O bilionário Bill Gates, cofundador da Microsoft e figura central no debate ambiental da última década, surpreendeu ao publicar em 28 de outubro, no site pessoal Gates Notes, o artigo “Três duras verdades sobre o clima”. No texto, reconhece que o aquecimento global não trará o “fim da humanidade” e defende redirecionar recursos para ações que melhorem a qualidade de vida nos países pobres, em vez de perseguir metas de emissões de curto prazo que considera pouco eficazes.
Foco sai do apocalipse e vai para a redução da pobreza
Gates reconhece que as mudanças climáticas afetam principalmente as nações mais pobres, mas afirma que os maiores inimigos da população vulnerável continuam sendo a pobreza e as doenças. Segundo ele, insistir em previsões catastróficas desvia atenção de medidas que realmente aliviem o sofrimento humano, como infraestrutura básica, saneamento, energia confiável e acesso à saúde.
O posicionamento marca um contraste com passagens do seu livro “Como Evitar um Desastre Climático” (2021), no qual defendia cortes drásticos de emissões em escala global. Agora, o empresário propõe “concentrar-se na métrica que mais importa: melhorar vidas”.
Energia firme: aposta na fissão e na fusão nuclear
O recuo no discurso coincidiu com a defesa enfática de fontes de energia capazes de fornecer eletricidade firme para data centers de inteligência artificial e para a economia em geral. Gates destaca o papel da fissão nuclear de nova geração e mantém investimentos robustos na TerraPower, criada em 2008 para desenvolver o reator Natrium, refrigerado a sódio líquido. A previsão é iniciar operação comercial em 2030.
No campo da fusão, o empresário apoia a Commonwealth Fusion Systems, que planeja injetar energia na rede elétrica no início dos anos 2030. Outras companhias citadas por ele — Marathon Fusion, Type One Energy, Xcimer e Zap Energy — também avançam na corrida por eletricidade praticamente ilimitada. “Quem dominar a fusão removerá barreiras que hoje limitam cada setor da economia”, escreveu.
Impacto político e reação conservadora
A mudança de tom foi celebrada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou ter “vencido a guerra contra a fraude da mudança climática”. O republicano, crítico histórico de políticas ambientais restritivas, vinha desmontando subsídios e regulamentações associadas ao catastrofismo climático durante seu mandato.


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Analistas observam que a guinada de Gates coincide com o declínio do mercado de “finanças verdes” nos EUA, acelerado pelo recuo de investidores diante de retornos incertos e pelo escrutínio regulatório. Ao reconhecer limitações das fontes intermitentes, o bilionário sinaliza alinhamento a uma agenda de segurança energética baseada em geração contínua e de alta densidade, ponto defendido por setores conservadores desde a década passada.
Por que a revisão de Gates importa
1. Prioridade à realidade socioeconômica: Identificar pobreza e doenças como ameaças mais imediatas reforça a defesa de políticas de desenvolvimento, infraestrutura e crescimento econômico nos países em desenvolvimento.

Imagem: Internet
2. Energia estável para a era da IA: Data centers exigem fornecimento ininterrupto; a experiência mostra que solar e eólica não atendem sozinhas ao pico de demanda, exigindo respaldo de usinas térmicas ou nucleares.
3. Redefinição das finanças sustentáveis: Ao afastar o discurso alarmista, investidores podem realocar capital em projetos com retorno tangível, como usinas nucleares modulares, hidrovias e redes elétricas modernas.
No cenário global, o recado do fundador da Microsoft indica que a transição energética será guiada pela busca de confiabilidade, não por metas abstratas. Países com matriz hidrelétrica robusta, como o Brasil, ganham margem para diversificar sem sacrificar segurança energética.
Para quem acompanha os desdobramentos políticos, vale conferir outros conteúdos em nossa editoria de Política, onde analisamos os impactos de decisões estratégicas sobre o futuro do setor elétrico.
Em resumo, Bill Gates aponta um novo rumo: menos alarmismo e mais tecnologia sólida. Se a energia nuclear de fissão e fusão cumprir o que promete, o debate climático poderá migrar do medo para a inovação. Continue acompanhando nossas atualizações e participe da discussão sobre o modelo energético que melhor atende às necessidades do país.
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