A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou, nesta segunda-feira (20), uma nova resolução política que coloca a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como prioridade absoluta para 2026. No documento de 29 pontos, a legenda direciona críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a governos de direita e ao presidente norte-americano Donald Trump, além de defender iniciativas internas e externas do atual Planalto.
Foco total na continuidade do mandato
O texto define como “tarefa número um” garantir um novo mandato para Lula, considerado, segundo o partido, “condição fundamental” para manter políticas econômicas, sociais e ideológicas em curso. A decisão ocorre no mesmo dia em que o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi escolhido para a Secretaria-Geral da Presidência, pasta que faz a interlocução com movimentos sociais, sinalizando articulação antecipada para a próxima campanha presidencial.
Entre as ações exaltadas, o PT cita a taxação dos “super-ricos” e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. A legenda apresenta essas medidas como “passos concretos” de um sistema tributário que classificam como mais justo, ainda que sem detalhar impactos fiscais. O partido também credita a Lula vitórias no Congresso, como a rejeição da PEC da Iminudade, e menciona como derrota da “extrema direita” a derrubada da Medida Provisória sobre taxação de apostas esportivas.
Ataques diretos à oposição
Em tom confrontativo, a resolução atribui a Bolsonaro e a militares condenados a responsabilidade por “aventura autoritária” e comemora o que chama de vitória do Estado Democrático de Direito. O documento sustenta a narrativa de tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, afirma que “ninguém está acima da lei” e orienta militantes a realizar atos no aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes.
Além de Bolsonaro, são citados o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como parte de um suposto bloco de “traidores” alinhado à extrema direita internacional. O partido associa essas lideranças a Trump e a outros governos conservadores, prometendo “lutar nas redes, no Parlamento e nas ruas” para “desarticular” esse grupo.
Pautas internas e externas
O documento lista propostas como redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1 e tarifa zero no transporte público. Também defende a regulação das redes sociais, apresentada como ferramenta de proteção da democracia. Na esfera externa, acusa o governo de Israel de “genocídio” contra palestinos em Gaza, critica ações dos Estados Unidos na Venezuela e fala em violação da soberania sul-americana.


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O PT ainda responsabiliza Bolsonaro pela condução da pandemia de Covid-19, reiterando acusações de sabotagem à vacinação e disseminação de desinformação, pontos que permanecem em debate nos tribunais e na opinião pública.
Mobilização já em curso
Com a nomeação de Boulos e o calendário de mobilizações antecipado, a legenda demonstra que a estratégia para 2026 passa pela unificação de partidos e movimentos alinhados ao governo. A resolução prevê mobilização “dentro e fora do Parlamento”, indicando que o Planalto utilizará base aliada, centrais sindicais e entidades estudantis para sustentar agendas legislativas e eleitorais.

Imagem: Ricardo Stuckert
Reações esperadas
Ao priorizar a reeleição e intensificar ataques à oposição, o PT alimenta a disputa que deve marcar a próxima eleição. Aliados de Bolsonaro e demais siglas de direita deverão contestar a narrativa de golpe, questionar pautas econômicas e apontar riscos fiscais de medidas como tarifa zero e ampliação de gastos sociais.
Mesmo sem detalhar fontes de financiamento para os novos projetos, a resolução amplia o debate sobre carga tributária, responsabilidade fiscal e modelo de crescimento, temas que tendem a ocupar o centro do embate entre governo e oposição.
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Em síntese, a nova resolução do PT estabelece base programática e retórica para 2026, intensificando críticas a representantes da direita no Brasil e no exterior, ao mesmo tempo em que defende pautas econômicas e sociais consideradas prioritárias pelo governo. Continue acompanhando nossos artigos e receba atualizações diárias sobre o cenário político nacional.
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