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Foragido do 8 de Janeiro confronta Gilmar Mendes em fórum na Argentina

Política

Um dos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o brasileiro Symon Castro, interrompeu um evento comandado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes em Buenos Aires, na quinta-feira (7). Considerado foragido pelo próprio STF, Castro protestou contra as penas impostas aos réus do episódio e se declarou “refugiado político”.

Protesto diante de ministros brasileiros

O ato ocorreu durante o Fórum de Buenos Aires, organizado por Gilmar Mendes e realizado pela primeira vez fora de Lisboa, cidade que tradicionalmente recebe o encontro anual de juristas. A plateia reunia autoridades do STF, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Contas da União (TCU), que permaneceram em silêncio enquanto Castro falava.

Segundo relatos, o manifestante utilizou o microfone para criticar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre o 8 de Janeiro. “Estamos sofrendo por um crime que muitos cometeram, sim, e quem cometeu tem que pagar. Mas eu estou há três anos sem ver meus filhos”, afirmou. Ele contestou as sentenças que variam de 14 a 17 anos de prisão, alegando inexistência de provas de sua entrada nas sedes dos Três Poderes.

Castro declarou que pretendia se dirigir a Moraes, ausente no evento, mas aproveitou a presença de Gilmar Mendes para expressar sua insatisfação. Momentos antes, ele chegou a tirar uma selfie com o ministro nos corredores do local.

Cartazes, apelos internacionais e retirada pela segurança

Além de Symon Castro, outros dois brasileiros também considerados foragidos, Daniel Luciano Bressan e Claudiomiro Rosa Soares, compareceram ao fórum. O trio exibiu cartazes com mensagens de “SOS Trump” e “SOS Milei”, solicitando apoio dos presidentes Donald Trump (Estados Unidos) e Javier Milei (Argentina). Em uma das faixas, a foto de Moraes aparecia acompanhada da palavra “ditador”.

Após alguns minutos de pronunciamento, seguranças retiraram Castro do auditório. Em vídeo que circula nas redes sociais, ele reage afirmando: “Se o próprio juiz não falou nada, não são vocês que têm que falar”. Nenhum incidente físico foi registrado.

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Horas antes, os três brasileiros haviam postado fotos mostrando suas credenciais oficiais do evento e faixas estendidas em uma ponte próxima ao local, com frases como “Somos brasileiros perseguidos”. Eles afirmam ter realizado a inscrição no fórum usando nomes verdadeiros, o que lhes deu acesso ao público seleto de magistrados e acadêmicos.

Julgamento marcado no STF

O processo de Symon Castro no Supremo está agendado para ocorrer entre 14 e 25 de novembro. Até lá, ele segue fora do Brasil e se apresenta como vítima de perseguição política. As ações penais do 8 de Janeiro são conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, que tem aplicado penas severas aos condenados, inclusive a autores que não ingressaram nos prédios depredados, mas teriam participado de organização ou incentivo às invasões.

Enquanto a defesa alega falta de provas materiais, a Corte sustenta que os réus integraram “organização criminosa” voltada a atacar as instituições democráticas. O STF não comenta manifestações individuais realizadas fora do território nacional.

Fórum de Buenos Aires prossegue

Apesar do incidente, o Fórum de Buenos Aires manteve a programação prevista e segue até esta sexta-feira (8). O encontro discute temas de direito constitucional, relações internacionais e jurisprudência comparada, contando com a presença de juristas da América Latina e da Europa.

Gilmar Mendes não se pronunciou publicamente sobre a interrupção. Já entre os participantes, a avaliação é de que o episódio expôs a polarização ainda acentuada em torno dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.

Para o leitor que acompanha a cobertura sobre o embate entre investigados e Supremo, vale conferir outras reportagens na seção de política do portal https://geraldenoticias.com.br/category/politica, onde detalhes dos julgamentos e desdobramentos legislativos são atualizados diariamente.

Em síntese, o protesto de Symon Castro evidencia a tensão persistente entre acusados dos atos de 8 de Janeiro e o STF, agora levada a um palco internacional. A movimentação de foragidos em busca de apoio externo demonstra que o tema seguirá em destaque nas próximas semanas. Acompanhe nossa cobertura e fique informado sobre os próximos passos dos processos.

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