O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou neste sábado, 18, que o governo brasileiro mantém otimismo moderado nas negociações com os Estados Unidos após a reabertura do diálogo sobre tarifas comerciais. Segundo o diplomata, a aproximação com a gestão Donald Trump exige “realismo e cautela” para que os interesses nacionais sejam preservados.
Gelo quebrado, mas passos ainda iniciais
Em entrevista concedida à GloboNews, Amorim destacou que o “gelo foi quebrado” e o respeito mútuo restabelecido entre Brasília e Washington. O assessor avaliou que as trocas recentes representam apenas os primeiros movimentos de um processo que ainda pode levar meses até gerar algum compromisso formal. Ele reforçou que a cooperação será conduzida de maneira pragmática, evitando promessas vagas ou expectativas distorcidas.
A retomada do diálogo ocorreu em meio ao tarifaço norte-americano contra produtos brasileiros anunciado no início do ano. Desde então, os dois governos realizam rodadas de conversas técnicas para reavaliar alíquotas e estimular a corrente de comércio bilateral. Embora o clima seja considerado “mais leve”, Amorim frisou que qualquer acordo dependerá do equilíbrio entre concessões e ganhos concretos para a indústria nacional.
Reunião no Alvorada prepara encontro Lula-Trump
Nesta sexta-feira, 17, Amorim participou de reunião no Palácio da Alvorada ao lado do chanceler Mauro Vieira e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro serviu para avaliar a recente conversa telefônica entre Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington, bem como para planejar uma futura reunião presencial entre Lula e Trump.
Segundo interlocutores palacianos, a expectativa é realizar o encontro de cúpula no fim de outubro, caso as agendas coincidam. Uma das possibilidades é aproveitar a cúpula da ASEAN, marcada para 26 a 28 de outubro em Kuala Lumpur, na Malásia, como palco para a reunião bilateral. A data ainda não está cravada, mas o Itamaraty trabalha para fechar detalhes logísticos e assegurar que a conversa ocorra em ambiente neutro.
Minerais críticos no centro das tratativas
Um dos temas prioritários será a exploração de minerais críticos e terras raras, insumos fundamentais para a cadeia de alta tecnologia nos EUA. Amorim ressaltou que o governo pretende amarrar qualquer negociação à necessidade de agregar valor dentro do Brasil, evitando a simples exportação de matéria-prima. “O presidente está atento a isso”, comentou o diplomata.


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A pauta mineral ganha relevância diante da transição energética global e do interesse norte-americano em reduzir dependência de fornecedores asiáticos. Para Brasília, a meta é atrair investimento estrangeiro direto, modernizar a infraestrutura de mineração e criar empregos qualificados, sem abrir mão da soberania sobre reservas estratégicas.
Ministério de Minas e Energia assume negociações técnicas
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve viajar aos Estados Unidos ainda neste mês para aprofundar as discussões. Ele terá encontros com autoridades do Departamento de Energia e representantes do setor privado, incluindo empresas de mineração e fabricantes de baterias. De acordo com fontes do ministério, Silveira recebeu orientação de Lula para garantir que regras ambientais e políticas públicas nacionais sejam respeitadas.

Imagem: Internet
O ministro pretende apresentar um portfólio de projetos em pesquisa geológica, beneficiamento de minérios e construção de plantas industriais no interior do país. O governo busca parceiros dispostos a aportar capital e tecnologia, mas sem exigir vantagens que comprometam a competitividade brasileira.
Próximos passos e efeitos econômicos
Nos bastidores, técnicos dos dois governos avaliam cenários para redução gradual de tarifas que hoje encarecem a entrada de produtos agrícolas e manufaturados no mercado norte-americano. Se confirmado, um acordo pode impulsionar exportações, gerar receita em dólar e ampliar o parque fabril nacional. Setores empresariais, entretanto, aguardam sinais claros antes de ajustar investimentos.
Do lado político, a agenda internacional é vista como oportunidade de reposicionar o Brasil como fornecedor confiável de recursos estratégicos. Governadores de estados mineradores acompanham as tratativas e defendem que eventuais contratos assegurem royalties robustos e investimentos sociais nas regiões produtoras.
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Em resumo, o governo aposta em diálogo cauteloso com Washington para derrubar barreiras comerciais e firmar parcerias no setor de minerais críticos. A equipe de Celso Amorim trabalha para alinhar interesses, preservar a soberania sobre recursos e atrair investimentos que gerem emprego e tecnologia. Fique atento às próximas etapas e acompanhe nossos conteúdos para saber como esses acordos podem impactar a economia nacional.
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