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STF abre julgamento do núcleo acusado de desinformação nas eleições

Política

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta terça-feira (14) ao julgamento do grupo apontado como “núcleo da desinformação”, acusado de orquestrar ataques ao sistema eleitoral e às instituições brasileiras. A etapa atual foi agendada para 14, 15, 21 e 22 de outubro, com sessões nos períodos da manhã e da tarde.

Acusação envolve cinco crimes e até 46 anos de pena

Segundo a denúncia aceita por unanimidade, o Ministério Público Federal atribui aos réus cinco condutas: organização criminosa armada; tentativa de golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado. Caso condenados em todos os itens, as penas podem chegar a 46 anos de prisão.

Estão no banco dos réus sete pessoas: os militares da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros, Giancarlo Gomes Rodrigues e Reginaldo Vieira de Abreu; o agente da Polícia Federal Guilherme Marques de Almeida; o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha; além de Ângelo Martins Denicoli e Marcelo Araújo Bormevet.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentou um panorama do processo antes das manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos advogados. Na semana seguinte, os ministros devem proferir seus votos.

Composição da Turma e posições divergentes

Esta é a primeira sessão presidida pelo ministro Flávio Dino na Primeira Turma, que também conta com Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Até o momento, Fux foi o único integrante do colegiado a sugerir a anulação dos processos, distanciando-se dos posicionamentos que manteve nos julgamentos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.

Os advogados dos réus alegam ausência de descrição clara das condutas individuais e contestam a competência da Turma para julgar o caso. Também pediram o afastamento de Moraes, argumento já rejeitado pelo tribunal.

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O defensor de Carlos Rocha critica a ausência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entre os réus, apesar de o partido ter contratado o Instituto Voto Legal para elaborar o pedido de verificação extraordinária das urnas após o segundo turno.

Cronograma das sessões e procedimentos

Na terça-feira (14) e quarta-feira (15), a Primeira Turma ouvirá primeiro o parecer da PGR, seguido das sustentações orais das defesas. Nos dias 21 e 22 de outubro, está previsto o início da votação. Caso algum ministro peça vista, o julgamento poderá ser suspenso, mas não há indicação pública de que isso ocorra.

Moraes tende a reafirmar que a suposta organização difundiu informações falsas para minar a confiança no processo eleitoral, inclusive com ataques diretos a ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral. A acusação sustenta que o objetivo final seria desacreditar o resultado das urnas e criar ambiente favorável a uma ruptura institucional.

Defesas contestam narrativa de golpe

Os réus negam participação em qualquer plano golpista. Argumentam que manifestações críticas ao sistema eletrônico de votação estão protegidas pela liberdade de expressão e não configuram tentativa de abolição do Estado de Direito. Destacam ainda que não houve atos armados nem violência direta vinculada aos investigados.

Em nota, a defesa de Guilherme Marques de Almeida, agente da Polícia Federal, sublinha que o processo não apresenta provas materiais de que o investigado tenha planejado ou executado ações concretas contra a República. Já os defensores dos militares da reserva sustentam que o simples debate sobre contagem de votos não pode ser criminalizado.

Impacto político e expectativas

O julgamento ocorre em meio a discussões sobre limites da atuação do Judiciário em temas políticos. Para setores conservadores, o processo reacende o debate sobre garantias constitucionais e devido processo legal. Integrantes da base governista, por sua vez, enxergam no caso um passo adicional para responsabilizar agentes que teriam fomentado atos antidemocráticos.

O resultado do julgamento poderá servir de parâmetro para ações penais ainda pendentes relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e outros inquéritos sobre suposta desinformação eleitoral. Caso o plenário confirme condenações severas, a decisão tende a reforçar o atual entendimento da Corte quanto à criminalização de ataques institucionais.

O nosso espaço de Política reúne outras coberturas sobre investigações e decisões do Supremo, permitindo ao leitor acompanhar os desdobramentos jurídicos que impactam o cenário nacional.

Este texto apresentou os pontos-chave do julgamento em curso na Primeira Turma do STF. Acompanhe as próximas sessões e fique atento às implicações para o debate institucional e eleitoral no país.

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