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Oposição cobra Lula por não classificar facções como terroristas após 60 mortes no Rio

Política

Brasília – Lideranças de direita intensificaram nesta terça-feira (28) a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da operação que deixou mais de 60 mortos nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Parlamentares e dirigentes do PL e do Novo acusam o governo federal de recusar o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e de não prestar apoio efetivo ao governo estadual.

Críticas da oposição ao Planalto

Nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu o alto número de vítimas à ausência de medidas duras contra o crime organizado. Ele lembrou que o Planalto, em reuniões recentes com autoridades norte-americanas, reafirmou que as facções nacionais não se encaixam nos requisitos legais de terrorismo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou a reação de traficantes, que chegaram a lançar artefatos explosivos por drones contra policiais, com a resistência da esquerda a ações mais enérgicas. “Se sugerirmos bombardear barcos de traficantes, vira escândalo”, ironizou.

O deputado Filipe Barros (PL-PR) retomou declaração de Lula segundo a qual “traficantes também são vítimas dos usuários”. Para Barros, o discurso revela a falta de disposição do governo em tratar as facções como inimigos do Estado.

Nikolas Ferreira (PL-MG) falou em “soberania ameaçada” e cobrou urgência na tipificação das organizações criminosas. Já Deltan Dallagnol (Novo-PR) destacou o uso de tecnologia militar por criminosos: “O crime organizado está usando drones com bombas, mas, para Lula, o problema são os usuários”, escreveu.

Em âmbito institucional, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) enviou ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo investigação preliminar por suposta omissão presidencial. O documento cita três pedidos formais do governador Cláudio Castro (PL) para emprego das Forças Armadas, todos negados sob a justificativa de inexistência de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

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Cobrança por apoio federal ao Rio

O confronto no Alemão e na Penha mobilizou cerca de 2,5 mil agentes estaduais e federais, com alvo em 100 suspeitos ligados ao CV. Segundo relatos da polícia, além dos drones, criminosos instalaram barricadas e usaram armamento pesado contra as forças de segurança.

No plenário da Câmara, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) responsabilizou decisões do Supremo Tribunal Federal e do governo federal pela escalada de violência, mencionando a ADPF 635, que restringe operações policiais em comunidades.

Do lado do Executivo, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reagiu às críticas afirmando que o governador deve “assumir suas responsabilidades ou solicitar a GLO”. Lewandowski classificou como “equivocada” a acusação de abandono por parte da União.

Mais cedo, Cláudio Castro declarou que “o Rio está sozinho nessa guerra” e citou negativa da Marinha para ceder blindados, também por falta de decreto presidencial. O governador defende classificação das facções como terroristas, o que permitiria maior cooperação internacional e uso de instrumentos legais mais rígidos.

Até o momento, o Palácio do Planalto não indicou mudança de posição. Assessores do presidente argumentam que a Lei Antiterrorismo brasileira exige motivação política ou ideológica específica, inexistente nos grupos focados no tráfico.

Pressão por mudança na Lei Antiterrorismo

Parlamentares de oposição já articulam proposta de emenda para ampliar o conceito de terrorismo, incorporando crimes que “atentem contra a ordem pública e a segurança nacional”. A expectativa é retomar debates travados desde 2019, quando projetos semelhantes perderam fôlego no Congresso.

Segundo especialistas consultados por deputados, enquadrar o PCC e o CV como terroristas facilitaria cooperação policial com outros países, além de restringir operações financeiras das facções. A ideia enfrenta resistência de bancadas de esquerda, que temem abusos contra moradores de áreas pobres.

Enquanto o impasse jurídico prossegue, relatos de moradores do Alemão indicam clima de medo. Escolas permaneceram fechadas e unidades de saúde suspenderam atendimentos. A Secretaria de Segurança do Rio informou que novas incursões não estão descartadas.

Para acompanhar outras pautas relacionadas ao embate entre União e estados na área de segurança pública, acesse também a seção de política do nosso portal em geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em síntese, a operação mais letal do ano no Rio reacendeu a discussão sobre o tratamento jurídico dado às facções e expôs o atrito entre Planalto e governo fluminense. A oposição vê omissão federal e cobra tipificação de terrorismo, enquanto o Executivo exige pedido formal de GLO. Continue acompanhando nossos relatórios e compartilhe este artigo para manter o debate sobre segurança pública em pauta.

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