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Crédito do Itaú fortalece PMEs e eleva PIB do Paraná em 1,11%, aponta FGV

Política

O apoio financeiro e consultivo a pequenas e médias empresas (PMEs) incrementou em 1,11% o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná em 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) encomendado pelo Itaú Empresas. O levantamento, que analisou mais de 1,7 milhão de companhias com faturamento anual de até R$ 60 milhões, relaciona a oferta de crédito e orientação estratégica à expansão econômica e à preservação de empregos no estado e no país.

Resultados diretos no Paraná

No recorte estadual, a injeção de recursos via Itaú Empresas garantiu a manutenção de 3,06% dos postos de trabalho formais em 2024, superando a média nacional de 2,60%. O número reforça a relevância das PMEs para o mercado de trabalho paranaense. O impacto de 1,11% no PIB local consolida o setor como vetor essencial de crescimento regional.

Ainda de acordo com a pesquisa, empresas acompanhadas por um modelo de atendimento consultivo — que combina análise de dados, soluções sob medida e linhas de crédito adequadas ao ciclo de vida do negócio — apresentam 30% mais chances de permanecer ativas após cinco anos. A sobrevivência está associada ao acesso contínuo a capital, planejamento financeiro e suporte em momentos de instabilidade.

Efeitos nacionais do crédito direcionado

Em âmbito nacional, o levantamento indica que cada R$ 1 destinado às PMEs pelo Itaú Empresas gera R$ 1,56 em valor agregado à economia, resultando em R$ 97 bilhões por ano no PIB. O volume corresponde a 0,85% do produto interno bruto brasileiro em 2024 e ultrapassa a soma da produção de alguns estados.

Os pesquisadores apuraram ainda:

  • 1,2 milhão de empregos preservados anualmente;
  • R$ 45 bilhões em renda adicional para famílias;
  • R$ 31 bilhões recolhidos em tributos federais, estaduais e municipais.

O estudo sugere que, se todas as PMEs enquadradas na faixa de faturamento analisada recebessem o mesmo modelo consultivo, a taxa de sobrevivência empresarial no país passaria de 40% para 55% em cinco anos, conforme parâmetros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Diversificação e inserção internacional

As empresas clientes do Itaú Empresas registram, em média, 25% mais CNAEs — indicador de diversificação de atividades — do que companhias semelhantes fora da carteira do banco. Casos reais incluem vinícolas que expandiram operações para turismo, gastronomia e hospedagem, elevando receitas e aumentando resiliência diante de choques de mercado.

O relacionamento bancário também impulsiona a presença externa. As PMEs analisadas contam com 70% mais probabilidade de exportar e 50% mais chances de importar. O acesso a fornecedores, tecnologias e mercados estrangeiros favorece ganhos de produtividade entre 15% e 25%, segundo literatura econômica citada pela FGV.

Metodologia e rigor estatístico

Para isolar o efeito do crédito, a FGV aplicou três frentes metodológicas:

  • Matching 1:1, comparando empresas clientes e não clientes de perfil idêntico;
  • Análise de diferenças em diferenças, medindo evolução temporal;
  • Matriz insumo-produto, que rastreia repercussões em PIB, emprego e arrecadação.

Foram cruzadas bases da Receita Federal, INPI, IBGE e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com dados do Itaú Empresas entre 2019 e 2024. O procedimento atenuou possíveis vieses de seleção e permitiu inferir o impacto direto do relacionamento financeiro na performance das PMEs.

Relevância do setor privado para o desenvolvimento

Os resultados confirmam que a participação ativa de instituições privadas no financiamento de pequenos empreendedores agrega competitividade à economia brasileira, fortalece o mercado interno e gera arrecadação para o Estado sem recorrer a subsídios públicos. A combinação de capital, consultoria e inteligência de dados mostra-se capaz de ampliar as oportunidades de negócios e de trabalho em todas as regiões.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre políticas que afetam o ambiente de negócios, visite a editoria de Política e mantenha-se informado.

Em síntese, o estudo da FGV demonstra que o crédito aliado a orientação estratégica fortalece a base produtiva, eleva o PIB regional e nacional e sustenta postos de trabalho, evidenciando o papel decisivo do setor privado no crescimento do país. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe a matéria para ampliar o debate sobre o apoio eficiente às PMEs.

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