O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ovacionado nesta segunda-feira (13) ao chegar à Knesset, o Parlamento de Israel, para celebrar o acordo que encerrou o conflito na Faixa de Gaza. Diante de deputados e autoridades, o republicano afirmou que o desfecho “não é apenas o fim de uma guerra, mas o fim de uma era de terror e morte”, destacando que as gerações futuras lembrarão deste dia como o ponto de virada na região.
Interrupção isolada não ofusca apoio massivo
Logo no início do discurso, um parlamentar de esquerda ergueu um cartaz com a frase “reconheçam a Palestina”. A segurança removeu o manifestante em poucos segundos, fato que resultou em novos aplausos ao chefe da Casa Branca. Trump reagiu com ironia: “Isso foi eficiente”, comentou, retomando a fala sem alterar o tom.
O clima favorável refletiu a libertação de 20 reféns israelenses, ocorrida poucas horas antes, gesto previsto no plano de 20 pontos intermediado por Washington. O acordo, firmado na semana passada, determina ainda a liberação de 250 prisioneiros palestinos e de 1.700 habitantes de Gaza detidos desde o início dos combates.
Elogios a Netanyahu e cúpula no Egito
Em meio aos aplausos, Trump exaltou o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, a quem descreveu como exemplo de “coragem e patriotismo”. O presidente reconheceu que o premiê “não é a pessoa mais fácil de lidar, mas é isso que o torna grande” e, em tom bem-humorado, acrescentou: “Você não está mais em guerra, Bibi. Pode ser mais simpático agora”.
Na sequência, Trump revelou que viajará ainda hoje para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde presidirá uma cúpula internacional focada na reconstrução de Gaza. Segundo ele, “as nações mais poderosas do mundo” participarão das discussões para acelerar a entrega de ajuda humanitária e investimentos em infraestrutura.
O republicano agradeceu aos países árabes e muçulmanos que apoiaram as negociações, classificando o engajamento como sinal de que “há disposição real para a estabilidade”. Ele se mostrou otimista quanto a eventual entendimento com Teerã: “Seria excelente fechar um acordo de paz com o Irã. Acredito que eles estão cansados e querem isso tanto quanto nós”.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Apelo por perdão e reconhecimento mútuo
Na parte final da sessão, Trump dirigiu-se ao presidente israelense, Isaac Herzog, pedindo que considere conceder indulto a Netanyahu, atualmente réu por suborno, fraude e quebra de confiança. O líder norte-americano minimizou as acusações: “Quem diabos se importa com essas denúncias?”, questionou, recebendo nova salva de palmas.

Imagem: Internet
Antes da fala de Trump, Netanyahu agradeceu o respaldo de Washington. “Nunca vi ninguém mover o mundo tão rapidamente, tão decisivamente, tão resolutamente quanto nosso amigo Donald J. Trump”, declarou. Para o premiê, os inimigos de Israel “perceberam que o ataque de 7 de outubro foi um erro catastrófico”.
A visita consolida o esforço diplomático capitaneado pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito e reposicionar Israel estrategicamente. Ao romper a inércia, a Casa Branca obtém dividendos políticos e reforça a aliança histórica entre as duas nações.
Para acompanhar outros desdobramentos no cenário político, consulte a seção de Política do nosso portal.
Em síntese, o discurso de Trump na Knesset sela uma etapa decisiva do acordo de paz, fortalece Netanyahu internamente e prepara o terreno para novas negociações regionais. Continue navegando em nossas páginas e não perca as próximas atualizações sobre geopolítica e economia.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

