Brasília, 12 de outubro de 2025 – A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. A medida, comemorada pelo Palácio do Planalto como vitória política, desencadeia novas discussões sobre o equilíbrio fiscal, já pressionado por sucessivos aumentos de gastos e medidas provisórias que elevam a carga tributária.
Isenção unânime, mas disputa por valores mais altos
O texto recebeu votos favoráveis de toda a base e da oposição. Parlamentares contrários ao governo, contudo, tentaram inserir emenda para estender a isenção a rendimentos de até R$ 10 mil, argumentando que o ajuste beneficiaria a classe média e reduziria o efeito inflacionário sobre salários. A proposta não prosperou, e o valor de R$ 5 mil foi mantido após articulação do Ministério da Fazenda.
Segundo cálculos preliminares da Receita Federal, a renúncia fiscal anual pode passar de R$ 19 bilhões. Integrantes da equipe econômica reconhecem o impacto, mas apostam que o aumento da arrecadação com outros tributos compensará a perda de receita.
Medidas provisórias elevam tributos
Enquanto celebra a nova faixa de isenção, o governo editou 27 atos normativos que resultaram na elevação de impostos desde janeiro. Entre eles, a medida provisória que aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transações de crédito. Posteriormente, outro texto foi enviado ao Congresso para taxar rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, revogando parte do reajuste no IOF.
A MP das apostas caiu na Câmara após resistência de deputados que classificaram a proposta como “aumento disfarçado” de tributos. O Planalto avalia apresentar projeto semelhante nas próximas semanas, focado em tributação de plataformas digitais e carteiras eletrônicas.
Agenda externa: videoconferência com Trump e reunião com Rubio
No front internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve videoconferência com o presidente norte-americano Donald Trump. O encontro virtual ocorreu antes da viagem do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda Fernando Haddad e do chanceler Mauro Vieira a Washington.


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Na capital norte-americana, o trio se reunirá com o secretário de Estado Marco Rubio. O Governo brasileiro busca negociar a redução de tarifas sobre aço, alumínio e produtos agrícolas. Fontes dos Ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores admitem chance moderada de avanço nessa frente. Já um eventual recuo dos Estados Unidos na aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é considerado improvável.
Histórico de votações expõe contradições
Críticos lembram que, quando estava na oposição, o Partido dos Trabalhadores votou contra marcos econômicos como o Plano Real, a reforma da Previdência, a Lei da Liberdade Econômica e ajustes trabalhistas. Agora no comando do Executivo, o PT articula projetos que ampliam benefícios populares enquanto sustenta alta na carga tributária e nos gastos públicos.
Economistas independentes afirmam que a estratégia aumenta o risco de desequilíbrio fiscal. O déficit primário ultrapassa 1% do PIB, e a dívida bruta do governo geral atinge 77%. Paralelamente, dados do Banco Central indicam que a inadimplência das famílias está acima de 5%, pressionada por juros elevados e queda de renda real.

Imagem: Ricardo Stuckert
Oposição alerta para bomba fiscal
Líderes oposicionistas avaliam que a combinação de despesas crescentes e sucessivos aumentos de impostos forma uma “bomba fiscal”. Eles argumentam que a população de baixa renda recebe alívios pontuais, mas é penalizada posteriormente com inflação e retração econômica.
A base governista rebate alegando que programas como o novo Bolsa Família e a isenção do IR estimulam consumo e arrecadação indireta. Para o Planalto, a meta de zerar o déficit em 2026 permanece vigente, apesar das críticas.
Perspectivas
O Senado deve votar a faixa de isenção do IR após o feriado de 15 de novembro. Caso aprove sem mudanças, o reajuste passa a valer na folha de janeiro de 2026. Paralelamente, a equipe econômica corre contra o tempo para encaminhar a nova proposta de taxação de investimentos antes do recesso legislativo.
Analistas de mercado observam que o governo tenta equilibrar popularidade e responsabilidade fiscal, mas alertam: sem cortes de gastos estruturais, alívios tributários pontuais podem agravar o déficit e manter a pressão sobre juros e inflação.
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Em resumo, a ampliação da isenção do Imposto de Renda fortalece a narrativa de ganhos imediatos para o contribuinte, porém adiciona incertezas ao cenário fiscal já tensionado por novos tributos e gastos crescentes. Continue acompanhando nossas atualizações e participe: compartilhe este artigo e deixe seu comentário.
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