Brasília, 12 de outubro de 2025. A Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, destaca mais uma vez a conexão histórica entre duas das mais populares devoções marianas do mundo católico: Aparecida e Fátima. Seis meses antes do encerramento do Ano Santo de 2025, milhões de fiéis recordam os acontecimentos que, separados por dois séculos, apontam para a mesma mensagem de fé, conversão e unidade.
Encontros marianos em contextos de crise
Em outubro de 1717, três pescadores retiraram do Rio Paraíba, em São Paulo, uma pequena imagem de terracota quebrada em duas partes. Após a recuperação da peça, uma pesca considerada milagrosa ocorreu, marcando o início da devoção a Nossa Senhora Aparecida. O Brasil vivia sob o regime colonial e ainda mantinha a escravidão como base econômica, realidade que conferiu à imagem — de cor escura — um simbolismo de proximidade com os mais vulneráveis.
Duzentos anos depois, em 13 de maio de 1917, três crianças portuguesas viram Maria Santíssima na Cova da Iria, em Fátima. A Europa se encontrava na Primeira Guerra Mundial e à beira da Revolução Russa, evento que abriria espaço para o avanço do comunismo. Durante seis aparições, a Virgem pediu oração do terço diário, penitência e conversão “para evitar sofrimentos maiores”. O chamado culminou no dia 13 de outubro com o chamado “Milagre do Sol”, observado por milhares de pessoas.
Paralelos entre as duas devoções
A semelhança mais evidente está na escolha dos videntes — pescadores brasileiros humildes em 1717 e pastorinhos portugueses pobres em 1917. Em ambos os casos, a mensagem se dirigiu aos mais simples, reforçando o ensinamento de que a graça divina alcança primeiro os corações abertos.
A relação entre ruptura e restauração também conecta os dois santuários. A imagem achada no Rio Paraíba surgiu em partes distintas (corpo e cabeça) antes de ser cuidadosamente reunida. Já em Fátima, o principal apelo de Maria voltou-se à reconciliação das nações, com destaque à consagração da Rússia ao Imaculado Coração para prevenir novas guerras. Dois séculos depois, o gesto de reunir o que estava dividido tornou-se ponto central da peregrinação em ambos os locais.
Episódios recentes reforçam a ligação
Ao longo do século XX, acontecimentos marcantes alimentaram ainda mais o vínculo entre Fátima e Aparecida. Em 1978, a imagem original brasileira sofreu ataque e se quebrou em mais de 200 fragmentos; restaurada por especialistas, retornou ao trono no Santuário Nacional. Em 1981, o papa São João Paulo II — devoto declarado de Fátima — sobreviveu ao atentado de 13 de maio e atribuiu a preservação da própria vida à intercessão da Virgem.


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Nas últimas décadas, os dois santuários realizaram iniciativas conjuntas. Em 2014 e 2015, registrou-se a troca oficial de imagens: a réplica de Nossa Senhora de Fátima foi entronizada em Aparecida, enquanto a estátua da padroeira brasileira recebeu lugar de honra em Fátima. O ato simbólico confirmou o caráter universal do culto mariano, aproximando fiéis dos cinco continentes.
Peregrinações e impacto social
Dados dos reitores indicam que cerca de 12 milhões de pessoas visitam Aparecida anualmente, enquanto Fátima recebe números próximos a 7 milhões. Motivadas por agradecimentos, pedidos de cura e demonstrações de devoção, as multidões movimentam economias regionais, geram empregos e dinamizam o turismo religioso — segmento em franca expansão no Brasil e em Portugal.

Imagem: Mateus Campos Felipe
Entre os romeiros recentes, destaca-se a passagem do economista brasileiro Rodrigo Constantino por Fátima para agradecer a preservação da própria vida. O testemunho ilustra a permanência do fluxo de peregrinos que, em muitos casos, planejam estender a jornada até o Vale do Paraíba nos próximos anos.
Significados para o presente
A recorrência de manifestações marianas em períodos de conflito ressalta a importância da fé como fator de coesão social. Em 2025, marcada por desafios políticos, econômicos e culturais, a memória de Aparecida e Fátima reforça o convite à responsabilidade pessoal, à oração e à união das famílias — princípios valorizados pela tradição cristã e pela maioria conservadora do país.
Para aprofundar a leitura sobre temas de interesse público, consulte também a editoria de política em nosso site, onde analisamos decisões que afetam a liberdade religiosa e a proteção da vida.
Em síntese, os 308 anos de Aparecida e os 108 de Fátima continuam a oferecer sinais de esperança e orientação moral. Compartilhe este conteúdo com familiares e amigos para fortalecer a cultura de fé que sustenta o Brasil.
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