A presença de um veículo preto estacionado diante da residência de Eduardo Bolsonaro, no Texas, levou o deputado a solicitar intervenção da polícia local na noite de sexta-feira (17). Segundo relato publicado na rede social X, posteriormente apagado, a esposa do parlamentar notou dois homens usando óculos escuros dentro do automóvel com vidros fumê, aparentemente filmando ou fotografando a casa.
Vigilância incomum provoca alerta imediato
O episódio ocorreu em The Woodlands, região metropolitana de Houston, onde Eduardo Bolsonaro mora desde março de 2025. De acordo com o deputado, o carro ficou parado “por um bom tempo”, enquanto os ocupantes manipulavam celulares de forma considerada suspeita. Quando decidiram sair, o motorista realizou manobra de retorno em vez de simplesmente seguir pela rua, atitude que reforçou a desconfiança de quem observava o cenário.
Assim que tomou conhecimento do caso, o parlamentar de 40 anos acionou a polícia norte-americana. Ele informou os agentes sobre o comportamento do veículo e forneceu fotografia em que a placa aparece com nitidez. Na publicação feita no X, afirmou que eventual vigilância de autoridades estrangeiras em solo norte-americano “configura crime grave segundo a legislação dos Estados Unidos”.
Contexto de investigações e possíveis sanções
Eduardo Bolsonaro mudou-se para os Estados Unidos logo após o início do ano legislativo de 2025. Instalado no Texas, mantém contatos frequentes com assessores do ex-presidente Donald Trump e busca respaldo internacional para críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado é investigado no Brasil em inquérito que apura supostos crimes de coação, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Na quinta-feira (16), o jornalista Paulo Figueiredo declarou em transmissão ao vivo que autoridades americanas teriam alertado tanto ele quanto Eduardo sobre um possível monitoramento da Polícia Federal brasileira além-fronteiras. Segundo Figueiredo, a medida teria sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o que, se confirmado, abriria discussão sobre alcance legal de ordens expedidas no Brasil e sua validade em território estrangeiro.
Publicação apagada e preocupação com segurança familiar
A fotografia do carro, com placa e detalhes visíveis, permaneceu algumas horas no perfil do deputado antes de ser removida. No texto, Eduardo descreveu a apreensão da esposa e da sogra diante da presença prolongada dos dois homens. Ele escreveu que, no Texas, “as pessoas têm o direito e os meios para se proteger, caso algo evolua para uma conduta mais ofensiva”, referência indireta às leis estaduais que permitem porte de armas.


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Até o momento, a polícia local não divulgou informações sobre identificação do veículo ou dos ocupantes. Não há confirmação oficial de que o episódio esteja relacionado a qualquer investigação em curso contra o parlamentar. Tampouco há resposta pública do Supremo Tribunal Federal ou da Polícia Federal sobre a alegação de vigilância internacional.
Legislação americana e possível repercussão diplomática
Caso fique comprovada atuação de agentes estrangeiros sem autorização legal dos Estados Unidos, o episódio pode resultar em infração federal de espionagem ou atividade de inteligência não declarada. A lei norte-americana exige notificação prévia e cooperação judicial para qualquer ação oficial de outro país em território americano. Descumprir essa regra é passível de sanções que incluem deportação de envolvidos e medidas diplomáticas.

Imagem: Eduardo Borges
Além disso, a suspeita surge num momento de tensões entre membros da Suprema Corte brasileira e figuras políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado vem acusando ministros do STF de excederem competências constitucionais, argumento repetido em fóruns internacionais para pressionar por sanções individuais.
Próximos passos
A investigação da polícia do Texas deverá apurar quem são os dois homens, a quem pertence o veículo e qual a motivação da presença em frente à residência. Eduardo Bolsonaro já comunicou a embaixada brasileira em Washington, que, segundo sua assessoria, acompanharia o caso “para resguardar direitos do cidadão brasileiro”.
Qualquer conclusão sobre eventual participação de agentes federais brasileiros dependerá de cooperação jurídica entre os dois países, processo que costuma avançar apenas mediante pedido formal e autorização judicial.
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Em síntese, Eduardo Bolsonaro relatou possível monitoramento diante de sua casa, entregou evidências à polícia texana e aguarda investigação. Continue acompanhando nosso portal para novas informações e compartilhe a notícia em suas redes.
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