Um levantamento de fatos divulgados entre 2022 e 2025 reforça a suspeita de que figuras e órgãos ligados ao atual governo mantêm proximidade com o Primeiro Comando da Capital (PCC), principal facção criminosa do país. As informações ganham relevância depois de setores da esquerda acusarem o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de favorecer o crime organizado por meio de um vídeo sobre doações via PIX, conteúdo que ultrapassou 336 milhões de visualizações no Instagram.
Acusações contra o deputado e a reação
A polêmica começou após a Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025. Militantes e influenciadores alinhados ao PT alegaram que o vídeo de Nikolas teria servido de inspiração para canais de financiamento do PCC. Até o momento, porém, nenhuma investigação oficial apontou ligação entre o material publicado pelo parlamentar e ações da facção. A própria imprensa tradicional registrou a ausência de provas que sustentem a narrativa.
Enquanto isso, o deputado apresentou uma série de registros que colocam integrantes do governo e partidos de esquerda na mira do debate. Entre eles, contratos públicos, visitas a comunidades controladas pelo tráfico e orientações eleitorais emitidas de dentro dos presídios.
Contador suspeito de lavar R$ 16 milhões para a facção
Reportagens de 2022 revelaram que um contador, prestador de serviços ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e a um de seus filhos, era investigado por lavar R$ 16 milhões em prêmios de loteria para o PCC. O profissional e sua esposa “ganharam” 55 vezes na loteria apenas em 2021. Em depoimento, ele próprio admitiu ter atendido um dos principais traficantes da facção.
Visitas oficiais a redutos controlados pelo tráfico
Em 2023, ainda como ministro da Justiça, Flávio Dino visitou o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com policiais que atuam na região, a entrada de autoridades só ocorre com anuência do tráfico local. Já em junho de 2025, o presidente Lula esteve na Favela do Moinho, em São Paulo. A agenda foi articulada por uma ONG apontada em relatórios de inteligência como “ramo social” da facção paulista.
“Dama do tráfico” em Brasília com despesas públicas
Outro episódio marcante ocorreu ainda em 2025. Uma mulher classificada pela Polícia Civil como “dama do tráfico” viajou a Brasília com passagens e diárias bancadas pelo Ministério dos Direitos Humanos. Na capital, ela posou para fotos ao lado dos deputados Guilherme Boulos (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG), além de circular pelo Ministério da Justiça. A criminosa foi presa em maio, após cinco meses foragida.


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Orientação de votos e diálogos captados
A influência política da facção também aparece em escutas e bilhetes interceptados. Em 2022, líderes do PCC instruíram familiares de presos a apoiar uma candidata do PT à Câmara dos Deputados; tratava-se da esposa de um detento condenado a 48 anos de prisão. Já em 2024, recados apreendidos em penitenciárias indicavam voto na chapa municipal formada por Boulos (PSOL) e Marta Suplicy (PT) para a prefeitura de São Paulo. Em outra gravação, um preso afirmou que o Partido dos Trabalhadores mantinha “diálogo cabuloso” com a organização criminosa.
Contratos públicos sob investigação
Em 4 de setembro de 2025, veio à tona que uma distribuidora de combustíveis investigada por envolvimento com o PCC possui contratos em vigência com a Presidência da República e diferentes ministérios. A revelação ocorre ao mesmo tempo em que o Planalto optou por não classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, medida defendida por parlamentares da oposição desde 2015.

Imagem: Eds Silva
Seleção das autoridades frente às suspeitas
Apesar da série de indícios, oposicionistas observam tratamento desigual nas redes sociais e na Justiça. Enquanto o conteúdo de Nikolas Ferreira foi alvo de denúncias e pedidos de remoção, não houve, até agora, sanções a perfis que propagaram acusações sem prova contra o deputado. Para críticos, essa disparidade reforça a percepção de parcialidade institucional.
Próximos passos
Nikolas Ferreira anunciou que processará autores das publicações que o associaram ao PCC. Paralelamente, deputados de centro-direita preparam novos requerimentos de informação sobre as relações do governo com entidades sob investigação. Já a base governista sustenta que as visitas e contratos seguiram protocolos legais, negando conivência com o crime organizado.
A série de episódios coloca o Palácio do Planalto em posição defensiva. Caberá às autoridades policiais e aos órgãos de controle esclarecer se houve, de fato, facilitação de atividades criminosas ou se as suspeitas se limitaram a falhas de verificação em agendas e contratos públicos.
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Em suma, os fatos reunidos questionam a narrativa de que um vídeo isolado seria responsável por fortalecer o PCC, enquanto várias evidências apontam para vínculos mais profundos entre a facção e figuras ligadas ao governo. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para que mais leitores conheçam os detalhes que cercam o tema.
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