A organização de educação sobre Israel StandWithUs Brasil veiculou neste domingo, 12 de outubro de 2025, um anúncio de página inteira nos jornais Folha de São Paulo, Estadão e O Globo. O material cobra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela ausência de ações concretas em favor de reféns e cidadãos brasileiros afetados pela guerra entre Israel e o grupo Hamas.
Cobrança direta ao Palácio do Planalto
No texto publicado, a entidade lista cinco pontos que, segundo ela, evidenciam omissão do presidente desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023. Entre eles, a falta de encontros com sobreviventes do massacre, com familiares de brasileiros assassinados, e a recusa em classificar o Hamas como organização terrorista. O anúncio também denuncia o crescimento do antissemitismo no país sem reação efetiva do Executivo.
“São dois anos sem diálogo com a comunidade judaica de aproximadamente 120 mil pessoas. A defesa de minorias não pode ficar restrita a discursos de campanha”, afirma o texto. A peça conclui que cabe ao presidente representar todos os brasileiros, incluindo judeus, e agir para proteger os reféns ainda em poder do Hamas.
Nas redes sociais, a StandWithUs reforçou a mensagem. A publicação no Instagram menciona “discursos problemáticos” de Lula sobre judeus brasileiros e recorda que o petista se recusou a receber famílias de vítimas do terrorismo em reuniões oficiais.
Famílias denunciam falta de assistência
As críticas ao Planalto não partem apenas da entidade. Em entrevista concedida no sábado, 11 de outubro, à Gazeta do Povo, o representante do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos para o Brasil, Rafael Azamor, descreveu os esforços diplomáticos como “pouco percebidos” ao longo dos 24 meses de conflito.
Azamor citou o caso de Michel Nisenbaum, brasileiro-israelense sequestrado e assassinado em 7 de outubro de 2023 quando seguia para encontrar a neta de quatro anos. O governo divulgou nota lamentando “com imensa tristeza” a morte de Nisenbaum e prometendo trabalhar pela libertação de todos os reféns. Para a família, contudo, a manifestação não foi acompanhada de qualquer retorno oficial.


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“Não houve telefonema, atualização ou acompanhamento após a confirmação do óbito. A família se sentiu abandonada”, relatou Azamor. Ele acrescentou que outras vítimas – Bruna Valeanu, Ranani Glazer e Karla Stelzer – tiveram experiência semelhante. Todos foram mortos no festival de música eletrônica Nova, um dos primeiros alvos dos terroristas do Hamas.
Duas posições irreconciliáveis
Desde o início da guerra, Lula sustenta o discurso de que Israel pratica “genocídio” em Gaza, declaração que causou desconforto com Jerusalém e com representantes da comunidade judaica no Brasil. O governo israelense convocou o embaixador brasileiro para explicações, enquanto entidades judaicas locais passaram a criticar a postura do Planalto.
Ao mesmo tempo, o chefe do Executivo mantém diálogo frequente com lideranças palestinas e defende um cessar-fogo imediato, sem fazer referência direta à libertação dos reféns. Para a StandWithUs, esse posicionamento contraria a expectativa de famílias que aguardam ações firmes para trazer seus parentes de volta.

Imagem: Isabella de Paula Bruno Sznajderman
Líderes comunitários também apontam a ausência de classificações mais duras contra o Hamas por parte da diplomacia brasileira, ao contrário do que já fizeram Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Austrália.
Repercussão política
No Congresso, parlamentares da oposição repercutiram a campanha e pediram explicações ao Ministério das Relações Exteriores. Deputados argumentam que a nota oficial publicada há dois anos não foi acompanhada de medidas práticas, como missões humanitárias ou pressão em organismos multilaterais.
Integrantes da base governista minimizam as críticas e alegam que o Itamaraty trabalha nos bastidores pela libertação dos reféns, sem divulgar detalhes para não comprometer negociações. Até o momento, porém, não houve resultado visível que envolva cidadãos brasileiros.
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Em resumo, a campanha da StandWithUs Brasil escancara a insatisfação de parte da comunidade judaica e de famílias de vítimas com a postura do governo Lula. A pressão deve continuar enquanto não houver respostas consistentes sobre o destino dos reféns brasileiros e ações concretas contra o terrorismo. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate.
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