São Paulo, 05 de novembro de 2025 – Mais da metade dos consumidores no País admite ter desembolsado dinheiro em produtos ou serviços movidos pela lembrança de tempos que não voltam. A constatação vem de um levantamento nacional conduzido pela PiniOn, que ouviu 1.543 brasileiros em setembro deste ano e verificou que 56,8% já compraram motivados por recordações do passado.
Compras guiadas pela memória afetiva
O estudo mostra que o apelo nostálgico deixou de ser recurso pontual para se consolidar como ferramenta recorrente nas estratégias de mercado. Entre os participantes, 44,4% revelaram sentir nostalgia de forma intensa no dia a dia; mulheres e moradores da região Norte lideram essa avaliação.
A diretora-executiva da PiniOn, Talita Castro, afirma que a nostalgia “conecta passado e presente” ao reforçar sentimentos de pertencimento. De acordo com a pesquisa, oito em cada dez entrevistados (80,3%) compraram algo que desejavam na infância ou adolescência somente na fase adulta. No recorte masculino, o percentual sobe para 85,5%, indicando que o ato de adquirir um item pendente no imaginário juvenil também representa realização pessoal.
O que desperta a saudade do consumidor
Músicas antigas e trilhas sonoras destacam-se como o principal gatilho nostálgico (34,3%), seguidas por programas de TV, séries e filmes clássicos (40,4%). Questionados sobre a emoção atrelada ao sentimento, 62,3% apontaram a saudade, enquanto 22,6% definiram a nostalgia como mistura de alegria com saudade.
Na prática, produtos físicos concentram a maior parte das compras guiadas por lembranças. Brinquedos e jogos retrô ocupam a primeira posição (37,1%), enquanto roupas e acessórios inspirados em décadas passadas aparecem em segundo lugar (26,1%). Relançamentos de comidas e bebidas que marcaram gerações vêm logo depois, com 24,3%.
Impacto direto nas estratégias de marca
Para 45% dos consultados, o uso de referências ao passado eleva a disposição de compra. As redes sociais despontam como principal ambiente para essa comunicação (56,1%), seguidas por TV e cinema (29,7%). Entre os formatos que mais influenciam, comerciais antigos adaptados lideram (36,9%), reprises de novelas somam 24,9% e regravações de músicas icônicas respondem por 21,2% — esta última preferência é maior na classe A.


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A pesquisa identifica ainda interesse latente do público por relançamentos: 20,7% gostariam de ver de volta alimentos consumidos na infância ou adolescência. Séries de televisão, novelas e brinquedos clássicos também compõem o rol de desejos.
Dados metodológicos
O levantamento foi realizado exclusivamente pelo aplicativo móvel da PiniOn, em setembro de 2025, abrangendo moradores das cinco regiões do País. A amostra de 1.543 entrevistados foi ponderada para representar o perfil nacional de idade, gênero e localidade.

Imagem: Internet
Os números indicam que revisitarem memórias coletivas não apenas cria laços emocionais, como também movimenta cadeias produtivas diversificadas — de entretenimento a alimentos. Para empresas interessadas em ampliar mercado, compreender como e onde o consumidor deseja reviver o passado torna-se diferencial competitivo.
Se você acompanha temas ligados a comportamento e deseja aprofundar-se nos reflexos da nostalgia sobre decisões de compra, vale conferir outras análises disponíveis em nossa editoria de Política, onde o impacto das tendências sociais na formulação de políticas públicas também é discutido.
Em síntese, o sentimento nostálgico firma-se como motor relevante do consumo nacional, oferecendo às marcas oportunidade concreta de engajamento ao resgatar produtos, campanhas e experiências que marcaram diferentes gerações.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:
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