geraldenoticias 1762956572

Inadimplência rural atinge 8,1% e pressiona bancos públicos, mostra Serasa

Econômia

O índice de inadimplência no agronegócio brasileiro alcançou 8,1% no segundo trimestre de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 2022. O levantamento considera dívidas superiores a R$ 1 mil vencidas há mais de 180 dias e até cinco anos, ligadas a financiamentos e operações agropecuárias. A alta representa avanço de 0,3 ponto percentual frente aos três primeiros meses de 2025 e de 1,1 ponto em relação ao mesmo período do ano passado, confirmando tendência de crescimento contínuo.

Escalada iniciada em 2024 mantém ritmo

O monitoramento trimestral da Serasa Experian mostra evolução gradual:

• 2º tri/24: 7,0%
• 3º tri/24: 7,4%
• 4º tri/24: 7,4%
• 1º tri/25: 7,8%
• 2º tri/25: 8,1%

Para o head de agronegócio da Serasa, Marcelo Pimenta, o aumento reflete dificuldades de fluxo de caixa acumuladas nos últimos três a quatro anos, combinadas a custos de produção mais altos, variação nos preços das commodities e encarecimento do crédito. Ele defende acompanhamento constante do perfil de risco para evitar endividamento acima da capacidade operacional.

Registro formal reduz risco de calote

Produtores sem cadastro oficial – arrendatários ou participantes de grupos familiares e econômicos – concentram a maior taxa de inadimplência, 10,5%. Em seguida aparecem grandes proprietários (9,2%), médios (7,8%) e pequenos produtores (7,6%). Segundo Pimenta, quem arrenda terras opera com margens menores, enquanto grandes produtores assumem maior risco de mercado.

Diferenças regionais reforçam disparidades

Os percentuais variam de 4,9% no Rio Grande do Sul, menor índice do país, a 19,5% no Amapá, o mais alto. Santa Catarina (5,6%) e Paraná (5,7%) completam o grupo de estados com menores níveis. Já na faixa acima de 10% figuram Mato Grosso (10,1%), Rondônia (10,2%), Pernambuco (10,4%), Maranhão (10,7%) e outros 11 estados, demonstrando contraste entre regiões produtoras.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Fontes de crédito mostram efeitos distintos

Quando analisadas as origens do endividamento, 7,2% das dívidas estão em instituições financeiras tradicionais. Já operações diretas com empresas da cadeia agroindustrial exibem inadimplência quase nula: 0,3% no chamado Setor Agro e 0,1% em “Outros Setores Relacionados”, que incluem serviços de apoio, seguradoras não-vida, transporte e armazenagem. O recorte indica menor risco quando o próprio mercado financia a produção.

Bancos públicos sentem a pressão

O Banco do Brasil (BB) registrou inadimplência de 4,21% em operações acima de 90 dias no primeiro semestre, contra 3% um ano antes. O lucro ajustado do segundo trimestre recuou 60% na comparação anual, para R$ 3,8 bilhões. Na Caixa Econômica Federal, a inadimplência no crédito rural subiu de 4,3% no primeiro trimestre para 7,02% no segundo, levando a instituição a restringir novas concessões.

O presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira, apontou “situações oportunistas” que teriam estimulado pedidos de recuperação judicial, prática considerada prejudicial a todo o setor. Em agosto, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, também mencionou escritórios de advocacia que estariam incentivando produtores a recorrer à Justiça, classificando a conduta como litigância abusiva.

Medidas de renegociação podem aliviar cenário

O governo federal editou medida provisória para renegociar dívidas de produtores em condições especiais e liberar R$ 12 bilhões em créditos, além de aprovar R$ 30 bilhões do Fundo Social para socorrer produtores atingidos por calamidades. Dirigentes de bancos públicos estimam que a inadimplência do agro deve começar a recuar no primeiro semestre de 2026, após atingir pico em 2025.

Mesmo com o índice recorde de 8,1%, a análise da Serasa destaca que, dentro da cadeia agroindustrial, o calote permanece abaixo de 1%. O dado reforça que a elevação se concentra sobretudo em financiamentos bancários e em produtores sem registro formal, grupos mais expostos a custos financeiros elevados e variações de mercado.

Para acompanhar outros desdobramentos econômicos que impactam o setor, leia também nossa cobertura em Política.

Resumo: a inadimplência no agronegócio atinge novo ápice, pressiona bancos públicos e expõe disparidades regionais, enquanto medidas oficiais buscam conter o avanço das dívidas. Fique informado e acompanhe as próximas atualizações.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!