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Operação no Rio elimina 100 criminosos e reacende debate sobre segurança pública

Política

RIO DE JANEIRO — Uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar, realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, resultou na morte de aproximadamente 100 integrantes do Comando Vermelho, segundo balanço preliminar das autoridades estaduais. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, contou com apoio aéreo de helicópteros e drones, e foi classificada pelo governo fluminense como a mais bem-sucedida investida contra o narcotráfico em anos recentes.

Estrutura de guerra em área densamente povoada

De acordo com relatório oficial, o efetivo entrou em 26 comunidades que somam cerca de 280 mil moradores. Foram utilizados 32 veículos blindados, 12 máquinas de demolição, equipamentos de visão térmica e aeronaves não tripuladas para reconhecimento. Os criminosos portavam fuzis AR-15 modificados, AK-47, pistolas, rádios comunicadores e drones adaptados ao lançamento de granadas.

Especialistas em conflitos assimétricos destacam que a taxa histórica de civis mortos costuma variar de três a dez para cada combatente neutralizado. Nesta operação, não foram registradas baixas entre moradores, fato apontado por analistas de segurança como prova de planejamento tático eficaz e emprego criterioso da força.

Reação em Brasília e no Judiciário

Em entrevista à imprensa, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou “estarrecido” com o número de mortos. A declaração gerou críticas de parlamentares alinhados à direita, que lembraram a ausência de posicionamento proporcional do Planalto diante das quase 50 mil vítimas de homicídio anuais no país.

No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes assumiu a relatoria da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, ação proposta em 2020 que impôs restrições a operações policiais no Rio. Entidades que defendem a medida dizem buscar a proteção de moradores; já representantes das forças de segurança sustentam que limitações favorecem a expansão do Comando Vermelho.

Em meio ao embate jurídico, emissoras de TV e organizações ligadas a movimentos de esquerda qualificaram a operação como “chacina” e “violência policial”. Os mesmos grupos evitaram ressaltar o arsenal apreendido, concentrando a cobertura no luto de parentes dos suspeitos mortos.

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PEC da Segurança Pública e disputa por competência

Tramita no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Segurança Pública, idealizada pelo próprio ministro Lewandowski. O texto prevê ampliar a coordenação federal sobre as polícias estaduais. Governadores e bancadas conservadoras argumentam que a mudança representaria centralização excessiva, podendo comprometer a autonomia dos estados para reagir a facções locais.

Alinhados ao governo federal defendem que uma estrutura unificada facilitaria investigações de alcance interestadual. Críticos, porém, enxergam risco de politização da cadeia de comando e fragilização de unidades especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), decisivos na ação do dia 28.

“Narcoafetividade” e hibristofilia entram no debate público

O êxito tático da operação colocou em evidência dois conceitos discutidos por pesquisadores da área de comportamento social. O primeiro, “narcoafetividade”, descreve a simpatia política direcionada a facções criminosas. O segundo, “hibristofilia”, refere-se ao fascínio erótico por indivíduos violentos. Ambos foram citados em análises que atribuem às correntes progressistas uma tendência a relativizar delitos em nome de discursos humanitários.

Acadêmicos críticos ao progressismo afirmam que essa abordagem dificulta o enfrentamento do crime organizado, pois transforma delinquentes em supostas vítimas do sistema. Organizações de direitos humanos rebatem, alegando que o foco deve ser a preservação de vidas e a investigação de possíveis excessos policiais.

Saldo e próximos passos

Além das mortes, a polícia apreendeu fuzis, pistolas, munições, granadas, rádios e veículos usados pelas quadrilhas. O governador Cláudio Castro elogiou o desempenho das equipes, classificando-o como “exemplo para operações urbanas em todo o mundo”. Entidades ligadas a famílias de agentes também destacaram a ausência de baixas do lado policial.

O Ministério Público abriu procedimentos para avaliar a legalidade dos disparos, conforme previsto em protocolo. Organizações civis prometem acionar instâncias internacionais caso identifiquem indícios de execução. Enquanto isso, a discussão sobre como conciliar eficiência operacional e garantias constitucionais deve avançar no Congresso com a análise da PEC da Segurança Pública.

Para quem acompanha o tema da segurança pública, vale conferir também a editoria de política, onde atualizamos as movimentações em Brasília sobre a PEC e outras pautas correlatas. Acesse em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em síntese, a ofensiva no Rio evidenciou a capacidade das forças estaduais de enfrentar facções fortemente armadas, mas elevou a temperatura do debate sobre limites legais, centralização do poder de polícia e a postura de setores que relativizam o crime organizado. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as novidades que impactam a segurança de todos os brasileiros.

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