Brasília — 25/10/2025. O ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), permanecerá no cargo após um entendimento costurado entre o Palácio do Planalto e a direção nacional do Progressistas (PP). A decisão, selada em reunião realizada na quarta-feira (22), assegura novos espaços na máquina federal ao partido, em troca da continuidade de Fufuca na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Negociação garante espaço ao PP
O encontro que selou o acordo ocorreu na capital federal e contou com a presença da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; do líder do PP na Casa, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ); e do próprio titular do Esporte. Segundo interlocutores, ficou acertado que o Progressistas indicará novos nomes para funções estratégicas em autarquias e estatais vinculadas ao governo federal.
A permanência de Fufuca põe fim a um impasse iniciado em setembro, quando PP e União Brasil anunciaram o afastamento formal da base governista. À época, as legendas orientaram todos os filiados a deixarem cargos de confiança na administração direta e indireta. O descumprimento poderia acarretar sanções internas, advertência que atingiu André Fufuca: o deputado licenciado foi afastado das executivas nacional e estadual do partido no Maranhão.
Com o novo arranjo, o Progressistas recupera influência sem revogar formalmente o rompimento anunciado há pouco mais de um mês. A estratégia é vista como tentativa de recompor a fragilizada coalizão do governo, que sofreu derrotas sucessivas no Congresso.
Contexto das exonerações e crise na base
A negociação avançou depois que o Planalto enfrentou resistência na votação da Medida Provisória da Taxação. No início de outubro, a proposta foi retirada de pauta por 251 votos a 193, resultado que expôs fissuras entre o governo e partidos do chamado Centrão. Em resposta, o presidente Lula determinou a demissão de indicados políticos ligados a parlamentares que votaram contra a matéria.
De acordo com levantamento publicado pelo jornal Valor Econômico, ao menos 21 exonerações foram registradas a partir de 9 de outubro. As vagas abertas agora servem de moeda de troca para reaproximação. O entendimento com o PP é o primeiro sinal concreto dessa nova etapa de distribuição de cargos.


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Para o Planalto, oferecer postos de segundo e terceiro escalões a legendas do Centrão é considerado crucial para assegurar maioria mínima em votações de interesse da gestão petista. Ainda assim, o acerto não altera a situação interna de Fufuca no partido: ele segue afastado dos diretórios, mas mantém o status de ministro.
Participantes e próximo passo
A negociação envolveu figuras centrais da articulação política. Gleisi Hoffmann, responsável pela interlocução com o Congresso, conduziu a conversa ao lado de Hugo Motta. O presidente da Câmara tem buscado mediar a relação entre governo e bancadas, numa tentativa de reduzir o desgaste instaurado após a série de derrotas legislativas.
Não há, por enquanto, divulgação oficial dos cargos que o PP irá ocupar. A expectativa é de que as nomeações sejam publicadas no Diário Oficial da União nas próximas semanas, consolidando a nova composição interna do Executivo.

Imagem: Ricardo Stuckert
Histórico de tensões
O episódio remonta a um cenário de tensão permanente entre o governo e partidos de centro-direita. Desde o início do terceiro mandato de Lula, a área econômica atravessa dificuldades para aprovar pautas fiscais consideradas prioritárias, como a própria Medida Provisória da Taxação. A falta de apoio consistente tem levado o Planalto a intensificar negociações, distribuindo postos e promovendo mudanças em ministérios.
André Fufuca assumiu o Ministério do Esporte em setembro, substituindo Ana Moser. A escolha sinalizou, naquele momento, uma tentativa de atrair o Progressistas para a base. O resultado, porém, foi breve: duas semanas depois, o partido anunciou o rompimento e exigiu a entrega de cargos. Agora, um mês após a ruptura, a legenda volta a ocupar espaço, indicando a fragilidade das declarações públicas de independência.
Próximas movimentações no Congresso
Com o acordo, o governo aposta em reduzir novas derrotas em votações previstas para novembro. Entre os temas que exigirão quórum elevado estão o substitutivo da Reforma Tributária e o arcabouço de metas fiscais para 2026. Deputados do PP afirmam que a sigla analisará cada matéria caso a caso, embora reconheçam a “sinalização positiva” do Planalto.
Nos bastidores, líderes governistas admitem que outros partidos poderão negociar arranjos semelhantes, especialmente após as demissões de indicados contrários à agenda econômica. A expectativa é de que o MDB e o Republicanos também busquem recompor espaço nas autarquias federais.
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Em resumo, o Progressistas garantiu a permanência de André Fufuca no Ministério do Esporte mediante a promessa de novos cargos, reforçando a dependência do governo Lula do apoio do Centrão. Siga nosso portal para atualizações diárias e receba alertas sobre cada passo das negociações no Congresso.
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