Brasília, 17 de outubro de 2025 – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos registrou prejuízo de R$ 2,640 bilhões no segundo trimestre de 2025, resultado que reacende a discussão sobre o futuro da estatal durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Déficit impulsionado por custos em alta
De acordo com o demonstrativo de resultados divulgado pela companhia, a receita líquida somou R$ 4,236 bilhões no primeiro semestre, retração de 11 % ante os R$ 4,781 bilhões verificados em igual período de 2024. O recuo foi atribuído, principalmente, à redução das encomendas internacionais após a aplicação das chamadas “taxas das blusinhas”, à elevação dos custos operacionais e às provisões para processos judiciais.
Embora a queda na receita tenha contribuído para o desempenho negativo, o aumento das despesas administrativas foi decisivo. Entre janeiro e junho, tais despesas avançaram 146 %, passando de R$ 889 milhões para R$ 2,189 bilhões. No mesmo intervalo, a linha de despesas financeiras também pressionou o caixa: os gastos com juros saltaram de R$ 171,234 milhões para R$ 390,261 milhões.
Nos gastos com pessoal, o peso da folha cresceu de maneira expressiva. Em 2022, as despesas trabalhistas somavam R$ 2,1 bilhões; em 2024, chegaram a R$ 3 bilhões, incremento de quase 50 % em apenas dois anos. O movimento coincide com a ampliação de cargos, reajustes salariais e expansão do quadro de comissionados, elementos recorrentes em administrações petistas.
Padrão de déficits nos governos do PT
Histórico divulgado pela própria estatal demonstra que os maiores prejuízos ocorreram durante as gestões de Dilma Rousseff e, agora, de Lula. Em contrapartida, anos de superávit se concentraram em períodos de governos alinhados a políticas focadas em redução de gastos e maior eficiência empresarial.
No quadro atual, analistas apontam excesso de custos fixos, baixa produtividade e interferência política como fatores que comprometem a competitividade dos Correios diante de operadoras privadas de logística. A queda na demanda por serviços tradicionais de carta e a migração do comércio eletrônico para transportadoras especializadas agravam o cenário de perda de receita.


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Pressão por mudanças e cenário de privatização
O novo rombo bilionário reacende discussões no Congresso sobre a necessidade de privatizar a estatal. Defensores da desestatização argumentam que a venda do controle permitiria modernizar processos, reduzir a interferência política e aliviar o Tesouro Nacional de aportes regulares. Experiências recentes, como a venda da Eletrobras, são citadas como exemplo de recuperação de eficiência após a retirada do controle governamental.
Entre as principais propostas que tramitam na Câmara, o projeto que autoriza a transformação dos Correios em sociedade de economia mista voltou a ganhar força. Parlamentares favoráveis afirmam que a companhia, ao ingressar no mercado concorrencial, seria obrigada a adotar métricas de governança corporativa e metas financeiras compatíveis com o setor privado.

Imagem: Ricardo Stuckert
Impacto para o contribuinte
Enquanto o impasse sobre o modelo de gestão prossegue, o prejuízo acumulado recai sobre o contribuinte. O resultado negativo corrói o patrimônio líquido da empresa e pode exigir aportes do Tesouro para equilibrar obrigações trabalhistas e judiciais. Em última instância, a conta é absorvida pelo contribuinte por meio de impostos.
O governo ainda não apresentou um plano detalhado de recuperação. Contudo, interlocutores do Ministério das Comunicações sinalizam que medidas de corte de custos e revisão de contratos estão em análise. Sem ajustes estruturais, o ciclo de déficits tende a se repetir, reforçando a percepção de ineficiência de empresas estatais submetidas a pressões políticas.
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Em síntese, o prejuízo de R$ 2,640 bilhões expõe dificuldades persistentes dos Correios sob gestão petista, impulsionadas por despesas crescentes e queda de receita. O debate sobre privatização ganha fôlego e deverá dominar a agenda legislativa nos próximos meses. Acompanhe nossos próximos artigos e fique informado sobre os desdobramentos.
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