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Banco Central liquida Banco Master e PF prende controlador em operação de fraude

Econômia

O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Master poucas horas depois de a Polícia Federal (PF) prender o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, no aeroporto de Guarulhos. A decisão inclui a indisponibilidade dos bens de acionistas e ex-administradores, além da colocação de parte do conglomerado em regime de administração especial temporária.

Intervenção federal e prisão no aeroporto

A PF deteve Vorcaro ao tentar embarcar em um voo particular rumo à Europa. Segundo a corporação, a prisão foi antecipada diante do risco de fuga identificado após o anúncio de que o grupo Fictor manifestou interesse em adquirir o Master. Vorcaro teria deixado a sede do banco de helicóptero e seguido diretamente para Guarulhos.

A operação, batizada de Compliance Zero, cumpre sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e no Distrito Federal. A investigação começou em 2024, quando surgiram indícios de fabricação e venda de carteiras de crédito sem lastro. Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa e comercialização de títulos de crédito falsos.

Ministério da Fazenda acompanha possíveis impactos

Questionado sobre a intervenção, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o tema é de competência exclusiva do Banco Central. “Tenho certeza de que, para ter chegado a esse ponto, o processo deve estar muito robusto”, declarou em conversa com jornalistas. Ele destacou que a pasta dará suporte às consequências do ato, inclusive em eventual acionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para proteger depositantes.

Haddad não detalhou números de possíveis perdas nem estimou valores que poderiam ser cobertos pelo FGC. Disse apenas que a Fazenda acompanhará cada etapa e “está pronta para colaborar” caso haja danos a correntistas ou investidores.

Procedimentos da liquidação e bloqueio de bens

Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central assume a administração do Master, afasta a atual diretoria e congela operações. O patrimônio dos controladores passa a garantir a cobertura de eventuais prejuízos identificados pelo interventor nomeado pela autarquia. Todo pagamento de credores seguirá a ordem legal de prioridades, iniciando pelos pequenos depositantes.

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Vorcaro, de pouco mais de 40 anos e natural de Minas Gerais, assumiu o controle do Banco Master em 2018. Desde então, ampliou a atuação em crédito consignado e fundos de investimento, movimentando R$ 5,2 bilhões em ativos, conforme o último balanço disponível. Agora, suas contas pessoais e participações societárias ficam indisponíveis até conclusão do processo.

Investigações apontam fragilidade na governança

De acordo com relatórios preliminares coletados pela PF, o Master teria emitido títulos de crédito sem lastro e burlado regras de registro. A investigação também aponta conduta de gestão temerária, como concessão de empréstimos sem garantia suficiente e omissão de informações ao regulador. Auditorias internas teriam sido ignoradas ou suprimidas, gerando risco sistêmico.

Banco Central liquida Banco Master e PF prende controlador em operação de fraude - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Os investigadores analisam ainda a participação de ex-executivos na suposta fraude. Caso confirmadas as ilegalidades, os envolvidos podem responder judicialmente e ficar inabilitados para atuar no sistema financeiro.

Próximos passos para clientes e mercado

Com a intervenção, correntistas têm pagamentos e saques suspensos até novo informe do interventor. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, limite que cobre a maioria das contas de varejo. Instituições financeiras com exposição ao Master devem reavaliar provisões, mas o BC afirma que não há risco de contágio relevante para o sistema.

O Banco Central informará nos próximos dias o cronograma de restituição e as orientações para titulares de contas, investidores em fundos geridos pelo conglomerado e credores institucionais.

Para acompanhar outras decisões que impactam o mercado financeiro e a política nacional, visite a seção de Política do nosso portal.

Em resumo, a liquidação do Banco Master e a prisão de seu controlador marcam uma ação coordenada entre Banco Central e Polícia Federal para conter fraudes e proteger o mercado. Fique atento aos comunicados oficiais e compartilhe esta notícia para manter mais pessoas informadas.

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