O Governo do Pará definiu uma operação de grande escala para garantir a segurança da reunião de líderes que antecede a 30ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-30), marcada para novembro de 2025 em Belém. O plano, detalhado em nota oficial, prevê o emprego de cerca de 20 mil agentes das três esferas de governo e das Forças Armadas, com integração total entre os centros de comando estaduais e federais.
Distribuição das forças e comando integrado
Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil do Pará (Segup), o efetivo será composto por 10 mil policiais estaduais e municipais, 2,5 mil integrantes das polícias Federal e Rodoviária Federal e 7 mil militares das Forças Armadas. O trabalho conjunto será acompanhado em tempo real pelo Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (CESIR) e por uma Central de Escolta instalada na sede da Segup. Esses órgãos atuarão como ponto de convergência de informações, monitorando deslocamentos, acessos e possíveis ameaças durante todo o período do evento.
O modelo segue o padrão adotado em operações recentes de grande porte, como o encontro do G20 e as reuniões do bloco BRICS no Rio de Janeiro. O objetivo é garantir pronta resposta a incidentes, otimizar o emprego de recursos e evitar sobreposição de tarefas. Todas as ações ficarão registradas em sistemas de monitoramento, possibilitando auditoria posterior e aprimoramento de protocolos.
Garantia da Lei e da Ordem estendida
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que autoriza a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) entre 2 e 23 de novembro de 2025 em Belém. O pedido partiu do governador paraense, Helder Barbalho (MDB), que solicitou apoio da União para reforçar a segurança da capital durante o encontro preparatório e a COP-30 propriamente dita. Com a GLO, as Forças Armadas ganham poder de polícia em áreas e situações definidas, atuando na proteção de delegações estrangeiras, chefes de Estado e representantes da sociedade civil.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a presença militar seguirá em coordenação com os demais órgãos de segurança pública. Na prática, Exército, Marinha e Aeronáutica ficarão responsáveis pela segurança perimetral de locais estratégicos, escolta de autoridades, patrulhamento de vias de acesso e pronta intervenção contra ameaças de maior complexidade. A Polícia Federal cuidará de investigações e inteligência, enquanto a Polícia Rodoviária Federal reforçará barreiras viárias e fiscalização de cargas e veículos.
Estrutura tecnológica e monitoramento 24 horas
O Governo do Pará informou que todos os deslocamentos de chefes de Estado serão acompanhados por sistemas de georreferenciamento instalados nos veículos oficiais. Imagens de câmeras fixas, drones e helicópteros serão transmitidas para o CESIR, onde analistas avaliarão em tempo real qualquer alteração de rota ou indício de risco. A Central de Escolta, por sua vez, concentrará dados de comitivas, trajetos, horários e necessidades especiais, garantindo comunicação direta entre motoristas, batedores e salas de situação.


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Para minimizar impactos no trânsito local, a prefeitura de Belém elaborou plano de mobilidade que prevê restrições temporárias de circulação em alguns corredores, além de rotas alternativas para a população. O cronograma de bloqueios será divulgado com antecedência, evitando surpresas para moradores, comerciantes e turistas.
Cooperação entre esferas e legado para a segurança pública
A integração entre União, Estado e município foi destacada pela Segup como fundamental para o êxito da missão. Além de garantir a proteção imediata das delegações, o governo estadual aposta na modernização do parque tecnológico de vigilância, que ficará como legado permanente para a segurança pública paraense. A instalação de câmeras de alta definição, centrais de comando digitalizadas e softwares de análise de dados deve reforçar o combate ao crime organizado após o término do evento climático.

Imagem: Internet
Outra frente considerada estratégica é a capacitação de efetivos locais. Policiais civis e militares participarão de treinamentos em protocolos internacionais de escolta, atendimento a incidentes CBRN (químico, biológico, radiológico e nuclear) e gestão de multidões. O intercâmbio deve elevar o padrão operacional da tropa, alinhando-a aos requisitos de grandes eventos mundiais.
Próximos passos e cronograma
Nos próximos meses, equipes técnicas concluirão vistorias em locais de hospedagem e centros de convenções, definindo perímetros de segurança e credenciamento de pessoal. Também serão testados sistemas de comunicação e contingência para eventuais falhas de energia ou conexões. Até julho de 2025, a previsão é que o plano esteja 100% validado e pronto para execução.
Autoridades esperam que o esquema robusto transmita confiança às comitivas internacionais e minimize contratempos logísticos. Embora o Pará ainda enfrente desafios em infraestrutura, a presença reforçada de forças federais e a adoção de protocolos padronizados tendem a reduzir vulnerabilidades e projetar imagem positiva da capital paraense no cenário global.
Para acompanhar outras medidas de segurança preparatórias para grandes eventos políticos, consulte a seção de Política do portal, atualizada diariamente.
O plano de 20 mil agentes, apoiado pela GLO, demonstra alinhamento entre governos e Forças Armadas para proteger líderes mundiais e assegurar a ordem em Belém. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro de todos os desdobramentos.
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