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Girão aponta manobra do governo e do PSD para controlar CPI do Crime Organizado

Política

Brasília, 5 nov. 2025 – O senador Eduardo Girão (Novo-CE) renovou as críticas ao Palácio do Planalto e ao PSD pela composição da recém-instalada Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. Segundo o parlamentar, o governo federal articulou mudanças de última hora entre titulares e suplentes para garantir a eleição do senador Fabiano Contarato (PT-ES) à presidência, esvaziando, assim, a autonomia investigativa pretendida pela oposição.

Disputa pelo comando da CPI

O pedido de investigação foi apresentado por Girão em 2022, após reunir mais de 30 assinaturas, mas permaneceu parado na mesa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por quase dois anos. A ofensiva voltou a ganhar fôlego depois da Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro e considerada uma das maiores ações policiais contra o tráfico de drogas no estado. O episódio, que resultou em mortes de agentes de segurança e de criminosos, evidenciou o domínio territorial de facções e reacendeu o debate sobre a presença do crime organizado em órgãos públicos.

Com a CPI finalmente instalada, a oposição tentou emplacar um nome independente na presidência, mas perdeu por um voto. Segundo Girão, esse resultado foi consequência de trocas regimentais promovidas pelo PSD minutos antes da votação. “Foi um assalto político: tiraram a comissão da oposição para blindar o governo”, declarou. Para ele, a medida compromete o equilíbrio interno, já que a relatoria também ficou nas mãos de um aliado do Planalto.

Críticas ao STF e ao Senado

Girão voltou a direcionar críticas ao Supremo Tribunal Federal, em especial ao ministro Alexandre de Moraes. O senador sustenta que a Corte acumula funções que extrapolam o papel constitucional e atribui ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (União-AP), a responsabilidade por não dar andamento a mais de 80 pedidos de impeachment de magistrados. “O Senado transformou-se em escudo do Supremo”, afirmou.

Para Girão, a convergência de interesses entre governo, PSD e parte do Judiciário enfraquece iniciativas de investigação. Ele aponta como exemplo a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social. Mesmo diante de indícios de envio de recursos ao exterior, convocações consideradas essenciais pela ala oposicionista têm sido barradas pela maioria governista.

Operação Contenção impulsiona debate sobre segurança

A repercussão da operação policial no Rio de Janeiro expôs a tensão entre forças de segurança e organizações criminosas. Para Girão, a ação reforça a necessidade de apurar a infiltração de facções em contratos públicos, nos sistemas penitenciário e de transporte, bem como a participação de milícias em esquemas de grilagem de terras. Embora a CPI tenha sido criada sob esse argumento, o senador teme que a nova configuração transforme as sessões em “encenação sem resultados concretos”.

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Expectativa da oposição

Mesmo diante da derrota na escolha da mesa diretora, Girão promete insistir na aprovação de requerimentos de quebra de sigilos, convocações de autoridades estaduais e federais e acesso a relatórios de inteligência das polícias. O parlamentar também defende a convocação de dirigentes de empresas de logística e de telecomunicações para explicar a suposta colaboração involuntária no transporte de entorpecentes e na comunicação entre criminosos.

Em pronunciamento no plenário, o senador reiterou que poderá abandonar os trabalhos caso considere que a CPI virou “teatro político”. “O povo não suporta mais falsas expectativas; se não houver independência, não participarei”, afirmou.

Papel do PSD na articulação

O PSD possui a segunda maior bancada do Senado e vem atuando como pilar de sustentação do governo. A sigla detém a presidência da Casa, com Rodrigo Pacheco, e o comando da Comissão de Assuntos Econômicos, espaços estratégicos para a agenda do Planalto. No caso da CPI do Crime Organizado, a legenda substituiu dois senadores próximos à oposição por nomes alinhados ao governo momentos antes da eleição interna, ação que garantiu maioria simples ao PT e seus aliados.

Próximos passos

A primeira reunião de trabalho está prevista para a próxima semana. Nela, serão apresentados os requerimentos iniciais e definido o plano de trabalho. A oposição tentará incluir visitas às regiões Norte e Sudeste, onde facções como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital ampliaram atividades ligadas ao tráfico internacional.

Girão e outros parlamentares conservadores pretendem protocolar voto em separado caso identificarem tentativas de limitação do escopo de investigação. Eles também avaliam recorrer ao Supremo Tribunal Federal para questionar eventuais obstruções regimentais, apesar das críticas frequentes ao ativismo da Corte.

O desenrolar desses embates sinaliza mais um capítulo de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com reflexos diretos na pauta de segurança pública.

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Em síntese, a CPI do Crime Organizado instalou-se após pressão popular, mas já nasce sob suspeita de captura pelo governo e seus aliados. Resta saber se a oposição conseguirá manter o foco investigativo. Siga nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate sobre segurança pública e responsabilidade institucional.

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