A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou que dará uma “resposta à altura” ao Comando Vermelho (CV) depois que quatro policiais foram mortos na megaoperação realizada na terça-feira, 28 de outubro. Em publicação nas redes sociais, a corporação classificou os disparos contra os agentes como “ataques covardes” e garantiu que os responsáveis não escaparão da Justiça.
Balanço da operação
Segundo o relatório mais recente, a ação — considerada a mais letal já registrada no estado — terminou com 119 suspeitos mortos e 113 presos. Além dos quatro policiais que perderam a vida, outros 15 ficaram feridos durante a investida contra o principal braço do crime organizado na capital fluminense. A operação, que mobilizou equipes das Polícias Civil e Militar, teve como objetivo sufocar pontos de distribuição de drogas e retirar barricadas erguidas por traficantes em comunidades estratégicas.
No comunicado oficial, a Polícia Civil enfatizou que a ofensiva foi planejada com base em inteligência, mas que os criminosos reagiram de forma violenta, colocando em risco usuários de transporte público e moradores da região. Ainda de acordo com a corporação, armamentos de grosso calibre foram apreendidos, entre eles fuzis, submetralhadoras e granadas de fabricação artesanal.
Quem eram os policiais mortos em serviço
Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos — Com 26 anos de serviço, exercia a função de comissário na 53ª DP (Mesquita). Conhecido como “Máskara”, integrava investigações contra o tráfico há mais de duas décadas.
Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos — Recruta recente, havia ingressado na Polícia Civil apenas 40 dias antes da operação e estava lotado na 39ª DP (Pavuna). Deixa esposa e uma filha pequena.
Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos — Sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e especialista em tiros de precisão. Deixa esposa, uma filha e dois enteados. Em mensagem enviada à família durante o confronto, pediu orações e afirmou que estava bem poucos minutos antes de ser alvejado.


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Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos — Também sargento do Bope, foi atingido na região abdominal. Segundo nota da unidade, Serafim era reconhecido pelo “compromisso inabalável” com a segurança pública. Deixa esposa e uma filha.
Repercussão e próximos passos
A comoção dentro das forças de segurança motivou homenagens e notas de pesar. Em todas as postagens oficiais, a mensagem é a mesma: “Não haverá impunidade”. O comando da Polícia Civil informou que novas incursões estão em fase de planejamento e que o objetivo é capturar remanescentes do CV envolvidos nos ataques.
No âmbito político, autoridades estaduais reiteraram apoio irrestrito aos agentes. Parlamentares na Assembleia Legislativa defendem a ampliação de recursos para inteligência e equipagem de viaturas blindadas, enquanto no Congresso Nacional se discute a aceleração de projetos voltados ao endurecimento de penas para crimes contra policiais.

Imagem: Camila Abrão
Dados sobre feridos e material apreendido
Os 15 agentes feridos foram encaminhados a hospitais da região metropolitana e, de acordo com boletim médico, não correm risco de morte. Entre os suspeitos detidos, a maioria possui antecedentes por tráfico, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Também foram localizados coletes balísticos, radiocomunicadores e cerca de 300 kg de entorpecentes já fracionados para venda.
Solidariedade e reforço de segurança
Para apoiar as famílias das vítimas, a Polícia Civil instalou um gabinete de apoio psicológico e jurídico. Já o governo do estado anunciou que indenizações serão pagas em caráter imediato, seguindo a legislação vigente. O policiamento em áreas consideradas de risco foi reforçado e bloqueios temporários nas vias de acesso às comunidades permanecem em funcionamento para evitar a fuga de integrantes do Comando Vermelho.
Para o comando da operação, a continuidade das ações é indispensável para “restabelecer a ordem” e evitar que o crime organizado recupere espaços. O cronograma de novas fases, entretanto, não foi divulgado por motivos de segurança.
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Em resumo, a Polícia Civil do Rio reforça que a ofensiva contra o Comando Vermelho não terminou. A promessa é clara: honrar os quatro agentes mortos, sustentar a pressão sobre o crime e levar todos os responsáveis à Justiça. Acompanhe nossos próximos relatos e fique bem-informado sobre cada etapa dessa operação.
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