Quem acompanha a política internacional observou, nos últimos dias, dois acontecimentos de grande impacto: o anúncio do cessar-fogo na Faixa de Gaza, feito por Donald Trump, e a concessão do Prêmio Nobel da Paz à venezuelana María Corina Machado. Os fatos colocam em evidência ações lideradas por nomes identificados com a direita, enquanto figuras e grupos de esquerda reagem sobretudo por meio de discursos.
Trump anuncia fim do conflito em Gaza
Em 14 de outubro de 2025, o ex-presidente norte-americano Donald Trump declarou que a guerra entre Israel e o grupo Hamas chegou ao fim. A fala ocorreu após confirmação de um cessar-fogo que inclui a libertação dos reféns israelenses restantes e a participação de países da região nas negociações.
Segundo editorial do jornal O Estado de S. Paulo, o esgotamento militar de ambas as partes e o isolamento diplomático do Hamas e de Israel foram fatores decisivos para o acordo. Ainda assim, Trump reivindicou o protagonismo do resultado, alegando ter mediado conversas com interlocutores estratégicos.
Uma ala da imprensa ponderou que se trata de “um cessar-fogo temporário”, expressão usada pelo jornalista Guga Chacra, da TV Globo. Para esse grupo, a ausência de garantias de longo prazo indica que as hostilidades podem ser retomadas. Mesmo assim, o dia da libertação dos reféns entrou para a cronologia recente do Oriente Médio como um marco histórico.
Nobel premia resistência venezuelana
Na mesma semana, María Corina Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A ex-deputada venezuelana, oposicionista ao regime de Nicolás Maduro, vive sob risco constante de prisão e se mantém em local não divulgado por razões de segurança. O comitê norueguês justificou a escolha destacando “contribuição decisiva à restauração da democracia” na Venezuela.
Ao dedicar o prêmio a Donald Trump, María Corina reforçou a posição de que a pressão internacional liderada por governos e entidades alinhadas à direita tem sido fundamental para enfraquecer a ditadura venezuelana. A manifestação provocou críticas de setores à esquerda, que relativizam a gravidade das violações de direitos humanos praticadas em Caracas.


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Enquanto isso, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva manteve sinalizações de apoio a Maduro. Em declarações públicas, Lula defendeu o diálogo com Caracas e reiterou a importância de reaproximação econômica entre os dois países. A atitude foi recebida com entusiasmo por alas governistas, mas despertou oposição de parlamentares que apontam “conivência com um regime repressivo”.
Duas respostas políticas opostas
Os episódios evidenciam estratégias distintas. Na direita, a ênfase recaiu sobre acordos concretos e reconhecimentos internacionais: o cessar-fogo que interrompeu um conflito sangrento no Oriente Médio e o Nobel que projetou a luta democrática de María Corina Machado. Esses resultados tiveram efeitos verificáveis, como a libertação de reféns israelenses e a visibilidade global concedida à causa venezuelana.
Já na esquerda, a reação predominou no campo retórico. Parte da imprensa questionou o alcance do cessar-fogo, minimizando a iniciativa de Trump. Ao mesmo tempo, organizações feministas mantiveram silêncio sobre a premiação de María Corina, apesar de seu histórico de resistência e liderança política feminina na América Latina. Críticos apontam uma seletividade em pautas de empoderamento, que priorizaria afinidades ideológicas.

Imagem: Internet
Repercussão regional e próximos passos
No Oriente Médio, diplomatas afirmam que o acordo de Gaza precisará de monitoramento rigoroso. Egito, Jordânia e Emirados Árabes Unidos se comprometeram a participar de mecanismos de verificação, enquanto Washington assumiu a interlocução com Tel Aviv. A expectativa é que a trégua facilite negociações permanentes sobre fronteiras e segurança.
Na Venezuela, o reconhecimento internacional de María Corina Machado pressiona o regime de Maduro. Governos europeus e a Organização dos Estados Americanos (OEA) convocaram reuniões para discutir sanções adicionais caso não haja avanço em reformas eleitorais. Analistas veem a possibilidade de novos protestos, motivados pelo reforço moral que o Nobel confere à oposição.
Contraste entre ações e narrativas
A sequência de eventos reforça a percepção de que, no atual cenário geopolítico, grupos de direita buscam capitalizar resultados tangíveis — acordos de paz e prêmios internacionais — enquanto segmentos de esquerda priorizam disputas discursivas. A tendência deve permanecer como eixo de polarização nas eleições presidenciais norte-americanas de 2026 e em pleitos latino-americanos previstos para os próximos dois anos.
Para quem acompanha a política brasileira, o tema também é relevante: o Palácio do Planalto tem ampliado cooperação com Caracas, ao passo que parlamentares conservadores defendem o fim de incentivos a governos considerados autoritários. A oposição promete intensificar debates no Congresso sobre direitos humanos na Venezuela e políticas para Oriente Médio.
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Em síntese, cessar-fogo em Gaza e Nobel da Paz para María Corina Machado consolidam avanços atribuídos a lideranças de direita, enquanto a esquerda responde com críticas e alianças que geram controvérsia. Continue acompanhando nossas publicações e receba alertas sobre os próximos capítulos dessa disputa política.
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