Brasília, 17 de maio — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para uma reunião no Palácio do Planalto às 16 h desta sexta-feira. O encontro foi marcado menos de 24 horas depois da conversa de Vieira com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.
Relato direto a Lula sobre diálogo em Washington
Segundo a agenda oficial, Vieira deverá repassar a Lula os principais pontos debatidos com Rubio, incluindo os 15 minutos em que os dois permaneceram a sós. Esse trecho reservado do encontro foi considerado central para alinhar uma possível retomada de temas sensíveis entre Brasil e Estados Unidos.
Em breve declaração após a reunião na capital norte-americana, o chanceler descreveu o diálogo como “muito produtivo”, destacando um clima de descontração e troca de ideias “clara e objetiva”. Ele também relatou a “disposição mútua” para elaborar uma agenda bilateral concreta, capaz de avançar em interesses econômicos e políticos dos dois países.
Expectativa de encontro Lula–Trump na Malásia
Dentro dessa agenda, a diplomacia brasileira trabalha para que Lula se reúna com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 26 de outubro, durante a Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na Malásia. O Planalto confirma a presença do chefe do Executivo brasileiro no fórum, mas a participação de Trump ainda não foi assegurada pela Casa Branca.
O objetivo do Itamaraty é usar a Cúpula da Asean como palco para destravar temas que se arrastam desde o início do terceiro mandato petista. Nos bastidores, diplomatas mencionam a possibilidade de discutir tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, além de pendências relativas a vistos e restrições que afetam setores estratégicos.
Tarifas e negociações comerciais
Vieira informou que Brasil e Estados Unidos concordaram em iniciar “em breve” negociações sobre essas tarifas. A rodada deverá ser conduzida diretamente pelo chanceler brasileiro e por Rubio, que pretendem definir o cronograma dos encontros nos próximos dias. A sinalização de diálogo ocorre após parlamentares brasileiros, de diferentes partidos, cobrarem uma postura mais firme do governo em defesa de exportadores nacionais.


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Apesar do tom otimista apresentado pelo Itamaraty, um deputado que acompanhou a delegação relatou que a reunião não trouxe avanços sobre sanções ao ministro Alexandre de Moraes, nem sobre vistos cancelados ou reduções tarifárias imediatas. A ausência de resultados concretos aumenta a pressão no Congresso para que o Palácio do Planalto mostre ganhos tangíveis na relação com Washington.
Detalhes da agenda interna no Planalto
A audiência entre Lula e Vieira está prevista para ocorrer a portas fechadas. Assessores presidenciais afirmam que o presidente busca informações minuciosas sobre as condições colocadas pelos norte-americanos para um eventual encontro de cúpula. Há também interesse em avaliar a posição dos EUA a respeito de temas regionais, como o cenário na Venezuela, e globais, como a reforma de organismos multilaterais.
Paralelamente, interlocutores do governo indicam que a reunião servirá para alinhar a participação brasileira na Cúpula da Asean. O Planalto quer levar propostas que reforcem a imagem do país como interlocutor relevante no Sudeste Asiático, especialmente nos campos de energia, agricultura e infraestrutura.

Imagem: Internet
Próximos passos e pressão interna
Nas próximas semanas, o Itamaraty deve oficializar convites a autoridades americanas para encontros técnicos sobre comércio, defesa e meio ambiente. A meta é concluir um roteiro de compromissos antes do evento na Malásia, aumentando as chances de Trump aceitar a reunião bilateral.
No Congresso Nacional, parlamentares de oposição afirmam que o governo precisa demonstrar resultados concretos, sobretudo na redução de barreiras comerciais. Já integrantes da base aliada defendem paciência e destacam a importância de manter canais de diálogo abertos com Washington.
Com a agenda desta sexta-feira, Lula busca sinalizar controle direto sobre a política externa e reforçar o peso dado à relação com os Estados Unidos, vista como estratégica para destravar acordos e atrair investimentos.
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Em resumo, o presidente quer detalhes da conversa entre Mauro Vieira e Marco Rubio antes de avançar na preparação de um possível encontro com Donald Trump. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe esta notícia para manter mais pessoas informadas.
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