Londres, 2011. Um e-mail datado de 28 de fevereiro de 2011 mostra que o príncipe André escreveu a Jeffrey Epstein no dia seguinte à divulgação de uma foto em que aparece abraçado à então adolescente Virginia Giuffre. No texto, o duque de Iorque afirma que ambos estavam “nisto juntos” e promete que “voltaremos a brincar”. A correspondência, trazida a público pelo Mail on Sunday, contrasta com a versão apresentada pelo membro da realeza em entrevista à BBC em 2019, quando declarou ter rompido todos os laços com o milionário em dezembro de 2010.
E-mail contradiz depoimento do duque
Segundo o jornal britânico, a mensagem foi enviada do endereço pessoal do príncipe para uma conta confirmada de Epstein. No documento, André escreve: “Estou tão preocupado quanto você! Não se preocupe comigo! Parece que estamos nisto juntos e teremos de superar.” O príncipe encerra pedindo que o financista “mantenha contato próximo” para que ambos “voltem a brincar em breve”. Ele assina como “Sua Alteza Real, Duque de Iorque, KG”, referência à Ordem da Jarreteira.
A data do e-mail — menos de três meses após paparazzi terem flagrado o príncipe saindo da casa de Epstein em Nova Iorque — reforça as evidências de que a amizade prosseguiu além do período indicado pela realeza. Em processos paralelos nos Estados Unidos, outras mensagens já apontavam comunicações entre os dois até, pelo menos, fevereiro de 2011.
Relações expostas ampliam pressão sobre a monarquia
O nome de André reapareceu recentemente nos registros divulgados pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA. A agenda de Epstein indica um voo em 5 de dezembro de 2000 que incluiu o príncipe, Ghislaine Maxwell e o próprio milionário. Há também um pagamento descrito como “massagem para André”.
Em 2022, o duque firmou acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, pagando cerca de 14,3 milhões de euros para encerrar a acusação de abuso sexual quando ela era menor de idade. Parte da indenização, segundo a imprensa internacional, saiu de fundos privados da rainha Elizabeth II.
Os novos dados alimentam debates sobre possíveis sanções adicionais. Fontes ligadas ao Palácio de Buckingham sugerem que o rei Charles III avalia restringir a participação do casal André e Sarah Ferguson em reuniões familiares privadas, como o Natal em Sandringham e estadias em Balmoral.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Sarah Ferguson também aparece em troca de mensagens
Outro e-mail, enviado pela duquesa de Iorque em 26 de abril de 2011, revela pedido de desculpas a Epstein por uma entrevista em que ela afirmara não manter mais vínculos com o condenado por tráfico sexual. No texto, Sarah Ferguson chama o americano de “amigo supremo” e justifica ter concedido a entrevista para proteger sua carreira de escritora infantil. A divulgação levou à sua saída de uma entidade beneficente que atende crianças com doenças terminais em Dorset e Wiltshire.
O biógrafo Andrew Lownie, autor de obra recente sobre os duques de Iorque, sustenta que a aproximação de André ao financista começou por intermédio da própria Sarah. O escritor indica que dívidas da duquesa teriam motivado a busca por auxílio financeiro de Epstein.
Crise de reputação e possíveis desdobramentos
Após a entrevista de 2019, considerada desastrosa, o Palácio suspendeu todas as atividades oficiais de André e retirou suas honrarias militares. Analistas de assuntos reais avaliam que a manutenção de privilégios pessoais, como residência em Royal Lodge, pode ser revista.

Imagem: Internet
Os especialistas também apontam que a Casa Real busca distanciamento para evitar novo desgaste numa fase em que o monarca tenta reforçar a imagem institucional. Em 2024, André já havia sido excluído de eventos devido a polêmica distinta envolvendo um suposto espião chinês.
Contexto mais amplo dos documentos de Epstein
Além do príncipe André, nomes como Elon Musk, Peter Thiel, Bill Gates e Steve Bannon aparecem nas anotações de Epstein. Embora não haja acusações formais contra todos, a divulgação expande o escrutínio sobre as relações do financista.
No caso do duque de Iorque, contudo, o material divulgado — somado ao acordo milionário com Giuffre e ao novo e-mail — pressiona por transparência quanto ao real período de contato com Epstein e ao teor dos encontros que mantiveram.
Relatórios adicionais podem intensificar questionamentos sobre a conduta do príncipe e a resposta da monarquia. Até o momento, o Palácio não comentou o conteúdo das mensagens.
Para continuar acompanhando atualizações sobre investigações e bastidores do poder, acesse a seção de política em geraldenoticias.com.br.
Em resumo, o e-mail de 2011 reforça indícios de que o príncipe André preservou vínculos com Jeffrey Epstein mesmo após anunciar o rompimento. A revelação reacende pressões por novas medidas da família real e mantém o tema em destaque nos debates sobre responsabilidade e transparência.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

