São Paulo, 04 nov 2025 – Um pronunciamento de três minutos e meio no encerramento do programa dominical de Luciano Huck, na TV Globo, colocou o apresentador no centro do debate sobre segurança pública. Ao comentar a megaoperação que resultou em 120 mortos no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Huck defendeu “força total” contra o narcotráfico, valorização da polícia e ações coordenadas entre os três níveis de governo. A fala, ainda que alinhada a medidas tradicionalmente apoiadas por setores conservadores, provocou reação imediata nas redes sociais, onde o apresentador foi rotulado de “defensor de bandido” e “hipócrita”.
Discurso direto em horário nobre
Logo no início, o comunicador lembrou ser paulista, mas residente no Rio há 25 anos. “Foi aqui que escolhemos criar nossos filhos, e é uma tristeza ver o mesmo modelo de segurança pública se repetir há décadas, sem resultados”, afirmou. Em seguida, mencionou as 120 mortes registradas na operação contra o Comando Vermelho: “Por trás desse número há 120 mães que enterraram seus filhos”. O apresentador contestou a ideia de que esses jovens nasceram inclinados ao crime, destacando a ausência do Estado e a influência de organizações criminosas.
Huck enumerou uma série de medidas que, segundo ele, precisam ser adotadas de forma conjunta. Entre elas, sufocar financeiramente facções e milícias, integrar esforços de prefeituras, governos estaduais e União, além de valorizar o trabalho policial. Ainda em tom enfático, defendeu oportunidades de estudo e emprego para moradores de áreas dominadas pelo tráfico, argumentando que “existem outros futuros possíveis” fora da criminalidade.
Reação nas redes sociais
Minutos após a exibição, postagens críticas tomaram conta de plataformas como X, Instagram e Facebook. Parte do público acusou o apresentador de “minimizar” vítimas civis do crime organizado. Outros chamaram atenção para a participação do casal Huck em campanhas progressistas recentes, apontando suposta incoerência entre o discurso de domingo e posicionamentos anteriores, como congratulações ao presidente Lula e apoio à indicação de uma ministra negra ao STF.
Ainda assim, o pronunciamento recebeu elogios pontuais de perfis que costumam defender políticas de endurecimento contra o narcotráfico. Esses usuários destacaram trechos nos quais Huck declarou acreditar “na polícia pelos seus melhores exemplos” e homenageou agentes mortos no confronto: “Saíram de casa para trabalhar e não voltaram”.
Segurança pública volta ao centro do debate
A operação citada pelo apresentador integrou uma ofensiva conjunta das polícias Civil, Militar e Federal, iniciada na última semana de outubro, para desarticular chefes do Comando Vermelho e recuperar fuzis, munições e blindados artesanais. Após 48 horas de ação, o balanço oficial indicou 120 suspeitos mortos, 4 policiais caídos em serviço, 16 veículos apreendidos e 2,3 toneladas de drogas recolhidas.


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A repercussão do discurso de Huck sinaliza a relevância do tema para a opinião pública. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança apontam que o Rio registrou 4.167 homicídios em 2024, crescimento de 9 % em relação ao ano anterior. O aumento reforça pressões por estratégias de combate direto às facções, combinadas a políticas sociais capazes de reduzir a influência do crime em áreas carentes.
Implicações políticas e midiáticas
Analistas observam que manifestações de figuras televisivas em horário nobre costumam alcançar públicos que raramente acompanham discussões legislativas ou relatórios técnicos. A fala do apresentador expôs divergências sobre a forma de enfrentar o crime organizado: de um lado, a defesa do emprego legítimo da força; de outro, críticas ao número de mortos e à ausência de garantias processuais.

Imagem: Reprodução
Nos bastidores, congressistas de partidos alinhados à pauta da segurança pública comemoraram a adesão de um nome popular à defesa do fortalecimento policial. Já setores progressistas classificaram o discurso como simplista, argumentando que “falta um debate mais profundo sobre desigualdade social”.
Próximos passos
Nos próximos dias, organizações da sociedade civil pretendem cobrar esclarecimentos do governo estadual sobre protocolos da operação. Paralelamente, entidades ligadas a policiais buscam apoio para projetos de valorização salarial e aquisição de equipamentos de última geração. Embora não haja previsão de novo pronunciamento, produtores do programa dominical avaliam a possibilidade de criar quadros periódicos sobre cidadania e segurança.
O episódio evidencia, mais uma vez, que discussões sobre violência urbana tendem a escalar rapidamente no ambiente digital, sobretudo quando envolvem personagens de grande alcance midiático. A intensidade das reações indica que o público segue polarizado entre visões de tolerância zero e abordagens focadas em prevenção social.
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Em síntese, o discurso de Luciano Huck reforçou demandas por um combate firme ao narcotráfico, valorizou o trabalho policial e cobrou presença efetiva do Estado em comunidades vulneráveis. Siga conosco e receba as próximas notícias sobre segurança pública e política nacional.
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