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Brasil descrito por Stefan Zweig contrasta com cenário de violência e crime organizado

Política

Rio de Janeiro, 30 out. 2025 — O escritor austríaco Stefan Zweig aportou no Brasil em 1941 e, impressionado pela hospitalidade que encontrou, registrou a experiência em “Brasil, país do futuro”. O livro descreve uma nação pacífica, miscigenada e avessa a conflitos armados, visão que hoje colide com índices de violência, avanço do crime organizado e crescente insegurança pública.

A visão de Zweig sobre o “país do futuro”

Nascido em Viena, em 1881, Zweig refugiou-se da perseguição nazista primeiro no Reino Unido, depois nos Estados Unidos, até fixar residência em Petrópolis (RJ) em agosto de 1941, ao lado da esposa, Lotte Altmann. Entre 1936 e 1941, percorreu diversas regiões brasileiras antes de publicar a obra que marcaria seu exílio.

No texto, o autor ressalta a diversidade racial, a convivência cordial entre diferentes origens e a ausência de grandes conflitos internos. Ele observou crianças de várias tonalidades voltando da escola “de braços dados” e se disse impressionado com a polidez até em festas populares. Zweig classificou o Brasil como exemplo de integração social em contraste com a Europa dilacerada pela Segunda Guerra Mundial.

As próprias favelas, que já se espalhavam pelos morros cariocas, foram retratadas de forma quase pitoresca. O escritor contou ter subido becos estreitos e ter sido ajudado por moradores que, segundo ele, recebiam visitantes com sorrisos francos. Chegou a cogitar que aquelas comunidades desapareceriam em breve, expectativa que não se concretizou.

Apesar do tom entusiástico, críticas surgiram ainda nos anos 1940. Pesquisadores apontaram romantização excessiva e possível influência do governo de Getúlio Vargas, interessado em projetar um retrato positivo do país ao exterior. Mesmo assim, a expressão “país do futuro” ganhou força e atravessou gerações.

Mudanças sociais e avanço do crime organizado

A realidade brasileira sofreu reviravolta a partir da segunda metade do século XX. Facções como o Comando Vermelho, fundada no fim dos anos 1970, e o Primeiro Comando da Capital, criado no início dos anos 1990, transformaram a dinâmica da criminalidade. Hoje, disputas territoriais entre grupos armados dominam regiões metropolitanas inteiras.

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O contraste foi evidenciado na megaoperação conduzida pelas forças de segurança do Rio de Janeiro em 29 de outubro de 2025. O saldo oficial registrou mais de 100 mortos, número que expõe a escalada da violência urbana. A região onde Zweig via um “delicioso encanto” é, atualmente, palco frequente de confrontos com armas de guerra.

Especialistas atribuem o agravamento a fatores como expansão do tráfico de drogas, falhas na política carcerária e enfraquecimento dos valores de ordem pública. A ausência de grandes facções na década de 1940 ajuda a explicar parte da diferença entre a percepção de Zweig e a situação contemporânea.

Além da segurança, outros indicadores reforçam o distanciamento entre passado e presente. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil chegou a ultrapassar 200 milhões de habitantes, pressionando infraestrutura urbana. A informalidade econômica, que já era expressiva, ganhou novos contornos com o desemprego estrutural.

Do encanto à tragédia pessoal

Mesmo admirado pela atmosfera brasileira, Zweig enfrentava depressão profunda. Em 22 de fevereiro de 1942, apenas seis meses após fixar moradia definitiva, ele e Lotte tiraram a própria vida em Petrópolis. O ato encerrou a jornada de um intelectual que via no Brasil uma esperança para a humanidade.

O episódio não apagou a mensagem de otimismo contida em “Brasil, país do futuro”, mas abriu espaço para interpretações sobre até que ponto as percepções do autor eram moldadas pela busca de refúgio em tempos sombrios. A pergunta que ecoa é se aquele país descrito, ainda que idealizado, chegou de fato a existir ou se foi resultado de contraste com o cenário europeu em guerra.

Perspectivas e desafios

O debate sobre a identidade nacional continua relevante. Para correntes conservadoras, retomar valores de disciplina, respeito à lei e coesão social é passo essencial para resgatar parte do Brasil que encantou Zweig. Políticas públicas focadas em segurança e combate ao crime organizado são apontadas como prioridade, ao lado de reformas que fortaleçam instituições e incentivem mérito individual.

Entre historiadores, a obra do austríaco permanece referência para discutir como fatores culturais influenciam a visão de estrangeiros sobre o país. Sua leitura ganha novo fôlego em momentos de crise, servindo de espelho tanto para reconhecer avanços quanto para expor contradições persistentes.

Para acompanhar análises sobre segurança e governança, o leitor pode acessar a seção de política em geraldenoticias.com.br, onde são publicados conteúdos recentes sobre ações de governo e projetos de lei.

O contraste entre a utopia retratada por Stefan Zweig e os desafios contemporâneos ressalta a necessidade de políticas firmes, respeito às instituições e defesa intransigente da ordem pública. Conhecer esse passado, ainda que idealizado, pode inspirar o país a reencontrar caminhos de estabilidade e prosperidade.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

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