Brasília, 5 de junho de 2025 – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que terá um encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na próxima semana, durante evento ligado ao G7 no Canadá. O foco da conversa será o tarifaço aplicado por Washington sobre diversos produtos brasileiros.
Agenda no Canadá e interlocução com Washington
Segundo declaração do chanceler, o diálogo bilateral vem ocorrendo de forma “constante” por meio de reuniões virtuais entre equipes técnicas. A etapa presencial no Canadá deverá avançar nos pontos ainda sem consenso. Apesar de o Brasil não integrar oficialmente o grupo das sete maiores economias do mundo, o governo foi convidado para participar do encontro que reunirá chefes de Estado e autoridades de alto escalão.
Vieira enfatizou que pretende “manter os contatos regulares” com Rubio para tentar reduzir ou suavizar as barreiras. O ministro é o principal articulador do Palácio do Planalto nas tratativas comerciais com os norte-americanos, consideradas estratégicas para setores exportadores nacionais.
Impacto do tarifaço sobre produtos brasileiros
As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem segmentos como aço, alumínio, produtos agrícolas específicos e manufaturados de alto valor agregado. Empresários brasileiros relatam perda de competitividade e redirecionamento de embarques para outros mercados, o que pressiona a balança comercial. Em contraponto, Washington alega necessidade de proteger empregos locais e equilibrar déficits setoriais.
O Itamaraty busca argumentos técnicos para demonstrar que o comércio bilateral pode ser fortalecido sem medidas consideradas punitivas. Nos bastidores, diplomatas avaliam opções de retaliação dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas o governo prefere solução negociada que evite escalada de tensões.
Outros pontos da pauta bilateral
Questionado sobre a possibilidade de inclusão da crise venezuelana nas discussões, o chanceler limitou-se a afirmar que o encontro com Rubio “diz respeito sobretudo às questões comerciais e tarifárias”. O governo Lula, no entanto, acompanha com atenção o quadro político em Caracas e mantém interlocução paralela com Washington nesse tema.


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Contexto econômico interno
O debate sobre tarifas ocorre em momento de pressão adicional sobre a economia brasileira. Nesta semana, o Instituto Nacional do Seguro Social assinou acordo inédito para devolução de cerca de R$ 7 milhões cobrados indevidamente em empréstimos consignados. Já o Banco Central informou a existência de R$ 10,56 bilhões “esquecidos” em instituições financeiras, valor que pode ser resgatado por cidadãos ou herdeiros após consulta ao sistema oficial.
Esses dados reforçam a necessidade de alívio externo para exportadores, visto que entrada de divisas auxilia na estabilidade cambial, no emprego e na arrecadação. A equipe econômica avalia que avanços no diálogo com os Estados Unidos teriam efeito imediato sobre setores industriais dependentes daquele mercado.

Imagem: Internet
Próximos passos e expectativas
Após a reunião no Canadá, Mauro Vieira deve apresentar relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhando possíveis concessões mútuas. Integrantes do governo avaliam que o resultado poderá influenciar decisões de investimento no país ao sinalizar segurança jurídica e acesso ampliado ao maior mercado consumidor do mundo.
Enquanto isso, entidades empresariais intensificam lobby em Brasília e em Washington. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende redução gradual das tarifas e adoção de cotas de importação mais flexíveis. Do lado norte-americano, grupos agrícolas pressionam a Casa Branca por condições equivalentes no mercado brasileiro.
Para seguir acompanhando as movimentações no cenário político e econômico, confira a seção de Política do Geral de Notícias.
Este encontro no G7 será decisivo para definir o rumo das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Caso as negociações avancem, setores industriais podem ganhar fôlego e contribuir para a recuperação interna. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a matéria para ampliar o debate.
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