca de sentido influencia diretamente o bem-estar. Para o professor, ignorar a dimensão metafísica empobrece a própria prática clínica.

Ele avalia que o contexto atual exige professores dispostos a equilibrar razão e fé, resgatando referências clássicas que a cultura pop e o ativismo ideológico tentam eclipsar. Ao apresentar a “virtude do não-saber”, Cruz pretende equipar estudantes a questionar dogmas contemporâneos e a reconhecer que ciência e religião não são inimigas, mas aliadas na procura da verdade.

Em síntese, a tese de Paulo Cruz reafirma um princípio conservador: a consciência dos limites humanos impede o totalitarismo intelectual e mantém viva a busca de significado. Esse debate, central desde a Grécia Antiga, continua atual numa era marcada pela cultura do cancelamento e pela relativização de valores absolutos.

Para acompanhar outras discussões relevantes sobre liberdade intelectual e responsabilidade moral, o leitor pode visitar a seção de política em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.

Reconhecer que ainda não sabemos tudo, especialmente sobre Deus, resgata a humildade necessária ao progresso genuíno. Reflita, compartilhe a reportagem e mantenha-se informado sobre temas centrais para o futuro da nossa sociedade.

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