São Paulo, 26 de setembro de 2025 – Em um mercado cada vez mais automatizado, executivos brasileiros destacam a inteligência relacional como fator decisivo para a competitividade dos negócios. A avaliação é de Laís Macedo, presidente da plataforma Future is Now, que defende o fortalecimento das interações humanas como contrapeso ao avanço acelerado dos algoritmos.
Competência estratégica além dos dados
Segundo Macedo, a inteligência relacional vai além da boa comunicação. Ela envolve empatia, escuta ativa, leitura de contexto e respeito às subjetividades — atributos que, afirma, “ainda não podem ser reproduzidos com autenticidade por nenhuma máquina”. A executiva sustenta que esses elementos sustentam lideranças sólidas, reforçam culturas organizacionais e viabilizam parcerias de longo prazo.
Em seu diagnóstico, profissionais tecnicamente brilhantes encontram barreiras justamente onde a lógica dos códigos falha: feedbacks delicados, gestão de equipes diversas e construção de confiança. Para contornar o desafio, Macedo recomenda que empresas invistam em programas de desenvolvimento focados em relações interpessoais, transformando o que antes era rotulado como soft skill em competência central.
Paradoxo da era digital
Com a inteligência artificial assumindo tarefas repetitivas, o paradoxo apontado pela especialista é claro: quanto mais processos são automatizados, maior é o valor das conexões genuínas. A core skill humana torna-se, na visão dela, diferencial competitivo tangível, sobretudo em setores que dependem de criatividade, negociação e atendimento ao cliente.
Essa constatação ecoa em áreas variadas da economia. Na indústria, gestores de plantas automatizadas reconhecem a necessidade de líderes capazes de conciliar dados de produção com diálogos transparentes junto às equipes. No varejo, marcas buscam colaboradores habilitados a compreender expectativas dos consumidores em canais híbridos — algo que, ressalta Macedo, “exige sensibilidade que vai além de relatórios de comportamento”.
Relações humanas como ativo de mercado
Macedo argumenta que, em tempos de crise, são as relações humanas que preservam acordos comerciais e amortecem conflitos. Ela cita casos recentes em que empresas, mesmo com todo aparato digital, enfrentaram danos reputacionais por falhas na comunicação interna e externa — episódios que reforçaram a urgência de práticas de escuta e diálogo estruturado.


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Para as organizações, o investimento em inteligência relacional não se limita a treinamentos pontuais. Implica políticas de reconhecimento, ambientes que estimulem a vulnerabilidade responsável e lideranças que sirvam de exemplo. “Trata-se de posicionamento estratégico”, diz a presidente do Future is Now. “É reconhecer que a tecnologia deve servir ao homem, e não substituí-lo nos aspectos que nos definem como espécie.”
O que as máquinas não entregam
A especialista lista atributos insubstituíveis: escuta que acolhe, olhar que compreende sem julgar, silêncio que respeita a dor alheia, coragem para admitir erros e capacidade de inspirar pela emoção. Embora soluções de inteligência artificial evoluam em velocidade recorde, esses atributos permanecem restritos ao universo humano.

Imagem: Internet
Empresas alinhadas a essa visão defendem equilíbrio entre eficiência tecnológica e responsabilidade social. O objetivo é evitar ambientes frios, guiados apenas por métricas, e preservar a dignidade das relações de trabalho — premissa convergente com valores conservadores de valorização da pessoa e da iniciativa privada.
Caminhos para a nova economia
Na leitura de Macedo, a nova economia será marcada por colaboração, diversidade e clareza de propósito. Quem dominar a inteligência relacional, avalia, estará um passo à frente na articulação de parcerias e na inovação compartilhada. Nesse cenário, o capital humano mantém centralidade, garantindo que decisões estratégicas não se apoiem exclusivamente em modelos matemáticos.
Para executivos e empreendedores, o recado é direto: cultivar vínculos de confiança, investir em programas de mentorias cruzadas e adotar métricas de relacionamento tão rigorosas quanto as de desempenho financeiro. Desse modo, tecnologia e humanidade caminham lado a lado, elevando padrões éticos e fortalecendo negócios sustentáveis.
Se você acompanha temas sobre liderança e políticas públicas que impactam as empresas, vale conferir outros conteúdos em nossa seção de Política, onde atualizações diárias abordam as decisões que moldam o ambiente de negócios.
Em síntese, reforçar a inteligência relacional não é apenas tendência; é medida necessária para manter a vantagem competitiva brasileira diante da expansão da inteligência artificial. Invista em pessoas, consolide relações de confiança e garanta que a tecnologia permaneça a serviço da dignidade humana.
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