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Troca de domicílio de Carlos Bolsonaro agita PL de SC e expõe disputa pelo Senado

Política

Quem: vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ)
O quê: pretende transferir o domicílio eleitoral para Santa Catarina e disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026
Quando: movimentações começaram no segundo semestre de 2025
Onde: estado de Santa Catarina, governado por Jorginho Mello (PL)
Como: decisão da executiva nacional do PL, apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro e reação imediata de lideranças locais
Por quê: falta de espaço no Rio de Janeiro, onde o senador Flávio Bolsonaro buscará a reeleição, e avaliação de que o eleitorado catarinense é majoritariamente conservador

Resistência interna no PL catarinense

O anúncio da possível candidatura de Carlos Bolsonaro desencadeou um racha inédito na estrutura estadual do Partido Liberal. Deputados, prefeitos e empresários ligados à sigla afirmam que Santa Catarina não precisa “importar” nomes de fora, argumento reforçado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiesc). A principal voz contrária vem da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), cotada há meses para a mesma disputa majoritária. Com apoio de prefeitos da região Oeste, ela vinha construindo sua pré-campanha quando recebeu da direção nacional a notícia de que o filho do ex-presidente seria lançado.

A tensão ganhou as redes sociais. A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) classificou a mudança de domicílio como “estratégia ruim” e cobrou posicionamento formal do partido. Em resposta, Carlos Bolsonaro chamou Campagnolo de mentirosa, enquanto o deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou o que considerou “insubordinação pública”. O desentendimento levou o governador Jorginho Mello a recuar do apoio antecipado a Caroline de Toni, para evitar confrontar diretamente a família Bolsonaro.

Outro ponto sensível é a aliança pretendida com o Progressistas. O senador Esperidião Amin (PP-SC) figura entre os nomes que poderão buscar a reeleição. O ex-presidente Jair Bolsonaro já sinalizou simpatia a Amin, movimento que abriria espaço para três candidaturas à direita numa mesma eleição, diluindo votos e elevando o risco de vitória da oposição.

Pesquisas mostram disputa embolada

Levantamento do Instituto Neokamp, realizado em 20 e 21 de outubro com 1.008 entrevistas, indica empate técnico entre os dois pré-candidatos do PL. Carlos Bolsonaro aparece com 22,2% das intenções de voto; Caroline de Toni marca 19,9%. O petista Décio Lima surge logo atrás, com 17,2%, seguido por Amin, que registra 14,5%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

No cenário para o segundo voto ao Senado — o pleito de 2026 abrirá duas vagas —, a diferença também é mínima: De Toni tem 20,4% e Carlos, 20,1%; Amin fica com 16,2%. Os números confirmam que nenhum nome consolidou hegemonia no eleitorado conservador catarinense, fator que pressiona o PL a encontrar uma solução consensual ou, ao menos, menos conflitiva.

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Ameaça de debandada e efeitos colaterais

Diante do impasse, aliados de Caroline de Toni estudam alternativas. A sigla Novo já teria convidado a deputada, que avalia a possibilidade de mudar de partido durante a janela de 2026, após sua licença-maternidade. Do outro lado, o senador Jorge Seif (PL-SC) ecoa o pedido de Jair Bolsonaro para que o estado “acolha” Carlos, lembrando que Santa Catarina figura entre os maiores redutos bolsonaristas do país.

Especialistas alertam que a exposição pública das divergências oferece munição à oposição. Para o professor Daniel Pinheiro, da Universidade do Estado de Santa Catarina, a imagem de um “partido de conveniência” pode custar caro nas urnas e enfraquecer não apenas as chapas ao Senado, mas também a reeleição de Jorginho Mello e candidaturas proporcionais.

Próximos passos

A mediação caberá ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O dirigente precisará equilibrar o prestígio da família Bolsonaro com a força regional de líderes que comandam bases fiéis e estruturadas. Até março de 2026, prazo final para filiações e domicílio eleitoral, o partido deverá oficializar suas chapas e pacificar o discurso.

Enquanto isso, dirigentes municipais avaliam o impacto da eventual federação entre Progressistas e União Brasil. A composição pode entregar ao governador uma base de cerca de 60 prefeitos e 600 vereadores, número expressivo para a construção de palanques e financiamentos de campanha. A presença de Carlos Bolsonaro, entretanto, reorganiza a mesa de negociações e exige novas concessões internas.

Seja qual for o desfecho, o episódio confirma o peso político de Santa Catarina para a direita nacional. O estado mantém indicadores de segurança pública acima da média brasileira e concentra eleitores que, majoritariamente, rejeitaram candidaturas de esquerda nas últimas disputas presidenciais. Essa relevância torna o território estratégico para qualquer legenda que pretenda consolidar bancada robusta no Senado.

Para acompanhar outras definições partidárias e bastidores de Brasília, acesse a seção de Política e fique por dentro das próximas movimentações.

Em síntese, a possível candidatura de Carlos Bolsonaro expõe rivalidades internas, pressiona alianças regionais e mantém o cenário indefinido a menos de um ano da formação das chapas. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão os desdobramentos que moldarão a eleição de 2026.

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