Quem assistiu ao Altas Horas no sábado, 4 de outubro, viu o cantor Toni Garrido anunciar, em rede nacional, que a clássica “Girassol” não terminará mais com o verso “a grandeza de um menino”. A partir de agora, segundo o vocalista do Cidade Negra, o final passará a mencionar “a grandeza de uma menina, de uma mulher”. A mudança, justificada pelo músico como uma correção de um conteúdo que ele classificou como “hétero, machista, horrível”, gerou repercussão imediata tanto na plateia do estúdio quanto entre os fãs nas redes sociais.
Reação do público e das redes sociais
O primeiro sinal de desaprovação surgiu ainda no estúdio. Em vez dos aplausos habituais, surgiram risos e expressões de desconforto da plateia. Nas horas seguintes, comentários críticos dominaram as publicações de Toni Garrido. Questionamentos sobre a necessidade da alteração em uma canção lançada há mais de 25 anos multiplicaram-se, levando o artista a desativar a área de comentários em seus perfis.
Fãs lembraram que “Girassol” sempre foi apresentada como uma música sobre paz e reconciliação. Para muitos, a nova versão representaria uma concessão a uma parcela militante minoritária, ignorando o significado original e o sentimento de quem consagrou a canção.
Compositor original contesta mudança
A repercussão não ficou restrita ao público. Da Ghama, um dos fundadores do Cidade Negra e coautor de “Girassol”, divulgou vídeo em que se disse “desrespeitado” pela decisão do antigo colega. Ele explicou que a metáfora “a grandeza de um menino” foi criada para opor a pureza infantil à dureza de quem promove conflitos, reforçando a mensagem seguinte: “No coração de quem faz a guerra nascerá uma flor amarela, como um girassol”.
No vídeo, Da Ghama questionou o rótulo de “machista” atribuído ao verso. Para ele, a composição destaca justamente virtudes como inocência e empatia, e não condições de gênero. O músico pediu que a versão original seja mantida em respeito aos autores e ao público.
Tentativa de explicação após a polêmica
Pressionado pelo volume de críticas, Toni Garrido gravou novo pronunciamento. O cantor alegou que pretendia homenagear as mulheres ao substituir “menino” por “menina” e que sua intenção era mostrar que “todo grande homem tem ao lado uma grande mulher”. A explicação, porém, não convenceu parte da audiência, que apontou contradição entre essa justificativa e a declaração inicial feita no programa, quando classificou o verso original como problemático.


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Sinal de esgotamento de rótulos ideológicos
Analistas de comportamento nas redes sociais notaram que o episódio indica menor tolerância do público a acusações generalizadas de “masculinidade tóxica”. O riso espontâneo no estúdio e a onda de comentários negativos indicam fadiga diante de mudanças motivadas por enquadramentos ideológicos, especialmente quando afetam obras consolidadas.

Imagem: Reprodução
Próximos passos para a banda e para a canção
Até o fechamento desta matéria, não havia posição oficial do Cidade Negra sobre possíveis regravações ou adaptações da música em plataformas digitais. Show já agendado para o fim de outubro, no Rio de Janeiro, deve indicar se a mudança será aplicada ao vivo. Da Ghama, por sua vez, manteve a defesa da versão original e não descartou medidas para resguardar o direito moral dos autores sobre a obra.
Em síntese, a tentativa de atualizar a letra de “Girassol” gerou um efeito oposto ao pretendido: em vez de aplauso, trouxe contestação, abriu debate sobre autoria artística e revelou a resistência de parte do público a revisões que atendem a agendas políticas. O desenrolar da discussão mostrará se a nova versão terá espaço ou se a composição original seguirá prevalecendo nas apresentações.
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