Brasília, 18 out. 2025 – Dados do Tribunal Superior Eleitoral confirmam que partidos de orientação liberal e de centro-direita lideram o avanço entre as legendas de menor porte com assento no Congresso. Entre setembro de 2022 e setembro de 2025, Novo e Podemos praticamente dobraram o total de filiados, movimento que contrasta com a leve retração de siglas tradicionais da esquerda.
Crescimento expressivo de Novo e Podemos
O Novo registrou a marca de 69.236 filiados, salto de 124,3% em três anos. A estratégia incluiu expansão de diretórios estaduais, maior presença municipal e candidatura em todas as regiões. Mesmo com apenas cinco deputados federais e um senador, a sigla consolidou vitórias como a reeleição de Romeu Zema em Minas Gerais e a conquista de prefeituras em 2024.
No caso do Podemos, o total de filiados subiu de 404.433 para 801.626, alta de 98,2%. Parte desse avanço veio da incorporação do antigo Partido Social Cristão (PSC), autorizada pelo TSE em junho de 2023. A soma reforçou a base partidária e ampliou o tempo de TV, fator decisivo para a eleição de bancadas competitivas em 2026.
Impacto da cláusula de desempenho e fusões na esquerda
As mudanças trazidas pelo fim das coligações e pela cláusula de barreira acentuaram a busca por coerência programática. A regra exige, por exemplo, que em 2026 cada partido eleja ao menos 13 deputados federais ou alcance 2,5% dos votos válidos em todo o país para preservar fundo partidário e propaganda gratuita.
Partidos menores de esquerda reagiram por meio de federações. PSOL e Rede uniram estruturas para somar 19 parlamentares, mas os números de filiados cresceram de forma moderada: 31,8% na Rede e 54,6% no PSOL. A migração de senadores e deputados para siglas maiores, como PT e PSB, reduziu a presença da Rede em Brasília, exigindo alianças para manter relevância institucional.
Outras legendas apresentam desempenho tímido. O PSB avançou apenas 2,7% no período, enquanto o PDT recuou 3,6%. Federações de esquerda buscam, sobretudo, sobrevivência administrativa, segundo especialistas, já que a penalização ao nanismo partidário tende a ser maior a cada eleição.


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Direita consolida nicho e mobilização
Analistas observam que o eleitor interessado em plataformas liberais e conservadoras encontra nos partidos menores de direita agendas mais definidas. Essa identidade facilita o engajamento de filiados e voluntários, elemento que grandes legendas, com discursos heterogêneos, têm dificuldade para reproduzir.
Para o diretor de operações do Ranking dos Políticos, Luan Sperandio, “o pertencimento ideológico explica o ritmo de adesões”. Ele avalia que Novo e Podemos chegam a 2026 com chance real de superar a cláusula de barreira, embora disputem recursos em cenário favorável às siglas de maior orçamento.

Imagem: Lula Marques
Comparativo com grandes partidos
O contraste é visível quando se observa as legendas mais robustas. O PL, maior bancada da Câmara, manteve crescimento de 18,2%, chegando a 893.223 filiados. Já o MDB continua como partido de maior filiação, com 2,03 milhões de integrantes, ainda que tenha perdido mais de 40 mil nomes desde 2022.
Esses dados reforçam a tendência de concentração de votos em partidos competitivos, ao mesmo tempo em que mantém margem para siglas ideologicamente coesas ampliarem espaço no Congresso.
Em síntese, a combinação de regras eleitorais mais rígidas, busca por discursos uniformes e preferência do eleitor por projetos liberais impulsionou Novo e Podemos, enquanto parte da esquerda ajusta rotas para evitar perda de representatividade. O cenário coloca partidos de direita e centro em posição estratégica no tabuleiro nacional.
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Fique atento às próximas movimentações, pois a janela de filiação que antecede as eleições de 2026 deve intensificar realinhamentos. Assine nossas notificações e receba atualizações em tempo real sobre reformas eleitorais, mudanças partidárias e bastidores de Brasília.
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