geraldenoticias 1762252115

Boulos ataca Operação Contenção e ignora apreensão de mais de 100 armas no Rio

Política

Brasília, 04 de novembro de 2025 — O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), classificou a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, como “demagogia com a vida das pessoas”. A declaração foi feita na noite de segunda-feira (3) durante um jantar do Grupo Esfera, em Brasília.

Declaração durante evento fechado

Diante de empresários e políticos, Boulos afirmou que o combate ao crime organizado necessita ser “firme e inteligente”, mas acusou as forças de segurança fluminenses de transformarem a ação em espetáculo. O ministro está licenciado do mandato de deputado federal para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência.

Ao criticar a operação, Boulos não mencionou os números de apreensões: 113 suspeitos detidos e mais de 100 armas retiradas de circulação. Tampouco citou a participação de quatro policiais mortos durante os confrontos.

Operação Contenção: números e controvérsias

Deflagrada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, a Operação Contenção terminou com 117 civis mortos e 113 prisões. O saldo incluiu a recolha de fuzis, pistolas e munições em quantidade ainda não detalhada oficialmente, mas superior a uma centena de armas. O Comando da PM informou que o objetivo era sufocar quadrilhas responsáveis por ataques recentes a civis e agentes públicos.

Grupos de esquerda, entre eles o PSOL, apontam possível uso desproporcional da força e pedem investigação sobre violações de direitos humanos. Já entidades de apoio às vítimas da criminalidade defendem o trabalho policial e ressaltam a quantidade de armamento apreendido como indicativo da periculosidade dos alvos.

Participação federal foi descartada

Boulos também disse que o governo federal não foi avisado sobre a ofensiva e, portanto, não pôde oferecer “ações de inteligência”. A narrativa foi parcialmente desmentida durante entrevista coletiva do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O chefe da PF revelou que a superintendência do órgão no Rio foi convidada a participar, mas recusou alegando falta de competência legal para atuar em operações estaduais.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, interrompeu a apresentação de Rodrigues e esclareceu que qualquer comunicado deveria ocorrer “em nível de ministério”, mediante ofícios ou ligações diretas entre autoridades de primeiro escalão.

Pressão contra tipificação do crime organizado

Enquanto o debate sobre a operação prossegue, o Palácio do Planalto articula para barrar proposta da oposição que classifica o Comando Vermelho como organização terrorista. No estado de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende medida semelhante contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A tipificação elevaria penas e facilitaria bloqueio de ativos dos chefes das facções.

STF acompanha a crise

O ministro Alexandre de Moraes assumiu a relatoria da ADPF das Favelas (nº 635) após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Na segunda-feira, Moraes esteve no Rio de Janeiro para reuniões reservadas com autoridades locais, em busca de informações sobre a atuação policial. A ADPF questiona operações em comunidades do estado e já resultou em restrições às ações durante a pandemia de covid-19.

Reações políticas

Líderes de oposição no Congresso criticaram a postura do governo federal, que, segundo eles, tenta “lavar as mãos” sobre a violência no Rio ao negar participação prévia na Operação Contenção. Parlamentares favoráveis à tipificação do crime organizado como terrorismo consideram a declaração de Boulos um “ataque à polícia” que deslegitima o esforço das forças de segurança.

Já aliados do PSOL reforçam a necessidade de protocolos mais rígidos para reduzir o número de mortes civis em operações. Eles defendem suspensão de verbas federais a estados que não apresentem planos de redução da letalidade policial.

O impasse evidencia a divisão entre governos estaduais preocupados com o avanço de facções e setores do Executivo federal que priorizam a agenda dos direitos humanos. A discussão também deve influenciar o andamento da proposta que amplia a colaboração das Forças Armadas em missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), criticada por oposicionistas por “terceirizar” responsabilidades ao Exército.

De um lado, as forças de segurança comemoram a apreensão recorde de armamentos; de outro, integrantes do governo e partidos de esquerda contestam o método. Enquanto isso, moradores das áreas conflagradas aguardam definições que tragam segurança e respeito às garantias individuais.

Para acompanhar outras discussões sobre segurança pública e desdobramentos políticos, visite a seção Política do Geral de Notícias.

Resumo: Guilherme Boulos classificou a Operação Contenção como demagógica, apesar das 113 prisões e da apreensão de mais de 100 armas. A reação gerou embate com as forças de segurança e reacendeu o debate sobre classificar facções como terroristas. Acompanhe nossas atualizações e fique informado sobre o impacto dessas decisões em todo o país.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!