SÃO PAULO — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (4) que o governo brasileiro busca atrair 10 bilhões de dólares em contribuições de países para o Tropical Forests Forever Fund (TFFF) até o término de 2024. O fundo multilateral, proposto pelo Palácio do Planalto, pretende financiar ações de conservação de áreas florestais em todo o planeta.
Meta definida para o primeiro ano de captação
Em entrevista a jornalistas, Haddad declarou que a Presidência brasileira da COP30 estabeleceu esse montante inicial como meta de curto prazo. Segundo o ministro, “se a gente terminar o primeiro ano com 10 bilhões de dólares de recursos públicos, seria um grande feito”. O valor mencionado refere-se exclusivamente a aportes de governos; quantias adicionais poderão vir de fundações, empresas e outros investidores institucionais.
O TFFF foi anunciado oficialmente em setembro, quando o Brasil comprometeu-se a investir 1 bilhão de dólares para dar partida ao mecanismo. Na ocasião, interlocutores ligados ao projeto projetaram levantar até 125 bilhões de dólares no total, combinando capital público, privado e filantrópico. A expectativa inicial prevê que governos e grandes fundações garantam os primeiros 25 bilhões, impulso considerado essencial para atrair até 100 bilhões de investidores privados.
Estrutura financeira e remuneração
Conforme detalhou Haddad, o TFFF funcionará como um fundo de investimentos: países, empresas e instituições poderão adquirir títulos, receber remuneração de mercado e destinar parte dos lucros a projetos de preservação florestal. Assim, o mecanismo busca alinhar retorno financeiro a objetivos ambientais.
O ministro citou que países pretendem anunciar aportes durante os eventos preparatórios da COP30 em Belém, marcados para esta semana. Haddad não revelará valores antecipadamente, mas informou que a Indonésia manifestou interesse em aderir. O governo brasileiro negocia ainda com outras nações e entidades filantrópicas para compor o volume desejado de recursos públicos.
Próximas etapas e novo edital do Eco Invest
Além do TFFF, Haddad confirmou o lançamento do quarto edital de leilão do programa Eco Invest, iniciativa voltada a atrair capital estrangeiro para empreendimentos sustentáveis de longo prazo. O anúncio será feito em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Criado no ano passado, o Eco Invest usa editais periódicos para selecionar projetos e direcionar financiamento internacional a setores considerados verdes.


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O ministro não especificou valores nem prazos do novo edital, mas reiterou que a parceria com o BID deve ampliar o alcance do programa e reforçar a confiança de investidores institucionais.
Contexto global e repercussão esperada
A busca por financiamento para preservação florestal ocorre em meio ao debate internacional sobre responsabilidade compartilhada na proteção de biomas tropicais. Países desenvolvidos são pressionados a contribuir com recursos, enquanto nações detentoras de grandes áreas florestais cobram compensação pelos serviços ambientais prestados.
Ao definir a meta de 10 bilhões de dólares ainda em 2024, o governo brasileiro pretende demonstrar capacidade de liderança na agenda climática durante a COP30. No entanto, a efetiva transferência de recursos dependerá dos anúncios previstos para as reuniões em Belém e da confiança dos doadores na governança do fundo.

Imagem: Internet
O Ministério da Fazenda não divulgou detalhes sobre critérios de aplicação dos recursos nem prazos para a liberação de financiamentos a projetos específicos. Também não houve confirmação de quais países, além da Indonésia, sinalizaram valores ou datas para os aportes.
Perspectiva para investidores e governos
Com a estrutura de títulos remunerados, o TFFF busca tornar-se atrativo tanto para governos quanto para gestores de fundos de pensão, seguradoras e empresas interessadas em metas de neutralidade de carbono. A intenção é oferecer retorno alinhado ao risco de mercado, enquanto parte dos ganhos é redirecionada à conservação.
Nos bastidores da COP30, há expectativa de que o compromisso brasileiro estimule iniciativas semelhantes em outras regiões. Organizações multilaterais observam o desempenho do fundo como possível modelo para combinar política ambiental e atração de capital privado.
Até aqui, o governo brasileiro mantém a previsão de que os primeiros desembolsos do TFFF ocorram após o atingimento da meta de 25 bilhões de dólares em contribuições iniciais. Esse patamar serviria como gatilho para atrair as fatias subsequentes de recursos privados.
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Em resumo, Brasília projeta captar 10 bilhões de dólares em doações governamentais para o TFFF ainda neste ano, fortalecer o programa Eco Invest e usar a COP30 como palco para novos anúncios. Continue acompanhando nossas publicações e receba alertas sobre políticas de preservação, economia verde e investimentos sustentáveis.
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