Um artigo assinado pelo escritor e jornalista Paulo Briguet, publicado em 8 de outubro de 2025, lança um alerta contra padres que, segundo o autor, trocam a fidelidade a Cristo pela busca de influência terrena. O texto compara esses religiosos ao apóstolo Judas Iscariotes, apontado nos Evangelhos como traidor, e apresenta a tese de que ainda hoje existe, dentro da Igreja, um grupo dedicado a corroer a fé a partir de dentro.
A ligação entre a traição de Judas e a atuação de clérigos atuais
Briguet parte de um dado histórico: Cristo conviveu com doze apóstolos, dos quais um o traiu, outro o negou três vezes e os demais se dispersaram durante a crucificação. Apesar da fuga, todos, exceto Judas, foram posteriormente perdoados e se tornaram mártires. O autor recorda que Judas terminou a vida enforcado, mas, mesmo assim, teria deixado “discípulos” ideológicos.
Segundo o artigo, esses “discípulos” são religiosos que priorizam governos, ideologias e projetos de poder em detrimento do Evangelho. Para o autor, o verdadeiro fundamento da Igreja é Cristo; quando um sacerdote inverte essa ordem e coloca políticas humanas acima da mensagem divina, repete a lógica de Judas ao valorizar objetivos mundanos.
Indícios para reconhecer os chamados “padres do diabo”
O artigo descreve critérios que, na visão do escritor, ajudam a identificar esses líderes espirituais desviados:
- Ênfase em maldições e ataques a adversários políticos, em vez de proclamar perdão e reconciliação.
- Defesa de poderes humanos como se fossem superiores à autoridade de Deus.
- Uso de discursos que romantizam ódio, vingança, mentira e violência.
- Instrumentalização dos pobres para fins ideológicos, citando a conhecida justificativa de “vender o perfume caro e distribuir aos necessitados” como pretexto para cobrir intenções pessoais.
Para Briguet, quando um sacerdote exibe esses comportamentos, há forte possibilidade de que repita o erro do apóstolo traidor, conduzindo fiéis ao afastamento de valores cristãos.
O risco de politização da fé
O texto recorda que Bento XVI chegou a apontar uma explicação messiânico-política para a queda de Judas: a frustração por não encontrar em Cristo um libertador militar capaz de expulsar os romanos. Ao ressaltar esse ponto, Briguet sustenta que projetos políticos elevados à condição de “salvação” incorrem no mesmo equívoco — colocam a redenção nas mãos do Estado ou de líderes revolucionários em lugar do sacrifício da cruz.


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Nesse contexto, o autor menciona o caso de Barrabás, personagem liberado pelo povo durante a Páscoa em Jerusalém. O nome, que significa “filho do homem”, teria sinalizado a esperança de uma insurreição sangrenta contra a ocupação romana. O povo, diz o texto, preferiu um suposto libertador político a Jesus, exemplo que se repete cada vez que a fé é instrumentalizada em prol de agendas terrenas.
Experiência pessoal do autor como alerta
Briguet relata ter interpretado o papel de um dos apóstolos em uma cerimônia de Lava-Pés e ser chamado de “Judas”. O episódio o levou a refletir sobre momentos em que, segundo confessa, também acreditou na tomada de poder político como caminho de redenção. Esse testemunho pessoal reforça o alerta: qualquer fiel pode cair na tentação de substituir a fé pela política, mas o caminho de retorno passa pela cruz e pelo perdão.

Imagem: Galeria Nacial da Irlanda
Conclusão e chamada à vigilância
Ao final, o artigo estabelece três contrapontos essenciais: a cruz é maior que qualquer instrumento de morte humana, o perdão supera o pecado e a eternidade ultrapassa toda disputa política. Nas entrelinhas, Briguet convoca os fiéis a manterem-se atentos a líderes que, sob a batina, priorizam ideologias, promovem divisões e desvirtuam a missão sacerdotal.
Para os leitores que acompanham o debate sobre o papel da religião na vida pública, vale conferir as análises da nossa editoria de Política, onde temas semelhantes são abordados sob a ótica dos bastidores do poder em Brasília.
Em síntese, o texto de Paulo Briguet funciona como um chamado à consciência: a fé cristã, argumenta ele, não pode submeter-se a projetos de poder. Identificar e resistir a sacerdotes que invertem essa prioridade torna-se, portanto, dever de todo católico comprometido com a verdade evangélica.
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