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Flávio Dino suspende processos sobre Moratória da Soja e trava análise no Cade

Econômia

BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a suspensão imediata de todos os processos judiciais e administrativos que discutem a validade da Moratória da Soja, incluindo as apurações em curso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A medida vale até que o plenário da Corte julgue em definitivo o tema.

Decisão alcança instâncias judiciais e órgãos federais

O despacho atende a um pedido de tutela provisória apresentado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) dentro de uma ação que questiona dispositivos de uma lei estadual de Mato Grosso relacionada ao pacto ambiental. Com a ordem, qualquer tramitação voltada a contestar ou sustentar a legalidade da moratória permanece congelada.

Instituída há cerca de duas décadas por tradings e processadoras, a Moratória da Soja impede a compra de grãos produzidos em áreas desmatadas no bioma amazônico após julho de 2008. O compromisso é visto por seus defensores como ferramenta de preservação ambiental e de acesso a mercados internacionais. Já parte dos produtores rurais, especialmente em Mato Grosso, considera o acordo uma barreira comercial que fere a livre concorrência.

No texto da decisão, Flávio Dino afirma que, concluído o julgamento pelo STF, cada procedimento paralisado será reavaliado. Enquanto isso, recursos, investigações e processos que discutem o pacto em qualquer esfera ficam retidos.

Contexto de votações recentes no Supremo

A suspensão ocorre menos de 24 horas após o próprio STF formar maioria de 7 a 3 para confirmar a constitucionalidade de lei mato-grossense que retira benefícios fiscais de empresas signatárias da Moratória da Soja. Relator da ação, Dino votou pela legalidade da norma estadual e, no mesmo sentido, reconheceu a legitimidade do pacto privado.

Produtores rurais contestam esse entendimento. Para entidades do setor, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o acordo configura prática de cartel. O argumento é que grandes compradoras teriam trocado informações entre si e deixado de adquirir soja de agricultores que cumpriram a legislação federal, mas plantaram em áreas desmatadas após 2008.

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Cade havia avançado em investigação de concorrência

A Superintendência-Geral do Cade abriu nesta semana investigação administrativa contra executivos de empresas signatárias da moratória com base em supostas infrações à ordem econômica. Enquanto a apuração pretendia aprofundar eventuais práticas anticoncorrenciais, a decisão do STF trava o procedimento junto ao órgão federal.

Em nota, a Aprosoja MT disse respeitar a decisão de Flávio Dino, mas enfatizou confiar “na avaliação do plenário do Supremo em ratificar o trabalho técnico já desenvolvido pelo Cade”, que, segundo a entidade, reconheceu irregularidades concorrenciais no pacto.

Reações do setor e próximos passos

Para a Abiove, a suspensão reforça a posição de que a Moratória da Soja está amparada pelo ordenamento jurídico. A associação sustenta que o modelo voluntário adotado por empresas exportadoras é compatível com exigências de mercado e metas de sustentabilidade.

Do lado dos produtores, permanece a expectativa de derrubar o acordo. Representantes afirmam que os dados de desmatamento utilizados pelo setor privado extrapolam exigências do Código Florestal e criam desequilíbrio competitivo dentro do país.

Sem prazo definido para o julgamento definitivo, o impasse coloca em espera demandas de agricultores que buscam vender sua produção sem restrições e de companhias interessadas em manter políticas de rastreabilidade ambiental. A paralisação também afeta seguradoras, bancos e autoridades fiscais que utilizam o selo da moratória como referência para concessão de crédito e incentivos.

Impacto na agenda ambiental e comercial

A Moratória da Soja é vista por importadores europeus e asiáticos como garantia de origem limpa do grão brasileiro, o que influencia preços e contratos de longo prazo. Qualquer mudança na validade do pacto poderá alterar fluxos comerciais e estratégias de sustentabilidade corporativa, ampliando a disputa entre interesses econômicos e políticas de conservação.

Até a deliberação final do STF, empresas ficam sem caminho jurídico claro para assinar ou abandonar o compromisso. A decisão de Flávio Dino evidencia a centralização do debate ambiental e concorrencial no Supremo, que passa a arbitrar sobre o alcance de acordos privados em temas sensíveis à economia nacional.

Se você acompanha a repercussão das decisões do STF na vida política e econômica, vale conferir a cobertura completa em nossa seção de Política.

Em resumo, o STF colocou em compasso de espera todas as controvérsias sobre a Moratória da Soja, congelando investigações no Cade e processos judiciais país afora. A medida mantém o acordo ambiental em vigor, mas intensifica a disputa entre indústrias exportadoras e produtores rurais. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta notícia para que mais pessoas entendam os desdobramentos desse tema crucial para o agronegócio brasileiro.

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