O Rio de Janeiro sempre foi um estado-termômetro da política nacional. Quando o jornalista Allan dos Santos afirma que “Cláudio Castro está junto com Bolsonaro”, ele coloca um holofote sobre alianças que, na prática, podem influenciar decisões orçamentárias, segurança pública e até o futuro do PL e de partidos do centrão. Neste texto, você entenderá as motivações de cada ator, verás comparativos objetivos e receberá respostas às principais dúvidas de eleitores e observadores do mercado. A promessa é simples: ao final, você terá uma visão 360° do novo eixo Castro-Bolsonaro e de seus potenciais desdobramentos.
1. Panorama da Associação: Motivos, Benefícios e Custos
1.1 O que cada lado ganha?
Para Cláudio Castro, manter sintonia com Bolsonaro significa acesso a um eleitorado fiel e mobilizado, crucial em campanhas municipais de 2024. Já o ex-presidente fortalece sua base no segundo maior colégio eleitoral do país, preparando terreno para o pleito de 2026. Esse acordo tácito garante palanque, verbas de emendas e respaldo em pautas conservadoras, como porte de armas e redução da maioridade penal.
1.2 O preço político
Alinhar-se a um nome polarizador traz riscos. Se inquéritos avançarem contra Bolsonaro, a imagem de Castro pode sofrer, sobretudo junto ao eleitorado moderado da Região dos Lagos e da Zona Sul carioca. Além disso, partidos da base fluminense, como o PSD e o União Brasil, podem exigir mais espaço para não migrar ao campo de oposição.
• 2022: Castro é reeleito com 58,67% dos votos.
• Jan/2023: Bolsonaro se instala temporariamente nos EUA.
• Abr/2023: Encontro reservado no Rio.
• Set/2023: Aliança se torna pública via Allan dos Santos.
• 2024: Eleições municipais sob nova configuração.
2. Dinâmica do Poder no RJ: Grupos de Influência Interna
2.1 Assembleia Legislativa (Alerj) e milhas partidárias
A Alerj possui 70 deputados, dos quais 25 estão alinhados ideologicamente ao bolsonarismo. Castro depende de, no mínimo, 36 votos para aprovar projetos de lei de impacto fiscal, como concessões de ICMS. Ao reforçar laços com Bolsonaro, ele amplia a fidelidade de parlamentares do PL e do Republicanos, garantindo maioria temática.
2.2 Prefeituras-chave em 2024
Bolsonaro quer usar cidades estratégicas — Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói — como vitrines para sua narrativa de “gestão eficiente”. Em troca, Castro recebe apoio articulado para candidaturas ligadas a sua base, assegurando capilaridade nos 92 municípios fluminenses.


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“Quem controla os municípios controla o debate estadual. A aliança Castro-Bolsonaro cria um cinturão eleitoral que atravessa a Baixada Fluminense e chega ao Norte Fluminense.”
— Prof.ª Carla Barbosa, cientista política da UERJ
3. Repercussão Econômica: Investimentos e Agenda Fiscal
3.1 O Regime de Recuperação Fiscal (RRF)
O Rio aderiu ao RRF em 2021, comprometendo-se com cortes e metas de superávit até 2030. Bolsonaro, quando presidente, flexibilizou regras, permitindo alongamento da dívida. Castro espera que eventual retorno de Bolsonaro ao Planalto facilite nova renegociação, liberando R$ 9 bi para infraestrutura.
3.2 Impacto em obras emblemáticas
Projetos como o Arco Metropolitano 2 e a ampliação da Linha 2 do Metrô dependem de aportes federais. A parceria política serve de “atalho burocrático”, segundo técnicos da Secretaria da Casa Civil. Em contrapartida, há críticas de que tal alinhamento seletivo cria desigualdade federativa, deixando estados com outra orientação ideológica em segundo plano.
| Projeto | Investimento Estimado | Status 2023 |
|---|---|---|
| Arco Metropolitano 2 | R$ 3,2 bi | Estudos de viabilidade |
| Linha 2 – Botafogo/Gávea | R$ 1,4 bi | Licenciamento ambiental |
| Despoluição da Baía | R$ 2,0 bi | Fase 1 concluída |
| Hospital da Região Serrana | R$ 450 mi | Projeto executivo |
| PAC Favelas RJ | R$ 800 mi | Aguardando repasse |
4. Segurança Pública: Entre Resultados e Narrativas
4.1 Indicadores recentes
De janeiro a agosto de 2023, o estado registrou redução de 8% em homicídios dolosos, mas aumento de 12% em roubos de carga, segundo o ISP-RJ. A gestão Castro investiu R$ 250 mi em câmeras corporais, enquanto Bolsonaro tradicionalmente defende o “ciclo completo de polícia” e maior flexibilização ao uso de força letal.
4.2 Convergências e divergências
- Convergência: política de tolerância zero às milícias rivais ao governo.
- Divergência: câmeras nos uniformes — Bolsonaro vê “inibição da ação policial”.
- Convergência: maior integração PRF-PMERJ em operações em rodovias.
- Divergência: controle externo do Ministério Público sobre letalidade.
- Convergência: liberação de emendas para compra de fuzis e blindados leves.
• Homicídios dolosos: 1.532 (-8%)
• Roubos de veículos: 12.410 (-4%)
• Roubos de carga: 1.967 (+12%)
• Autos de resistência: 481 (-2%)
Fonte: Instituto de Segurança Pública – RJ
5. Perspectiva Eleitoral: Cálculo de Risco para 2024 e 2026
5.1 As 7 peças-chave da estratégia
- Consolidar prefeitos aliados em 50+ municípios.
- Lançar candidatos bolsonaristas a vereador em capitais.
- Aprovar obras simbólicas até junho de 2024.
- Reforçar presença digital conjunta nas redes sociais.
- Neutralizar investigações da CPI das Milícias.
- Buscar novas filiações de deputados do PSD e do PP.
- Articular bancada fluminense pró-Bolsonaro na Câmara Federal.
5.2 Risco vs. Retorno
Pesquisas internas, vazadas à imprensa, mostram que 38% dos eleitores fluminenses apoiam “fortemente” Bolsonaro; 27% rejeitam integralmente. O risco, portanto, concentra-se no voto independente, que decide governadores e senadores. Caso a reprovação ao ex-presidente suba, Castro pode ser arrastado. A equação risco/retorno é analisada semanalmente por marqueteiros contratados, segundo revelou o portal Jota.
Em agosto/2023, 44% dos cariocas declararam “poder mudar de voto até a véspera”. Esse grupo valoriza resultados em transporte, saúde e empregos, áreas em que Castro promete avanços mediante verbas federais garantidas por Bolsonaro.
6. Vozes da Sociedade Civil e do Mercado
6.1 Empresariado
A Firjan vê com bons olhos o fluxo de investimentos prometido. Em reunião fechada, executivos da construção pesada defenderam que “qualquer governo que traga previsibilidade é bem-vindo”. Porém, startups do Porto Maravalley alertam para possível fuga de investidores estrangeiros se a imagem do estado ficar atrelada a discursos considerados antidemocráticos.
6.2 Terceiro setor e academia
ONGs ambientais criticam a possível flexibilização de licenças para acelerar obras. Já universidades públicas temem cortes em bolsas se o estado precisar contingenciar verbas para cumprir compromissos de obra. Essa tensão mostra a complexidade da equação: agradar ao capital sem alienar a ciência e a sociedade civil.
6.3 Mídia e narrativa
O vídeo de Márcio Couth viralizou em grupos de WhatsApp bolsonaristas, mas recebeu pouca cobertura na mídia tradicional. Essa assimetria reforça a tática “nicho-alvo”, priorizando comunicação direta. Enquanto isso, colunistas de jornais impressos discutem a sustentabilidade da aliança caso novas delações envolvam figuras do PL.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A parceria Castro-Bolsonaro é formal ou apenas simbólica?
Não há coligação partidária oficial, mas existe cooperação política à vista de todos: eventos conjuntos, troca de conselheiros e alinhamento de pautas legislativas.
2. Isso pode afetar repasses federais durante governo Lula?
Sim. Embora o orçamento seja impositivo, a liberação de verbas discricionárias pode sofrer atrasos ou condicionantes técnicos mais rigorosos.
3. Quais municípios podem ser “laboratórios” dessa aliança?
Os mais citados são Duque de Caxias, Petrópolis e Campos dos Goytacazes, onde há forte presença do PL e do Republicanos.
4. Como a oposição se organiza?
PSOL, PT e PDT investem em frentes suprapartidárias, priorizando pautas de transporte e habitação popular para atrair o eleitor de renda média.
5. Há risco de intervenção judicial na segurança pública do estado?
O STF monitora índices de letalidade policial e pode impor novas medidas cautelares, como já ocorreu no caso das operações em favelas durante a pandemia.
6. O RRF pode ser renegociado sem aval do Tesouro Nacional?
Não. Qualquer flexibilização exige parecer favorável da Secretaria do Tesouro e aprovação do Ministério da Fazenda.
7. Quem ganha se a aliança ruir antes de 2024?
Partidos de centro, como o MDB, que poderiam se tornar fiadores de um novo equilíbrio, capturando tanto verbas quanto eleitores avessos ao extremismo.
8. O que muda para servidores estaduais?
Planos de carreira podem avançar se a arrecadação crescer, mas o teto de gastos do RRF permanece; reajustes acima da inflação continuam improváveis até 2025.
Conclusão
- Aproximação oferece palanque robusto para 2024.
- Riscos envolvem investigações federais e rejeição moderada.
- Economia pode ganhar fôlego com obras, mas depende do RRF.
- Segurança pública ainda é ponto sensível e polêmico.
- Sociedade civil e mercado observam cautelosamente.
Em síntese, a aliança entre Cláudio Castro e Jair Bolsonaro projeta ganhos expressivos em capilaridade eleitoral e recursos federais, mas embute armadilhas que podem custar caro se a conjuntura nacional mudar. Para o eleitor, resta avaliar se os resultados prometidos compensam os riscos institucionais. Para partidos e empresas, entender esse xadrez é fundamental antes de definir apoios ou investimentos. Acompanhe os próximos capítulos: inscreva-se no canal Márcio Couth / Show Político e ative as notificações para análises atualizadas.
Créditos: conteúdo inspirado no vídeo “🚨 GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO ESTÁ JUNTO COM BOLSONARO, DIZ ALLAN DOS SANTOS”, disponível no canal Márcio Couth / Show Político.


