Brasília, 7 de novembro de 2025 – O pastor Silas Malafaia utilizou a rede social X para reagir às críticas recebidas após comentar a disputa por vagas ao Senado em Santa Catarina. Na publicação, ele classificou como “patrulhamento” a reação de parte dos militantes de direita e afirmou que permanece livre para expressar qualquer posição política.
Postagem reforça defesa da liberdade de expressão
Horas depois de participar do programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, Malafaia escreveu que o Brasil é um país democrático e que “a liberdade de opinião é marca do Estado de Direito”. Em tom firme, o líder religioso disse existir “gente na direita pior que Alexandre de Moraes” e concluiu: “Calem a boca e parem de falar asneiras”.
A reação ocorreu porque, na entrevista, Malafaia avaliou o cenário eleitoral catarinense, onde duas cadeiras para o Senado estarão em jogo em 2026. Ele declarou ter dúvidas sobre a candidatura do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou não enxergar “algo muito bom” na hipótese.
Após a transmissão, internautas passaram a chamá-lo de “traidor” e a associá-lo, de maneira crítica, ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). O pastor contestou a rotulagem e reforçou que nenhum setor político deve cercear opiniões divergentes.
Disputa em Santa Catarina expõe divisão no campo conservador
No pleito catarinense, três nomes são cogitados: Carlos Bolsonaro, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e o senador Esperidião Amin (PP-SC). Para concorrer pelo estado, o vereador precisaria transferir seu domicílio eleitoral. O ex-presidente Jair Bolsonaro apoia, até o momento, a candidatura do filho.
Carol de Toni, por sua vez, avalia migrar para o partido Novo a fim de garantir espaço na chapa, já que a chegada de Carlos ao PL-SC poderia limitar suas chances. Esperidião Amin, senador em exercício, mantém conversas com lideranças do Progressistas para disputar a reeleição.


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A tensão se intensificou quando a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) afirmou que a eventual filiação de Carlos ao diretório catarinense retiraria Carol de Toni da corrida interna. O vereador rebateu, acusando Campagnolo de propagar informação falsa. A parlamentar respondeu mencionando convites que Carol vem recebendo de outras legendas.
Opiniões de aliados reforçam debate sobre chapa “mais à direita”
O advogado Jeffrey Chiquini, também pré-candidato ao Senado, mas pelo Paraná, considerou legítima a discussão. Para ele, a formação ideal em Santa Catarina seria uma dupla “mais firme na defesa da liberdade”, citando Carol de Toni e Carlos Bolsonaro como a composição preferencial.
Analistas do próprio PL reconhecem que o aval final caberá a Jair Bolsonaro. O ex-presidente tem demonstrado disposição em fortalecer a presença familiar no Congresso, mas enfrenta resistências regionais. Parlamentares de Santa Catarina temem que a chegada de Carlos provoque rearranjos internos e eventuais migrações partidárias.

Imagem: Sebastião Moreira
Direita debate limites entre unidade e pluralidade
A manifestação de Malafaia ocorre num contexto em que setores conservadores cobram coesão para enfrentar a esquerda em 2026. Ao mesmo tempo, vozes como a do pastor argumentam que a multiplicidade de opiniões é legítima e não deve ser sufocada por militância digital ou por disputas entre grupos.
Figuras ligadas ao PL avaliam que a divergência pública, quando conduzida com civilidade, fortalece o debate interno e evita a cristalização de candidaturas sem respaldo popular. Ainda assim, as reações nas redes mostram que parte da base não aceita questionamentos ao núcleo mais próximo da família Bolsonaro.
Próximos passos
Até o momento, nenhum dos citados oficializou pré-candidatura. O calendário da Justiça Eleitoral permite filiações ou transferências partidárias até abril de 2026. Nos bastidores, dirigentes do PL e do Novo mantêm contato com Carol de Toni, enquanto aliados de Carlos mapeiam o impacto da eventual mudança de domicílio.
Silas Malafaia, por sua vez, reiterou que continuará comentando política nacional e denunciando tentativas de cerceamento dentro ou fora da direita. Segundo o pastor, a defesa da liberdade de expressão deve permanecer como pauta central do campo conservador.
Para acompanhar outros desdobramentos sobre articulações partidárias, acesse a seção de política em geraldenoticias.com.br/category/politica.
Em síntese, o episódio evidencia a tensão entre disciplina partidária e liberdade de opinião. Continue informado e participe do debate sobre os rumos da representação conservadora nas próximas eleições.
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