Brasília, 27/05 — O presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que a reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada no domingo, marcou um ponto de inflexão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o vice-presidente, o diálogo direto entre os dois chefes de Estado removeu barreiras políticas e criou ambiente favorável para uma agenda econômica objetiva, centrada na redução de tarifas, revisão tributária e estímulo a investimentos.
Conversa presidencial destrava impasses
De acordo com Alckmin, o encontro presencial representou “o passo político com brilho e louvor” necessário para reacender as negociações bilaterais. Até então, disputas tarifárias travavam avanços no comércio exterior, sobretudo para produtos industriais e do agronegócio. O vice-presidente destacou que 34% dos US$ 40 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2023 enfrentaram sobretaxas, situação que considerou “totalmente inadequada”.
Atualmente, a tarifa média brasileira aplicada a mercadorias norte-americanas está em 2,7%. Já os EUA impõem alíquotas que chegam a 10%, acrescidas de sobretaxas de 40% em segmentos específicos. “Precisamos resolver isso rapidamente”, declarou Alckmin durante coletiva na Vice-Presidência.
Prioridades para a próxima fase
Nesta nova etapa, equipes técnicas dos dois governos devem aprofundar discussões sobre:
- Redução de tarifas e eliminação de barreiras não tarifárias;
- Revisão de regras tributárias para simplificar operações bilaterais;
- Atração de investimentos em energia renovável e data centers.
Alckmin ressaltou que não houve pedido formal de Washington sobre concessões específicas, mas avaliou o ambiente como “favorável” ao avanço do diálogo. A meta, segundo ele, é estabelecer uma pauta de trabalho objetiva já nas próximas semanas, com participação ativa dos ministérios da Fazenda, Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Setores mais impactados pelas sobretaxas
O vice-presidente pontuou que as sobretaxas norte-americanas atingem principalmente:


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- Produtos siderúrgicos e metalúrgicos;
- Equipamentos industriais;
- Derivados de soja, milho e carne.
A revisão dessas alíquotas é vista pelo governo brasileiro como passo essencial para ampliar a competitividade externa. Com acesso menos oneroso ao mercado dos EUA, empresas nacionais teriam margem para reinvestir em tecnologia e produtividade, gerando empregos e renda no país.
Oportunidades em energia limpa
Além da pauta tarifária, Alckmin destacou o potencial brasileiro em fontes renováveis. O Brasil dispõe de geração hídrica, eólica e solar em larga escala, vantagem competitiva em um contexto de escassez energética global. O governo pretende atrair capital estrangeiro para parques eólicos offshore e projetos de hidrogênio verde, fomentando cadeias de valor de alto conteúdo tecnológico.

Imagem: Internet
O interesse norte-americano em data centers também aparece como vetor de negócios. Grandes provedores de nuvem buscam locais com matriz elétrica estável e limpa para reduzir a pegada de carbono, requisito que o Brasil atende com folga.
Papel do governo federal
Para consolidar resultados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços deve liderar grupos de trabalho conjuntos, enquanto a Fazenda atua na harmonização tributária. O Itamaraty ficará encarregado do diálogo político e da coordenação diplomática.
Alckmin classificou a aproximação entre Lula e Trump como “gesto político que reposiciona o Brasil no cenário internacional”. No entendimento do vice-presidente, o alinhamento entre as duas maiores democracias do Ocidente pode acelerar acordos em áreas estratégicas e ampliar a inserção brasileira em cadeias produtivas globais.
Para continuar acompanhando desdobramentos sobre a agenda econômica entre Brasília e Washington, acesse a seção de política em Geral de Notícias, atualizada diariamente com informações de bastidores e dados oficiais.
Em resumo, a reunião Lula-Trump eliminou entraves políticos e abriu caminho para a negociação de um acordo comercial robusto, com foco na redução de tarifas e no estímulo a investimentos em energia limpa. Acompanhe nossos próximos artigos e fique por dentro das etapas futuras desse processo.
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