Rio de Janeiro, 4 nov. 2025. Uma operação conjunta das forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho resultou na apreensão de 96 fuzis, coletes balísticos e fardas militares. O sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Heber Carvalho da Fonseca, morto em confronto, foi sepultado na capital fluminense sob aplausos espontâneos da população durante o cortejo.
Resultados da operação e logística de entrada de armas
A ação, planejada pelo governo estadual, cumpriu mandados judiciais de prisão e busca e apreensão em comunidades controladas pela facção. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, todos os alvos estavam armados e usavam equipamento tático quando foram localizados. Os fuzis apreendidos, em sua maioria de fabricação estrangeira, entraram no país por fronteiras terrestres e fluviais, responsabilidade de órgãos federais de fiscalização.
Relatório preliminar aponta que quase metade dos criminosos mortos não possuía residência fixa no estado, indicando que as comunidades cariocas têm servido de refúgio para integrantes de facções de outras unidades da federação.
Interferência do STF e ausência de blindados federais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deslocou-se ao Rio de Janeiro para solicitar explicações ao governador sobre a operação. O Ministério Público do Estado ainda não havia provocado o STF quando o magistrado decidiu verificar pessoalmente a execução das ordens judiciais.
A visita ocorre após decisões anteriores da Corte que restringiram incursões policiais em comunidades durante horários determinados, o que, segundo autoridades estaduais, fortaleceu áreas consideradas “santuários” do crime. A falta de blindados federais também foi mencionada: veículos cedidos a outros estados não foram disponibilizados para a ação no Rio.
Declarações do Executivo federal e Garantia da Lei e da Ordem
Em discurso recente, o presidente da República atribuiu a criminalidade de traficantes ao “ciclo de consumo” dos usuários de drogas, classificando-os como vítimas sociais. Até o momento, não houve pronunciamento oficial de condolências às famílias dos agentes de segurança mortos durante a operação.


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Paralelamente, o governo federal autorizou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para a Conferência do Clima (COP) em Belém, no Pará, contrariando promessa anterior de não utilizar o dispositivo constitucional. A decisão destaca-se porque, na foz do Rio Amazonas, o mesmo Comando Vermelho controla rotas fluviais estratégicas no trecho conhecido como Solimões.
Apoio popular e dados de opinião
Pesquisas realizadas após a operação indicam apoio majoritário às forças de segurança. Levantamentos de institutos nacionais apontam que entre 60% e 70% da população brasileira aprova a ação; em zonas diretamente afetadas, o índice chega a 87,6%, conforme pesquisa AtlasIntel.

Imagem: André Coelho
O velório do sargento Fonseca destacou essa reação popular: moradores de diferentes bairros saíram às ruas, sem convocação prévia, para homenagear o policial. Analistas eleitorais observam que as manifestações podem influenciar o debate público a menos de um ano das eleições gerais, que renovarão a Presidência, governadores, Câmara dos Deputados e dois terços do Senado.
Escolhas eleitorais e segurança pública
Especialistas em direito eleitoral lembram que a próxima disputa ao Senado será decisiva para processos de impeachment, pois a Casa Alta tem competência para julgar tais ações. Entidades da sociedade civil reforçam que a escolha de representantes alinhados à aplicação rigorosa da lei pode definir rumos da política de segurança nos próximos anos.
Enquanto isso, familiares de policiais reiteram pedidos por melhor aparelhamento das corporações. Organizações de classe reivindicam prioridade na aquisição de veículos blindados, equipamentos de comunicação e integração com forças federais para interceptar armamentos na fronteira.
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Resumo e convite: A operação no Rio evidenciou a eficiência do planejamento estadual, expôs fragilidades no controle de fronteiras e revelou amplo respaldo popular à ação policial. A menos de um ano das eleições, o tema segurança pública volta ao centro do debate. Fique informado, acompanhe nossas atualizações e participe, compartilhando este conteúdo em suas redes.
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