O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) transformou o processo contra os réus de 8 de janeiro em “vingança política” e alertou para a “desumanização da direita” no debate público. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Sem Rodeios e à coluna Entrelinhas, da Gazeta do Povo, concedida em 21 de outubro de 2025.
Julgamento dos atos de 8 de janeiro
Ao analisar os processos já concluídos no STF, Frias classificou as penas impostas aos acusados como “absurdas” e lembrou que muitos réus não tinham antecedentes criminais. “Pessoas honestas estão sendo tratadas como golpistas apenas por terem participado de manifestações”, disse. Para o parlamentar, o tribunal “começou errado” ao concentrar em si a análise de todos os casos e “está terminando pior do que a encomenda”. Na avaliação do ex-secretário especial de Cultura, a forma como o direito vem sendo aplicado abre precedente perigoso: “A distorção pode atingir qualquer cidadão”.
O deputado também contestou a narrativa de golpe de Estado. Segundo ele, os atos de vandalismo em Brasília não representam o movimento conservador. “A imagem da senhorinha com a Bíblia na mão é muito mais verdadeira do que a de um golpe sem armas”, observou. Frias sustenta que “a maioria foi enganada por um sistema que, hoje, usa a Justiça como instrumento de repressão”.
Críticas ao governo Lula
Mario Frias atacou a condução política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência. “Um governo que acoberta escândalos de corrupção agora coloca um invasor de terras como ministro”, criticou. Para o parlamentar, a escolha confirma a tentativa do Planalto de “fortalecer a militância de esquerda” e repetir estratégias políticas já usadas em gestões passadas.
Ele também questionou o uso recorrente do termo “extrema-direita” na imprensa. “Hoje chamam de extrema-direita as velhinhas orando na porta dos quartéis, enquanto a extrema-esquerda mata e destrói”, declarou. Na visão do deputado, parte do eleitorado continua dependente de veículos tradicionais de comunicação, o que dificultaria o acesso a versões alternativas dos fatos.
Desumanização e riscos de violência
Frias afirmou que a estigmatização de conservadores gera consequências graves. “A desumanização da direita é algo criminoso. Isso vai gerar violência, como já vimos em outros países”, alertou. Ele mencionou o caso norte-americano envolvendo Charlie Kirk como exemplo de agressões estimuladas por discursos que rotulam opositores como inimigos.


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CPMI do INSS e acusações de blindagem
O parlamentar apontou parcialidade na condução da CPMI do INSS, especialmente depois da retirada do nome de Frei Chico, irmão de Lula, da lista de investigados. “É um tapa na cara da sociedade, avalizado pela grande mídia, que hoje é um braço do regime”, declarou. Frias comparou a situação a uma hipotética investigação envolvendo familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro: “Se fosse o irmão de Bolsonaro, ele já estaria preso”.
Lealdade a Jair Bolsonaro
Secretário especial de Cultura entre 2020 e 2022, Frias reafirmou a proximidade com o ex-chefe do Executivo. “O que o presidente Bolsonaro fez por mim, pela minha família e pela minha pátria, eu nunca vou esquecer”, disse. Ele garantiu acreditar que “a verdade virá à tona” e que “o Brasil ainda vai lamentar profundamente o que está acontecendo com os presos de 8 de janeiro”.

Imagem: Reprodução
Para Frias, o atual governo “vive de narrativas, cria impostos e ataca quem produz riqueza”. Ao comentar o apoio de parte do eleitorado ao Partido dos Trabalhadores, foi direto: “Quem tem mais de 30 anos e vota no PT não é cúmplice, é sócio”.
As falas do deputado reforçam o clima de polarização política no país e ilustram a tensão entre o Legislativo conservador e instituições consideradas alinhadas ao governo.
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Resumo: Mario Frias classificou o julgamento dos réus do 8 de janeiro como “vingança política”, acusou o STF de distorcer o direito e criticou nomeações e estratégias do governo Lula. Para o deputado, a estigmatização da direita é criminosa e pode desencadear novos episódios de violência. Continue acompanhando nossos artigos para não perder as próximas atualizações sobre o cenário político nacional.
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