O Partido dos Trabalhadores divulgou um vídeo nas redes sociais em que responsabiliza o Congresso Nacional pela derrota da Medida Provisória 1.303/2025, editada pelo governo Lula como alternativa ao aumento do IOF. A peça classifica a decisão dos parlamentares como “sabotagem” contra o país e afirma que o objetivo seria enfraquecer o presidente antes da eleição de 2026.
PT fala em “derrota do povo” e defende taxação de bancos e apostas
No material, o PT sustenta que a MP promoveria justiça tributária ao elevar a cobrança sobre bancos, bilionários e casas de apostas on-line. Segundo o vídeo, o Congresso “derrotou o projeto do presidente Lula” e “traiu o interesse do povo brasileiro” ao permitir que a medida perdesse validade. O partido ressalta a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil como avanço recente e enquadra a taxação dos chamados “bets” como etapa seguinte da agenda econômica do Planalto.
O conteúdo afirma ainda que a derrubada da proposta representaria perda de R$ 46,5 bilhões para o orçamento até 2025 — R$ 31,6 bilhões em receitas frustradas e R$ 14,9 bilhões em contingenciamento de despesas. Para o PT, esse impacto prejudica programas sociais e inviabiliza novas faixas de isenção de tributos.
Votação sepultou MP e expôs fragilidade da articulação governista
A Medida Provisória caducou em 8 de maio, depois que 251 deputados votaram contra a análise em plenário, enquanto 193 eram favoráveis. Sem apreciação dentro do prazo, o texto deixou de valer automaticamente. A proposta previa aumento de imposto sobre fintechs, cobrança retroativa de casas de apostas que atuaram no país antes da regulamentação e revogação de isenções para títulos como LCI e LCA.
Em busca de consenso, o relator Carlos Zarattini (PT-SP) chegou a retirar a taxação de bets e de títulos isentos, mas manteve a incidência sobre fintechs e apostas retroativas. A manobra não foi suficiente. A queda da MP tornou-se uma das maiores derrotas do governo Lula no Legislativo desde o início do mandato.
Redes sociais registram disputa narrativa
Após o revés, perfis ligados à esquerda intensificaram críticas ao Congresso, descrevendo-o como “inimigo do povo”. Levantamento da consultoria Bites apontou 552,4 mil menções de governistas ao tema nos três dias seguintes à votação, volume equivalente a 74% do debate digital. Publicações da oposição, celebrando a rejeição da proposta, corresponderam a 13,2% das interações no mesmo período.


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Tarcísio rebate Haddad e pede corte de gastos
A controvérsia também colocou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em confronto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Haddad acusou o chefe do Executivo paulista de atuar pela rejeição da MP para “proteger a Faria Lima”. Em resposta, Tarcísio divulgou vídeo no qual pede contenção de despesas federais e critica o aumento de impostos. “Vamos parar de inventar culpados. Respeite os brasileiros, cortem gastos, saiam do palanque”, declarou.

Imagem: Internet
Impacto fiscal e alternativas em discussão
Sem a MP, a equipe econômica analisa outras fontes de receita, como novo reajuste do IOF, tributação de dividendos e mudanças em leilões de petróleo. O governo busca equilibrar o orçamento e atingir as metas fiscais previstas para 2025. Parlamentares contrários à proposta afirmam que soluções devem passar por corte de despesas e reformas estruturais, não por elevação de tributos.
Cenário político dividido
O episódio evidencia a distância entre o Palácio do Planalto e a base congressual. Enquanto o PT insiste em “justiça tributária” voltada à taxação de grandes patrimônios, parte significativa da Câmara e do Senado demonstra resistência a novos encargos fiscais. Para líderes independentes, o governo precisa melhorar a articulação e priorizar a redução da máquina pública.
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Em resumo, o PT responsabiliza o Congresso pela perda de R$ 46,5 bilhões com a derrubada da MP 1.303/2025 e promete acionar a população em defesa da taxação de bancos e apostas. Parlamentares, por sua vez, reivindicam cortes de gastos e acusam o governo de tentar repassar a conta ao contribuinte. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique por dentro dos próximos capítulos dessa disputa fiscal.
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