Brasília, 28 de outubro de 2025 – A mais recente sondagem da Paraná Pesquisas indica que 57,9% dos brasileiros desejam uma mudança substancial – “total” ou “bastante” – na forma de governar o país a partir do próximo mandato presidencial. O levantamento, realizado entre 21 e 24 de outubro, ouviu presencialmente 2.020 eleitores em 162 municípios dos 26 estados, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Eleitor quer virar a página da atual gestão
Quando questionados sobre o perfil ideal para o futuro presidente, 28,9% defendem alteração completa no modelo de gestão, enquanto 29% preferem mudanças significativas. Apenas 23% pedem continuidade integral da administração vigente, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva, e 17,1% propõem ajustes pontuais. Outros 2% não souberam ou não quiseram responder.
A disposição por mudança é majoritária em praticamente todos os recortes analisados. Entre os homens, 31,6% pedem mudança total e 26,7% exigem alteração ampla; entre as mulheres, 26,5% são favoráveis a uma reorganização completa e 30,9% a mudanças robustas. O resultado sugere desgaste do atual formato de governo, especialmente entre o eleitorado masculino.
Recortes por idade, escolaridade e religião
Faixa etária – A vontade de mudança é mais intensa no grupo de 35 a 44 anos. Nessa parcela, 33% querem transformação total e 31,8% mudança expressiva. Jovens de 16 a 24 anos concentram maior apoio a mudanças “bastante” (35,5%), mas menos pedidos por ruptura total (21,9%). Nas faixas de 45 a 59 anos, 32% defendem alteração completa; entre idosos (60 +), esse índice cai para 24,5%.
Escolaridade – Quanto maior o nível de instrução, maior a rejeição à continuidade. Entre quem possui ensino superior, 33,1% apoiam mudança completa e 31,3% desejam forte alteração. Na população com ensino médio, 32,3% defendem ruptura total e 28,8% mudanças amplas. Já entre os entrevistados com até o fundamental, 31% preferem manter o atual modelo e apenas 21,8% pedem mudança total.
Religião – Entre evangélicos, 37,1% apoiam mudança total e 30,1% significativa, totalizando 67,2% favoráveis a forte reorientação. No segmento católico, 26,1% pedem ruptura completa e 29,3% ampla, somando 55,4%. Outras crenças mostram divisão maior: 24,4% apoiam mudança total e 26,2% expressiva, enquanto 26,5% desejam continuidade.


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Regiões apresentam contraste
Nordeste e Norte concentram o maior índice pró-continuidade (29,3% e 21,7%, respectivamente), embora ainda exista maioria favorável a alguma alteração. Nas regiões Sul e Sudeste, o cenário é mais crítico para o atual governo: apenas 16,8% dos moradores do Sul e 21,4% dos eleitores do Sudeste querem continuidade, enquanto cerca de 63% pedem mudanças significativas.
O Centro-Oeste acompanha o Norte no pedido por mudanças: 33% defendem ruptura total e 28,6% ampla mudança. O dado confirma a insatisfação de áreas ligadas ao agronegócio, setor que tem enfrentado atritos com Brasília em temas como política ambiental e tributação.

Imagem: Sebastião Moreira
Metodologia e panorama geral
A pesquisa aplicou questionário padronizado em entrevistas pessoais, garantindo 95% de nível de confiança. A amostra foi estratificada por gênero, idade, escolaridade, religião e região, refletindo a distribuição do eleitorado nacional. O resultado final revela que, enquanto 40,1% tolerariam ajustes mínimos ou manutenção do status quo, quase seis em cada dez brasileiros desejam mudança profunda na condução do Planalto.
Ao observar a soma dos que exigem “mudança total” (28,9%) e “mudança bastante” (29%), emerge um bloco consistente contrário ao atual modelo. Esse contingente atinge patamares superiores entre evangélicos, formados em ensino superior e moradores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, reforçando a pressão sobre o governo Lula em segmentos onde a rejeição já se mostra elevada em outras sondagens.
Para quem acompanha os desdobramentos políticos, a pesquisa sinaliza que o próximo pleito presidencial terá como tema central a reconfiguração da máquina federal. Candidatos alinhados a propostas de reforma administrativa, redução de gastos e fortalecimento do setor produtivo tendem a encontrar terreno fértil nesse eleitorado majoritariamente reformista.
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Em síntese, a Paraná Pesquisas mostra que a maioria dos brasileiros deseja virar a página da gestão atual e dar espaço a um modelo diferente de administração federal. Acompanhe nossos próximos conteúdos e esteja sempre informado sobre as tendências que moldam o debate público no país.
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