Rio de Janeiro – A Justiça fluminense expediu, nesta terça-feira, 22, mandado de prisão contra o rapper Oruam. O artista foi indiciado pela Polícia Civil por seis crimes que envolvem tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em ação que impediu o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um adolescente procurado por roubo de veículos.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a decisão judicial foi solicitada depois que o músico e pessoas que o acompanhavam dificultaram a abordagem policial na noite anterior, em um condomínio da zona norte da capital. Na ocasião, os agentes buscavam deter o menor conhecido como “Menor Piu”, apontado pela corporação como um dos principais responsáveis por furtos e roubos de automóveis no estado e também segurança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, integrante do Comando Vermelho.
Os policiais chegaram ao local com mais de 20 viaturas para cumprir a ordem judicial contra o adolescente. Segundo a investigação, Oruam notou a movimentação do alto da própria residência, passou a gravar vídeos nas redes sociais e convocou simpatizantes para se dirigir ao endereço. Testemunhos colhidos pelos investigadores indicam que objetos, entre eles pedras, foram arremessados da varanda em direção às equipes, atingindo uma viatura e ferindo um dos agentes.
Após o incidente, o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, afirmou que as condutas atribuídas ao rapper configuram tentativa de frustrar uma ação legítima do Estado. Além de tráfico e associação para o tráfico, o artista vai responder por lesão corporal, resistência qualificada, desacato e dano ao patrimônio público. A investigação também apura indícios de que o músico possua vínculos com o Comando Vermelho, facção que domina parte das comunidades da capital.
Fuga para o Complexo da Penha
Conforme a narrativa policial, Oruam deixou o condomínio minutos depois do confronto e se refugiou no Complexo da Penha, zona norte do Rio. Vídeos publicados nas redes sociais, analisados pela DRE, mostram o artista circulando pela comunidade e desafiando os agentes a efetuar sua captura.
Para a Polícia Civil, as imagens funcionam como prova de auto-incriminação, pois o cantor menciona ter participado da resistência à abordagem e declara apoio a integrantes da facção. Investigadores relatam que o material foi anexado aos autos e sustentou o pedido de prisão encaminhado ao plantão judiciário.


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No mesmo despacho que decretou a prisão, o juízo determinou buscas adicionais com o objetivo de localizar o suspeito. Equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) foram destacadas para atuar no cerco ao foragido, com apoio de unidades especializadas que já operam na região.
Contexto das acusações
Segundo a DRE, o menor alvo da operação seria responsável por uma série de roubos de veículos nas zonas sul e norte do Rio e teria participação ativa na logística do tráfico na comunidade da Fé, área também controlada pelo Comando Vermelho. A polícia afirma que, ao impedir a captura do adolescente, Oruam favoreceu interesses da facção e comprometeu a segurança dos agentes e de moradores do entorno.
O inquérito, ainda em andamento, busca esclarecer se o músico exerceu papel permanente na organização criminosa ou se atuou pontualmente no episódio. A análise de conversas em aparelhos apreendidos em outras investigações e de imagens de redes sociais deverá determinar o grau de envolvimento dele com o grupo.
Defesa e próximos passos
A defesa de Oruam informou que não se manifestará antes de ter acesso integral aos autos. Advogados do rapper alegam que, sem consulta ao inquérito, não podem avaliar a extensão das imputações nem apresentar pedido de revogação da prisão ou habeas corpus.
Com o mandado expedido, o nome do cantor foi incluído no sistema de procurados da Polícia Civil. Caso seja localizado, ele será encaminhado para uma unidade prisional de triagem, onde passará por audiência de custódia. A Justiça decidirá se mantém a detenção preventiva ou aplica medidas cautelares alternativas.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) já foi notificada sobre a expedição do mandado para agilizar a transferência caso haja captura. A investigação segue com o objetivo de reunir provas complementares e concluir o relatório final, que será enviado ao Ministério Público para possível oferecimento de denúncia.
Até a última atualização desta reportagem, o rapper permanecia foragido.


