O presidente da China, Xi Jinping, declarou apoio explícito ao Brasil na defesa da soberania nacional e criticou a expansão de barreiras comerciais internacionais, durante conversa telefônica realizada nesta terça-feira (12) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O diálogo foi solicitado pelo chefe do Executivo brasileiro e ocorre em meio ao aumento das tensões tarifárias com os Estados Unidos.
Telefonema pediu unidade do Sul Global contra barreiras
De acordo com comunicado oficial de Pequim, Xi afirmou que Pequim apoia “o povo brasileiro na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos”. O líder chinês defendeu que países emergentes atuem de forma coordenada contra o unilateralismo e o protecionismo que, segundo ele, prejudicam o comércio internacional.
Na ligação, Lula expôs sua avaliação sobre o atual cenário de relações com Washington. A Casa Branca, sob administração republicana, anunciou tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros, medida classificada por Brasília como tentativa de impor obstáculos políticos à economia do país.
Para Xi, a resposta a iniciativas desse tipo passa por maior integração entre as principais nações em desenvolvimento. O dirigente citou Brasil e China como exemplo de cooperação que “valoriza a autossuficiência” e fortalece a posição coletiva do Sul Global em organismos multilaterais.
Projetos conjuntos incluem Brics, Cinturão e Rota e COP30
No plano econômico, Xi destacou que as relações sino-brasileiras vivem “o melhor momento da história”, apoiadas no avanço de parcerias estratégicas e em investimentos voltados a infraestrutura, tecnologia e energia.
Entre os pontos ressaltados, estão:
- Integração de projetos da Iniciativa Cinturão e Rota com o Novo PAC, programa brasileiro que prevê expansão logística, energética e digital;
- Fortalecimento do Brics como plataforma para ampliar peso político e econômico do Sul Global;
- Compromisso conjunto na organização da COP30, marcada para 2025 em Belém (PA);
- Atuação do grupo Amigos da Paz em busca de solução diplomática para a guerra na Ucrânia.
Pequim e Brasília avaliam que a integração de suas estratégias nacionais pode abrir oportunidades de negócio em setores como mineração, agronegócio, energia limpa e telecomunicações. Segundo o governo chinês, novas frentes de cooperação devem priorizar cadeias produtivas capazes de gerar emprego e renda nos dois países.
Tensão tarifária com Washington serve de pano de fundo
O telefonema ocorreu dias após o ex-presidente norte-americano Donald Trump anunciar novo pacote de tarifas sobre aço, alumínio e produtos agrícolas provenientes do Brasil. A taxa adicional de 50% foi justificada por Washington como proteção ao mercado interno diante de supostos subsídios externos.
Em resposta, o Palácio do Planalto expressou preocupação com o impacto da medida na balança comercial e sinalizou busca por parceiros dispostos a defender regras claras no comércio internacional. Nessa linha, Xi reiterou disposição em “trabalhar com o Brasil para estabelecer um exemplo de unidade” entre economias emergentes.


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Embora o governo brasileiro não detalhe contramedidas, a sinalização de apoio chinês reforça a intenção de diversificar exportações e reduzir vulnerabilidade a ações unilaterais. A China é hoje o principal destino das vendas externas do Brasil, responsável por cerca de um terço do total exportado.
Soberania nacional no centro da agenda diplomática
Segundo a imprensa oficial chinesa, Lula afirmou que a defesa da soberania brasileira permanece “firme e inabalável”, independentemente de pressões externas. Ao endossar a declaração, Xi relacionou o tema à urgência de proteção de cadeias produtivas críticas, um ponto considerado estratégico para países que dependem de estabilidade no fluxo de mercadorias.
Além do comércio, a soberania foi vinculada a iniciativas de desenvolvimento sustentável. O compromisso com a COP30 em Belém foi citado como demonstração de convergência entre as duas maiores potências do Hemisfério Sul na área ambiental.
Sob o ponto de vista chinês, a parceria deve servir de plataforma para que Brasil e China exerçam liderança em debates sobre financiamento climático, transição energética e reforma de organismos internacionais, temas nos quais ambos reivindicam maior representatividade.
Próximos passos
Não foram divulgadas datas para novos encontros presenciais, mas diplomatas chineses indicam que missões técnicas devem visitar Brasília ainda este ano. O objetivo é detalhar projetos de infraestrutura, logística e tecnologia vinculados à Iniciativa Cinturão e Rota.
Enquanto isso, o governo brasileiro deverá calibrar suas posições diante da escalada tarifária norte-americana, buscando ampliar mercados alternativos sem comprometer relações tradicionais. Com o apoio chinês anunciado, Brasília mira reforçar sua margem de manobra nos fóruns multilaterais, destacando a importância do comércio livre e de regras claras para o desenvolvimento nacional.
O telefonema desta terça-feira reflete a estratégia de ambas as capitais: consolidar alianças econômicas alinhadas à soberania e resistir a políticas protecionistas que, na avaliação de Brasília e Pequim, ameaçam a recuperação e a estabilidade global.

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