As medidas adotadas pelo presidente norte-americano Donald Trump desde janeiro, quando assumiu o mandato, seguem uma lógica clara: proteger a supremacia econômica, militar e diplomática dos Estados Unidos. A estratégia, conhecida como “America First”, reorganiza alianças, define prioridades regionais e mira potenciais rivais que ameaçam a influência norte-americana. O Brasil aparece nesse tabuleiro, mas em posição secundária, uma vez que Washington concentra esforços iniciais em três áreas-chave: Europa, Oriente Médio e Ásia.
Europa mantém o status de parceira central
Para a Casa Branca, o continente europeu permanece como o mercado consumidor mais relevante e reflexo direto da política interna norte-americana. Além do forte intercâmbio comercial, a região é protegida pelos EUA por meio da OTAN desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Qualquer desestabilização bélica ou econômica no Velho Continente afetaria imediatamente a segurança e o fluxo financeiro de Washington.
Esse cenário se intensifica diante do avanço de pautas socialistas no bloco e da pressão de potências rivais, como Rússia e China, sobre governos europeus. Ao fortalecer a aliança transatlântica, Trump busca impedir que capitais e tecnologias estratégicas escapem do eixo ocidental e caiam em mãos adversárias.
Oriente Médio garante energia e combate ao terrorismo
O segundo ponto de atenção para o governo norte-americano é o Oriente Médio, responsável por suprir combustível barato ao longo de quase um século. A estabilidade nessa região sustenta a expansão industrial dos EUA e influencia o custo de vida do cidadão comum. Trump, portanto, mantém cooperação com monarquias locais ao mesmo tempo em que tenta neutralizar grupos terroristas que frequentemente exportam violência para o Ocidente.
Além do petróleo, o presidente considera a repressão ao extremismo fator indispensável para impedir novos ataques em solo americano semelhantes ao 11 de Setembro. A política externa mira também atores estatais que financiam milícias, como o Irã, reforçando sanções e operações de dissuasão.
China lidera a lista de adversários comerciais
Na Ásia, a preocupação se concentra na rápida ascensão industrial chinesa. Pequim tenta desdolarizar transações internacionais, ampliar zonas de influência no Pacífico e adquirir ativos estratégicos em vários continentes. Em resposta, Trump aplica tarifas, bloqueia investimentos considerados sensíveis e pressiona aliados do Indo-Pacífico a se alinhar ao eixo norte-americano.


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Historicamente, o Extremo Oriente ocupava a terceira posição na agenda externa dos Estados Unidos. Contudo, a escalada tecnológica e militar chinesa aproxima a disputa sino-americana de um patamar prioritário. Ainda assim, a Casa Branca segue cautelosa: prefere sancionar setores específicos e manter rotas de diálogo comercial, evitando conflito armado direto.
Brasil entra na equação pela influência chinesa
América Latina e África formam o quarto bloco de atenção na lista de Washington. Embora não representem ameaça militar nem dependência energética, esses continentes são monitorados por causa de migração, meio ambiente e narcotráfico. Dentro desse grupo, o Brasil destaca-se como principal economia sul-americana e alvo de investidas da China em infraestrutura, tecnologia e agronegócio.
Analistas ligados ao Congresso americano identificam risco de o país tornar-se satélite de Pequim, comparando o cenário à influência soviética em Cuba durante a Guerra Fria. Por essa razão, o governo Trump sinaliza iniciativas pontuais: cooperação militar, acordos de defesa e barreiras a empresas chinesas em setores estratégicos no território brasileiro. A velocidade dessas ações, entretanto, depende da solução de pendências nos três polos considerados mais urgentes.

Imagem: Grae Sloan
Prioridades definem ritmo das sanções
A ordem de intervenção reflete interesses concretos: preservar o mercado europeu, assegurar energia do Oriente Médio e conter o avanço industrial chinês. Apenas depois desses objetivos consolidados o governo americano avalia expandir pressão econômica e diplomática sobre a América do Sul. Assim, quem espera respostas imediatas para questões internas brasileiras deve levar em conta o cronograma de Washington.
Mesmo sem ocupar a linha de frente, o Brasil continua no radar dos Estados Unidos. A Casa Branca não deseja ver uma potência regional sob tutela de regimes adversários, cenário que poderia comprometer rotas comerciais, segurança marítima no Atlântico Sul e a já tensionada relação migratória na fronteira mexicana.
Essa hierarquização deixa claro que possíveis sanções ou incentivos ao Brasil seguirão a mesma lógica aplicada a outras regiões: avaliar custos, benefícios e tempo de execução. Enquanto isso, Brasília precisa calibrar sua política externa para não se tornar foco de disputa entre grandes potências.
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Este panorama destaca como a estratégia “America First” conduz as ações de Trump: prioridades claras, defesa dos interesses nacionais e monitoramento de adversários globais. Acompanhe as atualizações e mantenha-se informado.
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